Há uns dias, Rui Cerdeira Branco, do MEP, comparou o número de notícias que o Diário de Notícias dedicou ao seu partido comparativamente com as que dedicara aos outros partidos do sistema político português. Esqueceu-se de dizer, contudo, que a sua análise começara muitos antes do MEP existir, o que muito contribuiu para distorcer os resultados.
Hoje foi a vez de citar um texto repleto de suposições verdadeiramente inauditas para sustentar uma suposta discriminação do MEP relativamente ao Bloco em 1999. João Gomes Almeida acha (e, pelos vistos, Rui Cerdeira Branco concorda) que o estudo da Eurosondagem dá 7,7 % das intenções de votos aos “outros partidos” e que isso, com a fé de quem acredita, corresponde a 2% de votos para o MEP. O problema é que a dedução de João Gomes Almeida parte de um pressuposto verdadeiramente errado: ao contrário do que afirma, a sondagem dá 7,7% aos “outros partidos”, mais os brancos e os nulos e essa informação é bem visível no post que está ali em baixo.
Não há esperança que resista quando um novo movimento nasce repleto dos mesmos vícios dos velhos partidos.
sobre o autor
Pedro Morgado Autor do blogue Avenida Central, do Minho. Também no Twitter.
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Tenho cada vez mais fé de que vamos ter mesmo uma bela surpresa, particularmente o Pedro Morgado, quando vir os resultados do MEP, com quem tanto se preocupa, no dia 7 de Junho.
Fique bem e votos de muitas felicidades para o seu partido.
Estamos em Matosinhos :-)
Anda mal informado. Eu não tenho partido político.
Essa de acusar os outros de terem partido são velhos vícios também…
Ter partido é algo de que se possa “acusar” alguém em democracia?
Pelos vistos…
Pedia-lhe um imenso favor porque de facto estou em campanha e falta-me tempo. O PEdro não quer então comparar as notícias por partido do mesmo DN desde que o MEP existe? Eu já lhe dei essa indicação e se fizesse essas contas poderia com mais propriedade demonstrar como eu estava errado. Fico a aguardar. Obrigado.
Já a fiz caro Rui Cerdeira. É muito simples: basta seleccionar as datas no DN e ver.
Eu sei que é simples, gostava era que tivesse a coragem de ser o Pedro a vir aqui indicar essa informação. Para que se percebesse a dimensão do meu erro. Vejo que sendo simples ainda assim não o faz.
Aqui ficam as respostas que obtive para citações das siglas no DN entre 23/7/2008 (data oficial de inscrição do MEP no TC) e 23/5/2009:
POUS 6
PH 13
PDA 13
MEP 21
MRPP 25
MMS 26
PNR 38
MPT 40
PND 59
PEV 91
BE 634
PPM 691
PCP 1082
CDS-PP 1181
PSD 2379
PS 2615
Só há uma diferença de 7000 notícias no caso do PSD, 6000 no caso do PS, 3000 no PCP, 2100 no CDS e 1300 no BE… Coisa pouca, portanto.
Pedro
As diferenças nos números (que resultam obviamente das diferenças de períodos considerados) não alteram minimamente a conclusão: há uma desproporção abissal entre os maiores partidos e os restantes.
Caro Pedro Morgado
Quais são os vícios a que se refere?
Já agora, com referência ao seu post anterior sobre o MEP, devo presumir que ficaram esclarecidas as suas dúvidas sobre o conceito abrangente de família que o MEP tem?
Não, não esclareceu. De qualquer modo, estive a visitar o blogue do MEP e fiquei esclarecido dados os artigos que citam.
Então o que é que faltava esclarecer? A que posts do blog se refere?
É engraçado que um artigo sobre o MEP só tenha como tag BE e sondagens. Quem dá lições a quem Pedro? Quem é que desrespeita os leitores e os administradores do blogue e usa abusivamente as ferramentas de síntese do Eleições 2009?
