VerdadeO que é realmente verdade para o PSD é que o vocábulo verdade é usado como um sound byte e não como um princípio para obtenção do poder. Santana Lopes já o usou quando se intitulou Menino Guerreiro e o uso que lhe deu é conhecido.

Ferreira Leite usa-o com a mesma convicção com que denunciou a mentira Santana Lopes a quem agora afaga ao colo, com igual convicção com que criticou Chão de Lagoa onde agora se propõe bailar com Alberto João e com que criticou os cornos de Manuel Pinho sem nada ter para dizer sobre a catrefada de boçalidades que Jardim anuncia para reduzir a Constituição Portuguesa a um Bolo de Caco.

A verdade dos cartazes e da propaganda já não representa só a pantomima do rasga/não rasga, do constrói/não constrói, ou da moeda-má/moeda-boa como se tivesse o poder feiticeiro da fada madrinha que lhe permite transformar ratos em corcéis e abóboras em carruagens. É uma fantasia repetida mil vezes para fazer acreditar que Santana Lopes e ela própria são gente credível, gente a quem se reconhece obra e progresso em resultado dos muitos cargos que exerceram anteriormente.

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Luís Novaes Tito

sobre o autor

Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis

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1 Carlos Albuquerque 17 de Julho de 2009 , 7:15

“gente a quem se reconhece obra e progresso”

Será que vai continuar a ser este o critério para escolha de políticos no século XXI em Portugal?

É que, por este critério, Alberto João Jardim e muitos autarcas em Portugal são imbatíveis.

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2 LNT 17 de Julho de 2009 , 11:07

A obra e o progresso são reconhecidos a quem a tem. Seja no campo de actuação política ou das vidas profissionais. Não estamos a falar de um lugar qualquer mas sim do de Primeiro-Ministro.

É exigível experiência e obra reconhecida.

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3 Carlos Albuquerque 17 de Julho de 2009 , 11:41

Luís

Refiro-me às obras que por este país são o apanágio do populismo e identificadas com o progresso:

Alberto João: túneis, viadutos e aeroporto;

Santana Lopes: túnel do Marquês;

Terceiro manifesto pelas obras públicas: “activos de importância capital que serão deixados às futuras gerações”, “o progresso não se consegue apenas com apelos à prudência e à parcimónia”

E assim muitos outros autarcas neste país que são reeleitos, apenas porque se apresentam com “obra feita” (nem que sejam rotundas) sem olhar a meios, dívidas, corrupção, cultura democrática, etc.

No fundo, usando este critério, até Santana Lopes é credível. Já fez um túnel e prepara-se para fazer muitas outras obras.

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4 Luís Novaes Tito 17 de Julho de 2009 , 12:34

Carlos,
Faça o favor de reler o meu texto.
Você quer discutir sobre aquilo que eu não escrevi. Irá desculpar mas não lhe farei a vontade.

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