Não é só o MEP ou os partidos não parlamentares que se queixam. Eis uma notícia recente do Público:
CDU acusa RTP de discriminação e convoca concentração à porta da estação pública
A ausência de Ruben de Carvalho, candidato da coligação CDU, PEV à Câmara de Lisboa, no programa Grande Entrevista de Judite de Sousa, levou a concelhia da capital da CDU a acusar a RTP de discriminação e parcialidade. A CDU tem agendada uma concentração de protesto, à porta da televisão pública para amanhã pelas 18h30.
Judite de Sousa entrevistou Santana Lopes, candidato do PSD na passada terça-feira, e António costa, candidato do PS, na quinta-feira seguinte no programa Grande Entrevista. Mas, segundo a CDU, Ruben de Carvalho nunca foi convidado, o que provocou o desagrado da CDU, que acusa a RTP de estar a violar a lei que exige tratamento igualitário das candidaturas. (…)
Note-se que a RTP também ignorou José Carlos da Costa Ramos o candidato à Câmara Municipal de Lisboa pelo MEP e Luís Fazenda candidato pelo BE. Já assinou a petição “Igualdade entre Partidos” em campanha eleitoral?
sobre o autor
Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.
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{ 6 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Parece-me que a expressão chave será igualdade “em campanha eleitoral”. Ainda não estamos em campanha – a RTP tem o direito de entrevistar quem lhe apetece para um programa de entrevista. Não é um debate sobre eleições, não é um programa especial, não faz parte de campanha, que só arrancará lá muito para a frente. Foram duas entrevistas a duas pessoas que era relevante entrevistar.
Por esse andar teriam de estar todos os candidatos a Lisboa na Quadratura do Círculo (porque Costa também lá está), ou volta e meia tinham de estar todos nas capas das revistas cor-de-rosa (quando Santana aparece)…
Quando estivermos de facto em campanha, aí sim, dar-lhe-ei razão.
Mas no contexto a relevância dos entrevistados não vem precisamente do facto de serem candidatos à presidência da CML?
KS, assistiu aos critério da RTP durante a campanha nas europeias? Eu tenho memória e até me recordo da mensagem do Provedor da RTP. Recordo-me que os “outros” partidos foram ouvido uma única vez e nunca em entrevistas individuais em prime time, antes num debate que correu lindamente (apesar de serem 13) mas que se realizou madrugada dentro.
Hoje, já depois deste artigo, no Telejornal, a RTP anunciou datas paras duas séries de entrevistas que irá fazer aos lideres dos partidos com assento parlamentar. É habitual a rtp entrevistar os líderes duas vezes no espaço de mês e meio entre Agosto e Setembro?
Ou será que tem a ver com o facto de estarmos à beira de eleições e de já todas estarem em campanha? Se ou menos os formalismos garantissem algo de substancialmente diferente, mas como disse, quem tem memória sabe que não é assim.
Tenho mais isenção e igualdade de tratamento entre partidos políticos numa direcção geral do governo do que na RTP – Televisão.
A RTP tem de facto constrangimentos aos seus critérios editoriais que advêm do seu contrato de serviço público que pura e simplesmente ignora. Faz de conta que é a SIC ou a TVI mas não é, recebe dinheiro dos contribuintes para o não ser. Mas antes de tudo isso é um organismo do Estado e deve respeitar a lei que eu tenho de respeitar enquanto funcionário da administração pública. Aborrece imenso os jornalistas da RTP terem de justificar o injustificável, mas se não lhes agrada, se é uma violentação, têm sempre a possibilidade de mudar de emprego e de meio fora da alçada do serviço público, por exemplo.
Infelizmente a prática é de que o crime compensa. O comportamento persiste mas acaba por não ter consequências. Ou muito me engano ou será de novo assim no próximo mês de Setembro, à semelhança do que começa por ser já esta semana.
Obviamente que particularmente Partidos novos, inteiramente desconhecidos das pessoas terão resultados eleitorais potencialmente enviesados por esta lógica destorcedora que, objectivamente, contribui para impedir a renovação democrática. A diferença entre as pessoas a que chegamos com ou sem TV é ainda abissal.
Acho que será mesmo de referir que a notícia da RTP foi referido “antecipando assim as eleições legislativas”. Além disso foram anunciados debates para dias 17 e 24 de Setembro, datas essas que se localização em plena campanha eleitoral.
Como é possível não haver intervenção das autoridades competentes para corrigir estes actos discriminatórios que se vêem tão frequentemente? Será que os partidos “pequenos” incomodam assim tanto quanto isso?
Que é feito dos quatro comentários que aqui estavam?
Carlos, estamos a migrar para um serviço de comenting específico. Durante algumas horas teremos turbulência. NENHUM comentário será apagado. Alguns poderão não ficar de imediato visíveis.
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