Depois de quatro anos e meio na oposição, o PPD era um dos partidos portugueses com mais e melhores condições para, nesta altura do campeonato, já ter apresentado e já ser conhecido de todos os portugueses o seu programa eleitoral.

Durante estes anos, mudaram líderes, mudaram estruturas partidárias, passou o tempo e o maior partido da oposição em vez de assumir as suas responsabilidades para com o País preferiu demitir-se delas.

Por isso, há oito dias, na entrevista que cedeu à RTP1, Manuela Ferreira Leite falava verdade aos portugueses: não esperem muito de nós.

É isso, então, que hoje podemos esperar de Ferreira Leite, quando apresentar o seu programa: nada do PPD.

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sobre o autor

Carlos Manuel Castro Autor do blogue Palavra Aberta, "membro" do Câmara de Comuns e presente no http://twitter.com/carlos_mcastro.

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1 João Goulão 27 de Agosto de 2009 , 1:29

Comentar quem e o que? Mas está aqui algo?

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2 Pedro Coelho 27 de Agosto de 2009 , 9:20

Não querendo ser tendencioso, do PPD/PSD que se apresenta a estas eleições, tenho algumas coisas a dizer – foi, nestes quatro anos, um partido desconexo, sem rei nem roque, a desintegrar-se das suas origens, a acolher a discórdia no seu seio, a perder-se em guerrilhas internas que só prejudicaram a vitalidade daquele que foi, em tempos, o maior partido português. Conhecemos o PSD por ter governado em governos de grande maioria, por ter implantado algumas reformas importantes, por ter sido voz activa quando foi oposição, por ter um lugar na história da democracia portuguesa. O PSD que conhecemos hoje não é nem uma pálida sombra daquilo que já foi a força laranja – é um partido sem norte, sem ideias e que actua a reboque do supercriticado eng.º Sócrates. É missão do PSD, segundo o que me parece, criticar tudo o que este governo propõe, mostrando para já a ideia de ter um programa eleitoral em que contrariamente ao habitual, não teremos ideias de coisas a fazer por parte de um possível governo, mas antes ideias de coisas a não fazer – não fazer TGV, não fazer Aeroporto, não fazer auto-estradas. Depois, segundo o que ouvi esta manhã na Renascença, vão apoiar as pequenas e médias empresas… é necessário, mas já não está a ser feito?

Tenho pena, a bem da discussão política e da maior pluralidade nas escolhas dos portugueses, que o PSD viva este momento, em que não se mostra como uma alternativa credível para a governação, para o país, e até mesmo para ser oposição. O PSD, da forma que se apresenta hoje, vale-se dos milhares de militantes que tem e da força que possui no poder local, porque qualitativamente, vale bem menos do que alguns partidos de inferior votação e até mesmo sem assento parlamentar.

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3 Luis 27 de Agosto de 2009 , 10:13

“mostrando para já a ideia de ter um programa eleitoral em que contrariamente ao habitual, não teremos ideias de coisas a fazer por parte de um possível governo, mas antes ideias de coisas a não fazer”.

Isto demonstra apenas a inveja do PSD sobre o que o actual governo do PS tem vindo a fazer. Isto é, o actual governo do PS tem vindo a aplicar políticas de direita de forma bem mais determinada. Logo, nenhum é alternativa ao outro. Com PS ou com PSD teremos a aplicação das mesmas políticas de direita.

A verdadeira alternativa reside na CDU, a única força que advoga a ruptura e a mudança. A verdadeira alternativa.

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