Poderemos dar-nos ao luxo de comprar esta guerra que se repete e vai-se agravando e subindo de tom a cada nova legislatura? Estaremos a velar pelo melhor que podemos ter para nós, deixando-nos sequestrar por pretextos mais próprios de uma clubite do que de uma reflexão política?  Vote útil, pois então, mas não finja que não é consigo ou que não lhe diz nada. Havendo inteligência e imaginação,  cada um encontrará o seu caminho, de acordo com as suas convicções e, de preferência, seguindo as regras da boa eudcação. Pela minha parte, como é sabido, estou de corpo e alma com um novo movimento político que quero ajudar a que tenha representação parlamentar.  Rui Marques, presidente do MEP e mais que provável cabeça de lista por Lisboa nas próximas legislativas, não exagerou quando escreveu há pouco que:

” (…) Toda a sessão de debate mostra o lamentável estado da nação política. A política de permanente ataque, quer do Primeiro Ministro, quer dos líderes da oposição, todos contra todos, numa agressividade quase sem limites, com tons e termos crescentemente violentos, indicia uma doença muito grave do sistema político. (…) Os políticos – do governo e da oposição – têm sido, muitas vezes, os coveiros da sua própria função. Como podem querer que os portugueses os respeitem?

A reforma da política exige uma outra cultura e uma outra atitude. Um foco nas propostas, na discussão objectiva focada no bem comum, intelectualmente honesta e feita pela positiva. Menos combate de boxe, mais capacidade de ver a verdade onde ela estiver, mesmo que seja na voz de um adversário politico. Exige-se mais capacidade de respeitar o outro e menos agressões verbais – por enquanto – sem sentido.

A politica portuguesa precisa urgentemente de uma renovação. Se assim não acontecer, em breve assistiremos a batalhas campais no parlamento, mas pior do que isso, a democracia correrá o risco de ruir definitivamente. (…)”

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Rui Cerdeira Branco

sobre o autor

Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.

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Adufe sans frontiers | Cada um tem o seu nematodo
3 de Julho de 2009 ás 0:56

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1 Miguel Carvalho 3 de Julho de 2009 , 0:51

Evidentemente!

Cada vez mais, o combate político é feito com base no ataque pessoal, no insulto, no “desfazer” do adversário; cada vez menos se discutem ideias, ideais, valores, projectos…

E o pior é que isto não é um mal restrito à alta governação. Nas lutas políticas académicas, que vou tendo oportunidade de seguir de perto, os argumentos são repetidamente baseados no denegrir do adversário. Em vez de se contestar uma argumentação, contesta-se o valor intrínseco do argumentador. E assim por aí fora!…

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