Com o pretexto de estarmos em campanha eleitoral para as autarquias quebraram-se as tradições que são antigas de quase 100 anos. A Bandeira de Portugal, símbolo adoptado após a implementação da república, não foi hasteada pelo Presidente da República na Câmara Municipal de Lisboa como se as eleições tivessem sido marcadas antes da república ser república e como se a democracia, celebrada em votos, não fosse coisa da própria república.
Dir-me-ão que já outros antes fizeram coisa semelhante, mas também lhes respondo que na altura o entendi errado porque a demonstração forçada da equidistância partidária para mais não serve, neste caso, do que para desviar as atenções da unidade dos portugueses à volta das suas referências de regime.
O modelo seguido hoje distanciou, uma vez mais, os diversos poderes que se reúnem neste dia na varanda dos Paços de Concelho de Lisboa e não foi um discurso de circunstância ditado do vulnerável bunker de Belém que ajudou a superar a ideia de que o Presidente da República se isola dos outros poderes.
A República e os conceitos de igualdade e fraternidade que lhe são inerentes revêem-se na nossa Constituição onde os deveres de unidade do Estado são carga especial do mais alto magistrado da Nação.
Foi lamentável que se perdesse a oportunidade de demonstrar essa unidade no dia único de cada ano em que todos os símbolos da república e as suas instituições, Bandeira, Hino, Presidente, Legislativo, Executivo, Justiça e Autárquico, têm por praxe reunirem-se em espaço comum para falarem à República Portuguesa e ao nobre povo desta Nação valente e imortal.
sobre o autor
Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis






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LNT,
Noto que lhe deixei um questão por responder em http://eleicoes2009.info/legislativas/antes-das-sondagens/ no actual comentário 6, feito a 5 de Outubro de 2009 , 0:42 …