Gostava de ter escrito isto:
Como se não bastasse leio hoje, que me recorde pela quarta vez, desta feita no i, mais um grande destaque dado ao Partido Nulo – movimento lançado por um ex-político (?) e apadrinhado por Rui Zink e cujo projecto eleitoral propõe que poemas, desenhos e jogos do galo obtenham uma votação superior a 50% nas legislativas por forma a inviabilizá-las segundo a Constituição.Tudo isto se passa no meio de uma outra polémica alimentada pela famosa directiva da ERC que procura, embora de uma forma um pouco normativa, há que reconhecer, estabelecer algum equilíbrio noticioso para suprir uma lacuna tão evidente como – pasmem-se! – em plena democracia não haver igualdade de tratamento entre candidaturas.

Entre o fantasma da censura e a justificação de falta de espaço – e de interesse – para todos os intervenientes (e seria bom que não se discutisse ao lado porque não adianta falar de espaços de opinião quando nem sequer se faz notícia das propostas políticas de todos os partidos), tudo indica que esse mesmo espaço, em vésperas de sermos chamados a dar o nosso voto esclarecido à democracia, é ocupado a dissecar à exaustão polémicas como estas e ainda sobra algum para publicitar alternativas construtivas como jogar ao galo com o boletim de voto.
Silly season ou silly media?”
Rui NS in Melhor É Possível.
sobre o autor
Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.
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