Mancha NegraPor princípio, quem se candidata a eleições e é eleito deve cumprir o seu mandato. É a democracia em execução e este deve ser o respeito a ter pelos eleitores que começam a estar fartos de dar a sua confiança a quem, de imediato, abusa dela.

A única excepção admissível a esta regra é a que decorre do Governo emanar da Assembleia da República e, como tal, alguns dos deputados eleitos poderem sair para constituírem esse mesmo Governo.

Se o caso das candidatas ao PE já não merecia aprovação por se saber serem candidatas às Câmaras Municipais de Sintra e do Porto e que, a vencerem as eleições autárquicas, renunciariam ao lugar de deputadas europeias, o de Paulo Rangel que usou o argumento das candidaturas fantasma como uma das pedras base da sua campanha e agora anuncia estar disponível para abandonar o cargo em troca de um lugar no Governo, é escandaloso pela falta de honestidade que revela. Nada que se não esperasse, até porque se um destes dias vier a haver alterações na direcção do PSD, certamente teremos também Rangel a fazer a agulha.

Quando se anunciarem as listas para deputados à Assembleia da República veremos quantos fantasmas haverá nesta pouca-vergonha em que se tornou a utilização da política para satisfação de interesses pessoais. Nessa altura veremos quantas múltiplas candidaturas se fizerem nas listas das europeias, legislativas e autárquicas e teremos oportunidade de observar que não será um exclusivo dos “grandes Partidos”. E o argumento de que só se candidatam a cargos diferentes porque não foram eleitos para cargos anteriores não servirá de razão porque fica à mostra que a disputa é para conseguir um qualquer tacho.

Restará, nessa altura, a dignidade mínima de Ana Gomes e Elisa Ferreira que apesar de terem cometido o “pecado” tiveram a frontalidade de informar, à partida, os eleitores das suas intenções.

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Luís Novaes Tito

sobre o autor

Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis

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Política Fantasmagórica [ II ]
22 de Junho de 2009 ás 2:05

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1 Tacho 21 de Junho de 2009 , 1:22

Não usem o termo tacho, por favor!
Já basta o povo todo a dizer “os politicos só querem é tacho!”

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2 LNT 21 de Junho de 2009 , 3:10

Neste caso não tenho outro termo melhor, lamento dar voz ao povo.

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3 Carlos Albuquerque 21 de Junho de 2009 , 9:02

Quem não foi eleito está livre. E o eleitorado até pode achar que não sendo a pessoa certa para um cargo, será a pessoa certa para outro.

Quanto ao “tacho”, quero crer que foi apenas uma tirada infeliz do Luís. É que este tipo de processo de intenções, quando é ponderado, revela mais sobre quem o faz do que sobre quem é visado.

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