À Comissão Coordenadora Nacional da CDU
Lisboa, 7 de Outubro de 2009
Estimados Camaradas e Amigos,
Quero informar-vos, formalmente, que esta manhã me cruzei com o Dr. António Costa no Chiado, a quem disse: “Já que nos encontramos, quero desejar-lhe uma boa ponta final de campanha e dizer-lhe que os lisboetas e Lisboa precisam da sua vitória e, também, que o Senhor tenha capacidade para ouvir e convergir à esquerda, porque é preciso que Lisboa seja governada à esquerda”.
Transmito-vos, entretanto, que tal posição tem em conta as condições concretas e os objectivos políticos presentes na disputa eleitoral em Lisboa, e não põe em causa o meu apoio, claro e inequívoco, à Coligação Democrática Unitária (CDU) e aos seus objectivos gerais no conjunto das suas candidaturas, porque entendo que o País precisa do reforço da CDU.
Um abraço,
Manuel Carvalho da Silva
sobre o autor
Cipriano Justo Especialista de Saúde Pública Professor universitário Dirigente da Renovação Comunista






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Francamente, só mesmo o Cipriano é que nos quer ainda convencer que não se apercebera da mais que provável vitória do Costa em Lisboa, do embaraço do Costa com a cena à Valentim Loureiro de distribuição de bicicletas, agravada hoje com a cena manhosa da “espera” à saída do metro, com a RTP a tira-colo.
Eu compreendo o embaraço do Cipriano. Andou a tentar assustar-nos com a vitória do Santana para assim pescar uns votitos para a sua dama e nunca nos disse que de facto o PS, em 27 de Setembro, confirmou uma votação do PS superior à do PSD, pois isso anularia a sua campanha de assustamento.
O Carvalho da Silva aponta o óbvio: que o PS vai ganhar e que e “preciso que Lisboa seja governada à esquerda”. E manifesta o seu apoio “claro e inequívoco”, à CDU. Coisa que obviamente o Cipriano nunca fez nem fará até Domingo.
Pois, mas as derrotas da direita não caem do céu. Não são uma dádiva divina. É preciso trabalhar por isso e encontar as melhores soluções. Coisa que uns fizeram e outros não. E a candidatura chama-se UNIRLISBOA e não António Costa ou PS.
O Cipriano continua a recusar-se a reconhecer o óbvio; quem vai a votos, no domingo são 7 partidos e 2 coligações, num total de 9 forças políticas.
Concretamente e de acordo com o alvará emitido pela Câmara e assinado pelo seu Presidente, exactamente com esta ordem:
CDU
PS
BE
PSD/CDS/MPT/PPM
PNR
PTP
MRTP
MMS
MEP
Nem sempre o óbvio formal coincide com o óbvio político. E o óbvio político é que o que está nos boletins de voto como PS é muito mais do que PS. É por isso que as sondagens de ontem davam uma diferença de 8 pontos percentuais para a coligação de toda a direita.
O Cipriano Justo entrou em «delirium tremens»!. A CANDIDATURA chama-se UNIR LISBOA ? O Cipriano Justo já confunde um slogan de campanha com o nome de uma candidatura ? Eu aposto o que Cipriano Justo quiser que o que se vai poder ler no boletim de voto é PARTIDO SOCIALISTA + PS + respectivo símbolo e que nas listas afixadas junto às assembleias de voto o primeito candidato desta lista para a Câmara é António Costa.
Pois. Mas o que é importante para a tomada de decisões não é o nome da coisa. É a coisa. E essa vai bem além do PS. E os eleitores sabem-no.
“É a coisa.” ??? Agora meter medo, chama-se “coisa”? O Cipriano deve dar-se com gente muito sinistra, é que nas pessoas das minhas relações não encontrei um único que dissesse que gostaria de ver o Santana presidente, se calhar alguns até o pensam, mas nem um ousou tal dizer, dado a sua completa descredibilização. Todavia o Cipriano continua a batalhar à volta desta “não coisa”.
A questão é que todos querem um poleiro, nem que seja um poleirito. E agora surge o BE, também. Mas há uma questão incontornável. Depois da 2ª Grande Guerra muita coisa mudou. Depois da queda do muro de Berlim, essa mudança ainda mais se acentuou. Há, no entanto, quem ignore. Ou continua como se nada tivesse acontecido. Por isso, a desejável convergência de esquerda não pode escamotear isso, e devia ir avante, discutindo e implementando novos parâmetros de acção. O futuro está aí, há que agir, há que avançar!
É por isso que há quem não esteja à espera que lhe façam o jantar.
Mesmo não se importando de protagonizar a cenas deprimente do senhor a dar a esmola ao ceguinho à saída do metro? Eu nunca pensei ver um presidente de câmara prestar-se ao papel de ceguinho, de RTP a tira-colo, à saída do metro, na pedinchice. Acho que ficaram todos muito mal no retrato.
Isto de ver, cada um vê o que pode, o que lhe deixam e o que lhe interessa ver.
E o Cipriano esforça-se para não ver a tal cena deprimente do ceguinho de RTP a tiracolo à saída do metro, a pedinchar. Eu só acreditei quando a vi.
Isso só quer dizer que vemos coisas diferentes. Nada de grave.
Obviamente que os eleitores irão votar :
CDU
PS
BE
PSD/CDS/MPT/PPM
PNR
PTP
MRTP
MMS
MEP
Olá!
