Com a ressalva de que me baseio apenas na imagem e título que fazem a manchete do jornal e que não sei o que se diz nas interiores do Expresso sobre o assunto, há três pontos que gostaria de salientar:
- o primeiro é que, de facto, todos os dados até agora publicados sobre as despesas eleitorais dos partidos o que mais põem em evidência é o carácter exorbitante dos gastos do PS e do PSD (pedrmitidos pela lei que eles convenientemente aprovaram) e que se inserem num despesismo eleitoral que, ele sim, é a origem mais estruturante das questões relacionadas com o financiamento dos partidos;
- o segundo é que este aspecto – os valores dispendidos pelo PS e PSD- nunca suscitou um centésimo do interesse e indignação que, com vasta ignorância e não poucas falsificações, muitos dedicaram à chamada questão do «dinheiro vivo»;
- o terceiro é que todas as comparações feitas até agora entre as despesas eleitorais dos partidos em 2009 e por eles feitas em anteriores eleições são pouco rigorosas e de uma patente ligeireza porque assentam na ignorância de que entretanto a lei mudou e que, em consequência disso, passaram a integrar as contas eleitorais um vasto conjunto de despesas feitas num período antecedente da pré-campanha que, anteriormente, não figuravam nas despesas eleitorais dos partidos.
Mas, pronto, já se sabe que o rigor raramente é compatível com a política de manchetes.





