A poucas horas de cair o pano sobre este palco, vem a propósito lembrar essa obra magistral de Richard Wagner – O Anel dos Niblungos – sobre a mistura que melhor caracteriza a nossa humanidade: o poder, o amor e a morte. Até porque está em cena O Crepúsculo dos Deuses, o epílogo da tetralogia. No final, o regresso do anel às águas do Reno sinaliza o restabelecimento das fraquezas que todos transportamos às costas e a grandeza em que as podemos transformar. Assim haja força.
sobre o autor
Cipriano Justo Especialista de Saúde Pública Professor universitário Dirigente da Renovação Comunista
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“The end” ??? Qual quê, o retomar de todas as lutas.
Ó senhor, já que lhe deu para citar os Nibelungos, veja lá se escreve o nome como deve ser!
Deixe cair o e. Pronto.
No balanço nacional as coisas no fundamental mantém-se:
O PSD com mais câmaras e mais freguesias. E entre os dois o PS teve mais 20 câmaras e o PSD menos 20 câmaras.
E a CDU reafirmou ser uma grande força política nacional e a grande força de esquerda no poder local.
Na CDU foi triste a perda de Aljustrel, Beja e Marinha Grande mas soube muito bem recuperar Alpiarça, Crato e Alvito. Estivémos quase a ganhar Évora, (Mértola (48%) e Cuba (46%), mantivémos uma notável resistência nos grandes centros urbanos – Sintra, Oeiras, Lisboa e Porto. Foram muito gostosas as vitórias em Almada, Sesimbra e Setúbal.
No geral subimos nuns lados, baixámos noutros , aguentámos nos centros urbanos importantes e confirmámos sem margem de dúvida que somos a grande força de esquerda no poder local e uma grande força política nacional.
E espero que depois desta re-afirmação brilhante da força da CDU a nível nacional e no poder local acabem com o fado velho de mais de 20 anos de muitos coveiros frustados.
A CDU está viva e bem viva, mostrou que está para ficar e para ficar com os mais de 600.000 eleitores que confiaram na CDU para gerir as suas autarquias locais.
E que socialistas e sociais-democratas se deixem agora de farsas pois já não têm desculpas para a gestão de Lisboa e do Porto.
Denunciei aqui a campanha de assustamento que Costa andou a fazer em Lisboa com o fito de obter a maioria absoluta. Calculo que muitos que nele votaram para a Câmara e que votaram na CDU nas freguesias repararam agora que afinal o Ruben e a CDU falaram verdade e que sentem que nada ganharam com a maioria absoluta que o PS obteve.
A CDU é a força indispensável para a defesa dos serviços públicos, do bem público que é a água – e que mais de 40 municípios do PS e do PSD já privatizaram, tornando-a mais cara -, e dos interesses das populações. É a força que faz falta para fiscalizar a actividade autárquica.
É tempo de acabar com o fado da bipolarização hegemónica. A CDU é a grande força de esquerda do poder local e é-o pelo grande valor do seu trabalho autárquicos e pela honestidade, competência e isenção dos seus eleitos. E o que alcançámos foi a pulso, sem colo nem cavalitas.
Vale a pena apostar na CDU. Vale a pena apoiar a CDU!
Disse, brilhante?
Sim, disse mesmo re-afirmação brilhante da força da CDU a nível nacional e no poder local. Nem reparou sequer ainda que somos a única força política que pode olhar para os resultados eleitorais de há 15 dias e de há 4 anos e meio sem corar de vergonha? Subimos nuns lados, baixámos noutros, aguentámos nuns sítios, ganhámos aqui, perdemos acolá mas conservámos e até reforçámos a influência social. Mais nenhuma outra força política demonstrou esta resiliência. E isto é brilhante! É até caso único na Europa. Ou nem deu uma vista de olhos aos mapas das páginas dois de alguns diários? Não viu os mapas? Se não viu, recomendo-lhe uma vista de olhos ao DN e Público.
Lá ler li. Mas pode ser que o Público tenha uns resultados diferentes do DN. Vou ter de comparar.
Um grande abraço Cipriano.
Gostei muito de o ler e conhecer.
Certamente iremos encontrar-nos por aí.
Seguramente. Um abraço.