Manuel Carvalho da Silva, não faz mais que aquilo que todas as pessoas livres, independentes e de esquerda devem fazer: pensar com a sua cabeça. Ser livre é isto mesmo. Não importa, nem há nenhuma contradição militando-se num outro partido qualquer. Ser de esquerda, na mente dos homens de esquerda, é ser livre. Logo, Carvalho da Silva está muito certo. Não é que António Costa seja o meu candidato, o meu candidato é o Engenheiro Cortez, São João da Madeira, mas concordo com espírito leve e tranquilo de Carvalho da Silva.
Parabéns.
Eu não diria melhor.
Obrigado pelas suas palavras, David… presumo que é a este comentário que se refere no que me dirigiu posteriormente. Bem-haja! … Bem-hajam todos os Homens Livres e de Boa-Vontade! Um grande abraço :)
“o meu candidato é o Engenheiro Cortez, São João da Madeira” e escolheu muito bem. A minha candidata é a Mª Emília, em Almada. E ambos sabemos que Carvalho da Silva não é candidato.
É verdade, amigo Luis! Carvalho da Silva não é candidato mas…, é Carvalho da Silva. Carvalho da Silva, por muito que “não gostem dele” é, ainda que o pintem de outra cor, um grande apoio. Nomeadamente, na área de toda a esquerda e, não só…
Abraços
“Carvalho da Silva, por muito que “não gostem dele” ??
Está-se a referir à área governamental, certo? É que me lembro de – nem ainda há muito tempo – a administração de uma empresa pública nomeada por este governo. não o ter autorizado a entrar numa das delegações da empresa em Lisboa, para participar num plenário sindical, sendo obrigado a fazer o plenário, na praça pública, em plena rua. Na altura vi a CDU manifestar-lhe apoio, francamente não vi ninguém doutra área partidária a fazê-lo. E muito menos o governo, que, pelo contrário, manteve essa mesma administração que cometeu esse abuso.
E também não vi o já então presidente da autarquia manifestar qualquer opinião sobre esta grave entorse à democracia.
Não fica bem a Carvalho da Silva qualquer tipo de apoio. Da CDU? Tudo bem. Dos trabalhadores? Tudo bem. Já de governos ou algumas entidades patronais, a coisa fia mais fino: tudo mal. Assim como de partidos de direita. Estes apoios, jamais ficariam bem a Carvalho da Silva. Algo estaria errado, caso Carvalho da Silva tivesse apoio destes lados. Estes lados, os lados da corrupção, exploração e traição aos trabalhadores, ficam do lado da UGT. Esta sim, esta pode ter apoios de governos e do patronato, pois foi criada para fazer mal aos trabalhadores e servir o patronato mais imbecil e retrógrado. Mas há umas coisas, que com o tempo, vamos aprendendo: é sermos livres e a fazer do nosso voto uma (coisa) útil, não sermos sectários. Em Lisboa, se fosse este o meu caso, faria o mesmo que Carvalho da Silva, mesmo que pertencesse a qualquer partido, o que felizmente para mim, não é o caso. Já passei por tudo… Agora, ainda que seja tarde, devo fazer as coisas mais pensadas. Como o Carvalho da Silva, claro.
Boas eleições e que ganhe a Maria Emília e o Eng. Jorge Cortez. Para este as coisas são mais difíceis, mas…
“Boas eleições e que ganhe a Maria Emília e o Eng. Jorge Cortez. Para este as coisas são mais difíceis, mas…”
Mas com trabalho, persistência, abertura, muita combatividade lá chegaremos se ganharmos o apoio das eleições.
Eu nunca embandeirei em arco com qualquer sondagem e continuo a não embandeirar. Mas o que constato é que todas as sondagens que sairam hoje provam que o risco em Lisboa não é Santana ganhar mas o PS ter maioria absoluta.
E é este risco que é preciso evitar. E para evitar o risco da maioria absoluta em Lisboa é indispensável o reforço da CDU em Lisboa.
Nesta campanha em Lisboa os pontos mais negativos foram as trapalhadas populistas da candidatura do PS: desde a carta do seu presidente aos funcionários da Autarquia sobre aumentos salariais, à oferta das bicicletas, à reunião clandestina com o seu colega Miguel Sousa Tavares, líder do suposto movimento anti-contentores para branquear a submissão de Costa ao governo do PS até à cena deprimente da pedinchice à saída do Metro.
Eu francamente nunca antes tinha visto, o presidente da câmara de Lisboa e dirigente do PS, de RTP a tiracolo, de mão estendida, a pedir apoios à saída do Metro. Esta cena manhosa envergonhou democratas e embaraçou lisboetas, como me dei conta pelas reacções de colegas de trabalho e familiares.
E dos pontos mais positivos saliento a dinâmica da campanha da CDU e a sua confiança de que Lisboa precisa da CDU na Câmara e nas Freguesias e que lhe vai dar mais força no Domingo. Pois a CDU é indispensável e necessária para fiscalizar a acção camarária e defender o património municipal e os interesses dos lisboetas.
Porque para quem quiser uma política de esquerda, o voto seguro e certo é o voto na CDU. Em Lisboa com o Ruben, no Porto com Luís Sá, em São João da Madeira com o Cortez, em Almada com a Mª Emília e nos restantes 301 concelhos e 2.275 freguesias onde concorre, a CDU avança com toda a confiança, porque é a esquerda indispensável à construção de uma vida melhor.