Após leitura do artigo: “Ex-quesitices” e respectivos comentários, apenas me apraz comentar o seguinte: Não entendi bem o que aquele texto trata nem o que os comentadores comentam, apenas vejo e, digo-o com preocupação, orações cuja temática se centra no voto útil. De um momento para o outro parece que o que é mais importante é não deixar ganhar do que realmente ganhar por mérito, assiste-se a ilustres pessoas a reivindicar o contra-voto, isto é, em vez do tradicional Vota X, ouve-se o moderno Não Vota Y. Já não importa o expor o nosso programa, o que conta é impedir, como o faremos não interessa, que projecto temos não interessa desde que os outros percam. Onde está o debate de ideias, construtivas de preferência? A vontade de afirmar que determinado programa ou ideologia é melhor, desapareceu? Já não vale nada?
Esbanja-se tempo de antena com futilidades e esquecemo-nos que o pais está a cair. Eu prefiro um governo estável a uma luta parlamentar que afunde ainda mais o país. É que bem vistas as coisas, ainda não vi um projecto coerente, imparcial, pragmático para o país, o que se vê são os contra-ataques Governo-Oposição, que a medida X não presta, mas que foi fulano e cicrano que a tomaram, nesta ou na anterior legislativa.
Assim é fácil que as pessoas percam o interesse, ninguém faz o mínimo para chegar a um sítio e dizer, o programa do meu partido é este, com os seguintes pontos, a, b, c, etc. Mas não basta apresentar a lista do supermercado, faz-se necessário que se explique detalhadamente o que se pretende fazer, como fazer, quais os custos e benefícios para o país. De outra forma, não sei porque se chama à AR a casa da democracia quanto mais parece uma casa de “peixeiras” e “alcoviteiras”.
Em relação ao Partido Comunista Português, alguém no seu juízo perfeito entende que hajam acordos, e ainda bem, prefiro ver o PCP a não ganhar a Câmara do que estar presente num executivo que por si só não é funcional, nem o poderá ser. Pior, espero estar enganado, mas se António Costa e a sua mescla de lista ganharem, produzirá o maior fiasco político de Lisboa, isto numa altura em que o que se pede é gente para trabalhar com afinco para e pela autarquia e, não para jogar aos postos e listas autárquicas. É óbvio que o PCP não o fará e assim faz muito bem, há-de ocorrer a altura em que as pessoas se apercebam do que fizeram e nessa altura é melhor ter a cabeça erguida e poder dizer, nós nunca nos vendemos por meia dúzia de cargos duma lista ineficaz.
Que irá perder é a Cidade de Lisboa e o país por arrasto, por Tomar as coisas também não são melhores.
É por isto que apoio o PCP!
sobre o autor
Virgilio Alves Estudante de Gestão de Empresas em Instituto Politécnico de Tomar no primeiro ano, 19 anos de idade. Morador em Tomar. Participou no projecto Thomar Vrbe (projecto da Universidade Aveiro inserido no concurso Cidades Criativas dirigido aos alunos do 12.º ano de escolaridade). http://thomar-vrbe.blogs.sapo.pt http://tomar-sentido.blogs.sapo.pt
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“ninguém faz o mínimo para chegar a um sítio e dizer, o programa do meu partido é este, com os seguintes pontos, a, b, c, etc”
Virgílio
O programa eleitoral do meu partido (MEP) é este.
Só tenho a dizer duas coisas: 1) sou apoiante da CDU; 2) há um erro de gramática no artigo: “Em relação ao Partido Comunista Português, alguém no seu juízo perfeito entende que hajam acordos”; haver, nesse contexto, é um verbo impessoal cujo sujeito é invariavelmente “ele”, logo não se põe em plural – mesmo que haja várias coisas.
Isto é um blogue de um jornal. atenção, pá!
“ninguém faz o mínimo para chegar a um sítio e dizer, o programa do meu partido é este, com os seguintes pontos, a, b, c, etc”
O que não falta em todas as esquinas do país são cartazes eleitorais com, entre outras coisas, os endereços dos sites de cada partido onde consta o respectivo programa eleitoral. Além disso, nestas últimas duas semanas cada partido divulgou o seu programa nos inúmeros comícios que tiveram lugar um pouco por todo o país. Cabe é também às pessoas estar atentas e quererem perceber o que cada partido defende e o que pensam ser melhor para Portugal, pois chato seria se os dirigentes tivessem que repetir em cada comício o mesmo discurso dizendo “o programa do meu partido é este, com os seguintes pontos, a, b, c, etc”
Já agora, pode encontrar o programa eleitoral do PSD aqui:
Cumprimentos
Prometo segunda-feira responder, pois irei-me abster de comentários hoje e amanhã.