Com tanta gente a despedir-se (foi bom andar por aqui como escrevinhador e leitor, obrigado) deixo aqui uma nota de esperança e de recomeço sobre a participação cívica e política do MEP, partido pelo qual fui candidato.
Espero que neste interregno de campanhas haja outras oportunidade e outros locais como este, plurais e confortáveis. Locais com outro tempo para discutirmos mais a políticas e menos os panfletos. Pelos jornais já se vê que a realidade voltou com coisas pouco agradáveis que estiverem muitas delas alheadas das campanhas mas que são ou deveriam ser determinantes para determinar o voto. O MEP ex-cassula que não ganhou nada neste sprint extenuante que foi o ano de 2009 não desistiu, nem desanimou. Um projecto de ideias e de convicções não se esgota aos primeiros revezes. Uma proposta de política da esperança não se perde simplesmente porque (ainda) só votaram nela 26.000 eleitores.
O facto de não ter atingido os objectivos eleitorais é uma excelente oportunidade para:
a) Ganhar em humildade o que se perde em votos.
b) Experimentar o infortúnio como tantos vencidos da vida que ficam à margem, de quem se quer ser voz.
c) Falar de esperança a partir da posição “de baixo” e reafirmar, com a autoridade que vem da resistência à intempérie, que “melhor é possível” e que a “árdua esperança” continua a ser o caminho.
Para já é esta a nossa herança que se traduzirá numa nova etapa: MEP 2.0. No dia 24 de Outubro, na Foz do Arelho, o MEP vai realizar um Encontro Nacional convidadno membros e amigos do MEP que querem ser parte activa na continuação da construção do MEP. Definiremos novo rumo estratégico e aprofundaremos o sentido do nosso empenho na política para servir o bem comum. Estão todos convidados. Até breve.
sobre o autor
Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.
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Um abraço, Rui.
Gostei de partilhar um espaço de escrita contigo ao fim de tantos anos de escritas paralelas na blogos(fera).
Quanto ao MEP, fica para conversas outras, que agora vou fazer um pouco de dieta política. :)
Vamo-nos vendo por aí (como o outro:))
Grande conjunto de contribuições que passaram por aqui. O debate (ainda que muitos não tenham notado) foi muito rico.
É verdade, a política nos juntou, Luís, pelo menos ao mesmo postigo.
Outras conversas virão, seguramente
Abraço.