Defendo vivamente que é um dever os cidadãos eleitores procederem ao acto eleitoral mas no contexto actual penso que não se pode “exigir” esse mesmo dever. Ou pelo menos, não da forma que se deveria exigir.

Muitas pessoas não se interessam minimamente pelos programas dos partidos, e tal como anteriormente citado, preferem votar pela cor ou pelo nome do partido e não pelas suas posições e sugestões. Isto está errado, e quem o faz, não tem “moral” para criticar o poder central ou local.

Mas para mim, o maior problema é a falta de credibilidade a que a nossa política chegou. As taxas de abstenção actualmente chegam a roçar o ridículo, e isto não é apenas fruto de má informação por parte dos eleitores. Têm também uma grande parte da culpa, os próprios políticos e os partidos que representam.

As pessoas informam-se e votam e de seguida o que se sucede? São “traídas” por um sucessivo incumprimento das promessas eleitorais, independentemente do partido político. Actualmente, bastantes portugueses estão habituados a encarar as propostas eleitorais como promessas inviáveis. Isto leva a uma crescente descredibilização dos partidos. Para voltar a unir as pessoas em torno das eleições cabe aos candidatos esclarecer o público-alvo e apresentar programas coerentes com a sua visão estratégica e não apresentar centenas de propostas que sabem de antemão que não vão conseguir cumprir. É preciso “romper” com a forma de interpretação actual que muitos portugueses fazem dos seus governantes. Como diria o Obama, é necessária uma mudança e essa mudança tem que começar pelas pessoas que nos representam democraticamente, para de seguida passar para as populações.

É triste, mas na minha opinião, acho que a maioria dos portugueses vê a política como uma “brincadeira” e não como um instrumento para o desenvolvimento do país.

Experimente-se isto e penso que veremos a taxa de abstenção a descer e a democracia terá muito mais “piada”.

Cumprimentos.

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Daniel Rebelo

sobre o autor

Daniel Rebelo Estudante do ensino secundário na área de Ciências Sociais e Humanas. Interessado em Economia, Ambiente, Desenvolvimento sustentável, Ciências políticas, Relações internacionais, Geografia e Ordenamento do território. Gosto de praticar desporto, ler, jogar videojogos e acima de tudo conversar.

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1 Tiago Azevedo Fernandes 30 de Março de 2009 , 20:24

“essa mudança tem que começar pelas pessoas que nos representam democraticamente, para de seguida passar para as populações”

Caro, discordo completamente. Isso é atirar para os outros a responsabilidade da mudança, em vez de a tomarmos a nosso cargo.

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2 Daniel Rebelo 30 de Março de 2009 , 21:02

Caro Tiago,

Eu não nego responsabilidades aos cidadãos “comuns” e isso está bem explícito no início do post.

A minha opinião é de que, chegámos a um patamar de descredibilização tão elevado, que as pessoas já não se interessam minimamente pelos actuais partidos, e na maioria dos casos, com razões legítimas para tal.

Ou seja, digo que os partidos e os seus políticos deveriam ser os primeiros a agir, por considerar que os mesmos são em grande parte culpados pelas atitudes dos cidadãos.

Não nego responsabilidades aos cidadãos, aliás se tal fosse, não estaria aqui neste blog. Simplesmente penso que a iniciativa por assim dizer, deveria partir dos políticos para que as pessoas não tivessem “desculpas” para não se interessar pelos programas partidários.

Cumprimentos e grato pela opinião.

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