…a celebração da implantação da República realizou-se parte em Belém, parte na Praça do Município. O Presidente da República não quis misturar-se com o Presidenta da Câmara Municipal em nome de uma imparcialidade de paróquia. Os portugueses foram tratados como uns imbecis que ainda não sabem distinguir uma cerimónia institucional de uma acção de campanha eleitoral. Os últimos tempos não têm corrido de feição para os lados da Praça do Império, quiçá porque os fantasmas dos velhos do Restelo resolveram atormentar o sono do presidencial inquilino. Ao contrário do que se possa argumentar aquilo não tem nada a ver com o staff, aquilo é falta de cultura cívica.
sobre o autor
Cipriano Justo Especialista de Saúde Pública Professor universitário Dirigente da Renovação Comunista






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“Os portugueses foram tratados como uns imbecis que ainda não sabem distinguir uma cerimónia institucional de uma acção de campanha eleitoral”.
Exactamente como Sampaio também os tratou, antes.
O tempo, além de outras funções, também serve para não repetir os erros que outros cometeram
Já é um grande avanço reconhecer que o Sampaio cometeu erros.
Os actos do Sampaio são com o Sampaio. Não me lembro de alguma vez me ter consultado.
Nem ninguém disse que ele o consultou. Presunção e água benta cada um toma a que quer.
Água benta nem por isso, que sou ateu. Quanto a consultar, falámos algumas vezes, mas nunca na qualidade de consultor. E nunca sobre o 5 de Outubro. Que eu me lembre.
Resta a presunção e alguma falta de memória.
A memória ainda vai dando para as necessidades. A presunção é uma apreciação de quem a faz.
E todos temos direito às nossas apreciações.