
Já aqui tinha publicado o quadro do FMI com as previsões presentes no World Economic Outlook da instituição. Agora, via Vitor Bento (que fornece os dados, aos quais só melhorei o aspecto gráfico e acrescentei a Islândia porque pareceu-me pertinente), fica o quadro com as previsões de crescimento económico da base de dados utilizada pelo FMI para a elaboração do documento em causa (pode ser acedida aqui). O que torna este quadro pertinente? A baixa expectativa que a instituição revela para com o crescimento português no futuro, a que não será alheio o facto do problema português não resultar da actual crise internacional, mas ser essencialmente um problema interno. É certo que isto são previsões e, tentar em inícios de 2009, prever o crescimento para 2014 é um exercício interessante, mas com grande margem de erro. Mas não é difícil prever que para 2014, independentemente do valor especifico da taxa de crescimento, deveremos continuar a crescer menos que os outros (com tristeza minha, o problema presente neste gráfico irá estender-se por bons e valentes anos). É esta uma realidade inevitável? Em parte sim, porque os problemas estruturais com que nos defrontamos não se alteram de um ano para o outro e existem sempre custos de mudança no curto-prazo que os políticos e o eleitores parecem, irremediavelmente, não dispostos a suportar. Mas é também isto que está em causa nas próximas eleições legislativas: se nós, portugueses, aceitamos de bom tom continuar a empobrecer de ano para ano. Se a apatia triunfou sobre a esperança. Se queremos efectivamente mudar isto para melhor ou pretendemos manter tudo na mesma. E a manutenção das políticas de quem actualmente exerce o poder é o primeiro passo para garantir que o quadro do FMI é o melhor espelho do que o futuro nos reserva.
sobre o autor
Jorge Assunção Autor do blogue Despertar da Mente e co-autor do blogue Delito de Opinião.






