
Nas várias horas de emissões televisivas que tivémos, houve um truque, há muito ensejado, que esteve em marcha: qualquer subida em votos e percentagem da CDU por comparação com 2004 (mais 70 mil votos e mais 1,6%) a ser desvalorizada só por o BE ficar à sua frente (por 0,05%). Chama-se a isto a espantosa novidade que é pôr as comparações com outros à frente dos votos próprios de uma força política.Entretanto, contraditoriamente, viu-se muita gente a dizer que o CDS teve um grande êxito sem repararem que passou a quinta força política. São os chamados critérios à «la carte».Um pouco de juízo, se faz favor.






{ 4 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Que confusão!
O que é que não percebe Joao?
O desejo da atempada “morte anunciada” da CDU está a tornar-se uma constante nas sondagens!! O destaque sublime do BE, a simpatia indisfarçada por esta almejada “força” política por parte dos media já não engana ninguém… Só mesmo quem quer ser enganado! Até quando? Veremos nas eleições que se aproximam… Espero principalmente as Autárquicas… para conhecer o suporte destes “meninos” da esquerda alternativa! A certeza com que fiquei, todavia, é a minha certeza de sempre: o voto na CDU! A fidelidade mantem-se e os resultados expressam que, como os fieis, outros lhe seguiram o exemplo! Dilatámos os ressultados em termos percentuais!
Não vejo qual seja a utilidade nesta discussão. O BE será aquilo que os eleitores queiram e a CDU será aquilo que sempre foi: uma força consequente e aliada de todos os trabalhadores e dos mais desfavorecidos. Mas se estas forças ainda têm, como espero, condições para remar lado a lado, tudo bem.
Se não têm, teremos que ter a CDU como aliado real dos mais desfavorecidos, o que sempre foi, não é de agora, é de sempre, e o BE andando a procurar um rumo que ainda não sabemos onde irá parar. De qualquer forma, eu faço votos para que encontre o melhor rumo. Pois os explorados e espezinhados deste País já, há muito, que não confundem o real do irreal.
Temos todos que acabar com a demagogia e mostrarmos ao eleitorado aquilo que sabemos fazer. Na direita, todos sabemos que grande parte dos deputados que por lá andam, não têm nem nunca tiveram uma profissão. Mas a esquerda não pode seguir tal caminho. Os homens e mulheres de esquerda têm que ter uma profissão. Têm que ter experiência profissional. Seja nos campos, seja nas escolas, seja nos escritórios, seja nos hospitais, seja no que for. Tem que ter uma profissão. Conheço muitos homens e mulheres de esquerda cuja profissão os tem acompanha desde os 8 e 9 anos de idade. Claro que não é esta situação que se pretende para os nossos jovens. A vida mudou muito. Mas espera-se deles, que sejam bons alunos e com capacidade para entrar no campo de trabalho bem preparados e educados.