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[Agora já está, paciência, mas não tinha visto o post anterior de J.M. Faria]

Sim, eu sei que os leitores deste blogue já viram aqui esta imagem sobre a última sondagem da Eurosondagem para a SIC e o Expresso. Por isso mesmo é que lhe dei um pouco de côr na esperança de que não naveguem logo para outro lado.

Acontece que, se não me engano, o Pedro Magalhães no seu margens de erro está farto de prevenir ou ironizar sobre a inutilidade de grandes reflexões em torno de décimas mas parece que ninguém lhe liga. Ainda esta noite, na SIC Notícias, estiveram quatro pessoas à volta de uma mesa a «mastigar» esta sondagem e todos esquecidos, por deformação ou obrigação, de alguns elementos essenciais para não lhe chamar básicos.

O primeiro é que estas variações de décimas  são muito pouco ou nada significativas e concludentes, bastando reparar que, numa sondagem como esta com cerca de mil inquiridos, a subida do PS de 0,6 representa seis inquiridos mais, a subida do PSD de 1,3 representa treze inquiridos mais, a quebra  do BE de 0,8 representa menos oito inquiridos, a quebra da CDU de 0,2 representa menos dois inquiridos e a subida do CDS de 0,7 representa mais sete inquiridos. Ora tudo isto acontece numa sondagem que apresenta uma margem de erro de 3%, ou seja, que admite que qualquer resultado apresentado possa ser 3 pontos percentuais  para cima ou para baixo, margem que abrange portanto a opinião de 30 inquiridos. E para melhor se perceber a fragilidade de tudo isto, vale a pena referir que,se fosse apurada a quebra da CDU sobre o seu resultado bruto (7,4%), ter-se-ia de concluir que a CDU nesta sondagem teria perdido 1,5 inquiridos, sendo que meio inquirido é coisa que não pode haver.

O segundo aspecto sempre muito esquecido nos rituais desta nova religião que são as sondagens é que os dados acima identificados entre parêntesis e que eu reforcei com setas vermelhas (a que se costuma chamar os resultados brutos) são os únicos que correspondem realmente ao que os inquiridos declararam. E, neste sentido, é sempre  necessário ter presente que a distribuição proporcional dos que «não sabem/não respondem»pelas intenções de votos expressas é uma mera conjectura que significa pôr a falar quem nada disse.

Tudo visto, e sem ofensa para ninguém, é caso para dizer que, comparado com o perorar longamente em torno de variações de décimas em sondagens, o tricot é uma actividade bem mais produtiva.

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1 José Manuel Faria 4 de Abril de 2009 , 0:06

Aquele debate foi ridículo ou idiota ou!…

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2 Vítor Dias 4 de Abril de 2009 , 0:17

O J. M. Faria tem toda a razão e levanta uma questão pertinente: porque não há sondagens para o Parlamento Europeu. Qualquer dia comelça a ser suspeito.Embora, por razões de seriedade, eu deva avisar que as sondagens para o PE têm um problema maior que é muitos responderem às sondagens e depois não irem votar.

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3 Rui Pedro Nascimento 4 de Abril de 2009 , 14:33

Em relação à sondagem apresentada, e esquecendo o ruído na Sic Notícias, a única coisa que me merece comentário é que tudo está na mesma como no mês anterior. O resto é encontrar pequeníssimas diferenças para encher um pouco da emissão.

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