
Três actos eleitorais realizados em três datas diferentes.
A desconfiança perante o discernimento popular (curiosamente, o que se pretende auscultar com actos eleitorais….) é um triste sinal do sistema, um certo desperdício, senão mesmo um luxo escusado.
E passados 4 anos, não se fez a mais que urgente reforma dos órgãos autárquicos, mantendo-se o esdrúxulo sistema de mini-parlamentos nas vereações e a ausência da escolha directa do presidente da câmara.
Nem se reformou o anacrónico sistema de «representatividade» de deputados, inviabilizando-se uma reforma que possibilitaria a criação de círculos unominais.
E claro está, não se efectuou qualquer debate, nem sequer se procurou legitimar, rompendo promessas anteriores, a provável, (embora felizmente ainda incerta), reforma dos Tratados da UE.
Em suma, em todos os diferentes níveis políticos, o caminho foi de paralisia ou mesmo retrocesso, face a expectativas de reforma, envolvimento dos cidadãos, transparência e responsabilização. O que se pode esperar, e desejar, é que tal venha a ter consequências junto de quem permitiu a continuação desses constrangimentos.
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Gabriel Silva Membro do BLASFÉMIAS
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“Ensaio sobre a Lucidez” de J. Saramago, é um bom exemplo para um ensaio sobre a votação nas varias eleições que se aproximam.