MEP: 25 mil votos depois continuar as boas ideias e organização

de Rui Cerdeira Branco 29 de Setembro de 2009 | Legislativas

Em resposta à análise do Tiago Azevedo Fernandes (TAF) sobre os resultados eleitorais do MEP, faço minhas as palavras do Nuno Coelho que este publicou no mesmo “A Baixa do Porto” em resposta ao TAF:

“Discordo da análise feita ao MEP. Há que notar que o MEP teve a maior votação de todos os partidos que concorreram pela primeira vez às legislativas. Em relação às expectativas podem ter ficado um pouco atrás mas de resto acho que não foi um mau resultado.

Os eleitores precisam não só de propostas credíveis e lideres competentes, mas também de saber que o projecto de partido é um projecto com consequência, e não um produto que apenas existe esporadicamente num ciclo eleitoral. Os cidadãos precisam de saber que o projecto está para ficar antes de se comprometerem com um voto nesse partido. Também não acho que devam desistir nem juntar-se a outros partidos. Muitos anos andaram os Louçãs e Fazendas a penar no PSR e UDP com votações micro antes de chegarem ao parlamento. A persistência ajudou a credibilizar o projecto que formaram a seguir. E agora são o 4º partido no parlamento.

O mesmo penso que pode acontecer com o MEP se continuarem com boas ideias e boa organização. Ganhar a confiança dos eleitores leva muito tempo e exige muito trabalho, e qualquer resultado das europeias não serve de guia a ninguém, dada a atitude com que se encara essas eleições.”

Daqui a alguns dias tentarei aqui uma análise mais profunda ao que pode vir a ser o MEP. Para já é ainda tempo de reflectir, aprender e trocas impressões internamente e externamente. Depois se fará a síntese.

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Rui Cerdeira Branco

sobre o autor

Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.

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1 Tiago Azevedo Fernandes 29 de Setembro de 2009 , 14:09

Caro Rui, acho que não me consegui explicar devidamente. A minha tese é a de que se torna mais eficaz mudar os partidos actuais do que criar partidos novos. Não digo que seja impossível fazer o mesmo caminho com partidos novos, mas apenas que ele é mais árduo e mais lento. Sou a favor da lei do menor esforço para obter o mesmo resultado, ainda por cima mais depressa. :-)

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2 Rui Cerdeira Branco 29 de Setembro de 2009 , 14:21

É pelo testemunho de quem tem tentado que nos convencemos que essa maior facilidade é ilusória. É mais seguro começar de raiz, sem vícios e sem lastro. Nenhuma das hipótese me parece particularmente fácil. Haja quem tente por todas as vias possíveis :-)

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3 André da Silva Lopes 29 de Setembro de 2009 , 14:50

Concordo com o Rui Branco, sinto o projecto também como sendo meu, porque defendo as idéias e princípios do movimento/partido, seria mais fácil não fazer nada, não apoiar este projecto, mas felizmente não me deixei guiar pelo que era fácil e felizmente acredito no MEP, se queremos caminhar para algo melhor e para a construção temos de pôr mãos ao trabalho, tenho noção que não será fácil mas que as escolhas mais difíceis são as mais acertadas, tornando durante o passar do tempo essas escolhas em algo cada vez mais concreto visível e mais fiável. Sinto isso com o MEP… Acho que “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário” :)

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