Diário Económico- LNTDeixo mais abaixo o meu texto que foi hoje publicado no DE.

A diferença que existe no segundo parágrafo entre o texto aqui reproduzido e o que foi publicado no DE deve-se única e exclusivamente a um problema de transmissão

Mais qualidade

Em resposta aos que entendem que em tempos de crise basta gerir a crise, temos de agir proactivamente na construção do futuro e no combate à apatia.

Os gurus americanos da qualidade do final do século passado deixaram-nos boa base de trabalho. Não é o local nem o tempo para desenvolver os princípios por eles enunciados (recursos, formação, prevenção, custos totais, produção, liderança, equipa, desempenho, etc.) mas podemos retirar a essência dos seus ensinamentos nos quatro pontos do ciclo da qualidade de W. Edwards Deming e adaptá-los à nossa realidade política, sem nunca esquecer que a política é feita para e com os cidadãos.

Planear/Projectar para o futuro, sem medos geracionais. Planear não é rabiscar meia-dúzia de intenções mas sim analisar os riscos, medir os recursos e projectar custos e benefícios. Implica encargos de geração? Certamente, mas é imprescindível ter visão e objectivo em tudo que operamos. Se as gerações anteriores tivessem feito o mesmo por nós estaríamos hoje melhor, como acontece em todos os países desenvolvidos.

Fazer, porque conceber não basta. Temos de avançar com o planeado, construindo, deixando obra. Aos imobilistas e resistentes, aos eternos estudo-dependentes, temos de responder com a realização do planeado envolvendo-os, gerindo a mudança, informando-os, comunicando-lhes a evolução e a inovação e demonstrando-lhes a exequibilidade e a utilidade do planeado.

Verificar, através de objectivos tangíveis. Temos de determinar indicadores fiáveis com metas concretas para os monitorizar e avaliar os resultados. Há que entender o que corre bem e mal, há que acompanhar a execução, controlar os custos e apurar onde se devem afinar as mecânicas de fazer melhor e percepcionar a satisfação daqueles com quem e para quem se está a construir. Teremos melhor gestão da mudança e melhor reforma.

Agir/Corrigir para eliminar os pontos fracos, lançando o ciclo num tempo de aperfeiçoamento sem-fim, em busca da eficácia e da rentabilização do esforço para se atingir mais e melhor vida.

O objectivo da melhoria contínua é um modelo inconciliável com a estagnação pretendida pelos que se deixam ficar na expectativa de que a crise passe até descobrirem que as crises não passam per si. O imobilismo que rasga e destrói, bem como o vanguardismo revolucionário que não vai além da demagogia e do populismo, nunca conseguirão transformar ameaças em oportunidades.

Pelo que já ouvimos, as mudanças que se anunciam resumem-se a novas rupturas, novos recomeços. Percebe-se que pretendem o pior para se justificarem das suas insuficiências sem que ao mesmo tempo nos digam ao que vêm. Fazem parte dos problemas, não das soluções.

Luís Novaes Tito
Sistemas de Informação e de Gestão da Qualidade

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Luís Novaes Tito

sobre o autor

Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis

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{ 5 comments… leia-os abaixo ou comente também }

1 Luis 11 de Agosto de 2009 , 11:58

Hoje no JN, pela enésima vez, Sócrates volta à vaca fria, desta vez num lençol de quase 13 mil caracteres, re-afirmando: “Enquanto isso, a única coisa que vemos do lado da Oposição é a insistência na velha lógica de coligação negativa, em que forças políticas de sinal contrário, como a direita conservadora e a esquerda radical, convergem no objectivo comum de atacar o PS e dizer mal de tudo o que se tenta fazer para melhorar o País. Quanto ao futuro, nada parecem ter para dizer aos portugueses.”

Também, pela enésima vez o LNT repete-se em variações do mesmo tema: “O imobilismo que rasga e destrói, bem como o vanguardismo revolucionário que não vai além da demagogia e do populismo, nunca conseguirão transformar ameaças em oportunidades. Pelo que já ouvimos, as mudanças que se anunciam resumem-se a novas rupturas, novos recomeços. Percebe-se que pretendem o pior para se justificarem das suas insuficiências sem que ao mesmo tempo nos digam ao que vêm. Fazem parte dos problemas, não das soluções.”

Percebe-se a tentativa do LNT em desvalorizar projectos e propostas do PCP, ignorando-as preemptivamente. Por isso lhe lanço o repto: assista hoje, 11 de Agosto, a partir das 18 horas à transmissão em directo da apresentação do Programa Eleitoral do PCP. Pode fazê-lo aqui:

http://www.cdu.pt/

E fale depois.

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2 Luís Novaes Tito 11 de Agosto de 2009 , 12:16

Luis,
Tentarei assistir embora saiba que o PCP irá avançar com tudo e mais alguma coisa, sabendo que ninguém lhe irá pedir contas uma vez que mantém a sua postura de contra-poder.

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3 Tiago Dias 11 de Agosto de 2009 , 15:03

Exacto,mas eu acredito que no poder o PCP cumpriria o prometido,o Luis nao pode dizer o mesmo do PS,que faz tudo menos cumprir o seu programa eleitoral e as suas falas promessas…

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4 Luis 11 de Agosto de 2009 , 12:49

Ó LNT deixe-se de preconceitos, se o PCP nunca teve uma postura de contra-poder, como é que a pode manter? Vá, faça lá um esforço e tente assistir sem preconceitos.

Responder

5 Luis 11 de Agosto de 2009 , 21:22

O programa de ruptura, patriótico e de esquerda está aqui:

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=34418&Itemid=196

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