Escreve Pacheco Pereira:
“(…) as eleições para o Parlamento Europeu são entendidas como tendo o significado de, pelo menos, serem uma grande sondagem das eleições nacionais e de serem um momento para a discussão dos problemas do país, da crise que atravessa e da inserção europeia das suas políticas. Não vão ser outra coisa, não podem ser outra coisa, não devem ser outra coisa.”
Sobre isso já escrevi anteriormente. Vão ser outra coisa? Receio que não. Não podem ser outra coisa e não devem ser outra coisa? Podem e devem. Podem servir para o que Paulo Rangel disse aqui. Isso não é fazer uma sondagem quanto ao Governo, é debater ideias e propostas, é avaliar o resultado das acções/inacções do Governo naquilo que está relacionado com a Europa e, pesando tudo isso, votar em função do que as candidaturas se propõem fazer no Parlamento Europeu. Para premiar ou chumbar o Governo é nas legislativas. Focar a atenção na sondagem é desviar a atenção da necessidade de exigir aos futuros deputados europeus que nos digam o que pretendem fazer e como o pretendem fazer.
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Tiago Azevedo Fernandes cv, contactos: taf.net - taf.net/opiniao - twitter.com/taf - A Baixa do Porto: porto.taf.net
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