É comparar com o meu post de ontem que tanto o aborrece para se verem as diferenças.
Velhos vícios, pois, pois. O PEdro dá-me um ânimo extra para esta campanha eleitoral. Não há de facto entre os partidos com representação parlamentar quem esteja em condições de dar lições d democracia a ninguém. Vamos para rua prosseguir esta volta a Portugal. Um abraço desde Gaia!
Caro Rui,
Eu nem quero acreditar que o Rui achou que eu não pus a tag do MEP de propósito. Veja a hora do post, acrescente-lhe 12 horas de trabalho e tire as suas conclusões.
Vejo que continua a não corrigir esse lapso. Ainda ia a tempo. É só editar…
O Rui,”Não há de facto entre os partidos com representação parlamentar quem esteja em condições de dar lições d democracia a ninguém”.
Não pode generalizar o mau trabalho da maioria dos deputados com o bom trabalho feito por alguns deputados e por alguns grupos parlamentares
Caro Tiago Dias,
O abuso da generalização é outro dos velhos vícios…
Exactamente,uma coisa nova não e necessariamente melhor que uma mais antiga…
Pedro
Há falhas que são humanas, em todas as épocas e quem estiver livre delas que atire a primeira pedra. Mas querer com isso não ver a diferença de um partido novo é uma opção política apenas. É compreensível que os partidos instalados neguem a novidade. O que tenho visto é que os eleitores não estão instalados e estão atentos às diferenças.
Tiago
Claro que o novo só por si nada diz. Mas o novo devia levar a uma procura de informação. Ora muitas das críticas do Pedro Morgado têm mais sido feitas a um partido imaginário do que ao MEP.
Nem mais. O Pedro anda nitidamente a combater um fantasma que só ele vê. Cada um vai julgando e tem felizmente toda a informação disponível. Nomeadamente em http://mep.pt E agora para fora do autocarro de novo, em frente ao Atlântico, rumo a terra, divulgando o MEP no Porto.
Mas isso e uma outra questão,pode ter toda a razão,o que nao pode dizer e que os partidos com assento parlamentar não podem dar lições de democracia,para o bem ou para o mal,eles e que fizeram a democracia em portugal,e incorrecto afirmar-se como superior em termos democracicos um partido que nunca teve em eleições a relacao a partidos com 88 anos como o meu pcp ou não concorda comigo?
Tiago
O Rui não diz que o MEP é superior em termos de democracia. Acontece que a democracia é um conceito demasiado complexo e penso nenhum partido deve dar lições a nenhum outro.
Por outro lado penso que, por mais que a história dos partidos parlamentares seja respeitável, todos estão em igualdade de circunstâncias quando partimos para um acto eleitoral.
Exactamente, Carlos. Nem mais nme menos. Ninguém dá lições a ninguém. Ponto final.
O Rui desta vez esqueceu-se de falar dos “políticos profissionais”, essa fórmula interessante de distinguir os políticos veteranos dos novatos, ou por outras palavras, dos políticos de facto, dos políticos aspirantes. Estas fórmulas fazem-me sempre lembrar Cavaco quando era Primeiro-Ministro e tentava passar por não-político.
Continuação de boa campanha, Rui. Se conseguires lá chegar não te esqueças de me mandar umas Godiva. :)
Ó Luís, a Laurinda não perde uma oportunidade para elogiar os bons políticos que temos, chega a dar exemplos concretos, particularmente no PE ( Ribeiro e Castro, Ana Gomes, Carlos Coelho). Limitei-me a dizer que ninguém dá lições de democracia. Quanto à profissionalização não a vejo nem como um mal nem como um bem. Encontro péssimos políticos profíssionais, carreiristas, oportunistas não profissionais que andam sempre à coca, etc. E tenho para mim que o “profissional” não distingue a veterania, distingue quem não faz nem fez outra coisa significativa que não política.
O Luís com décadas de participação política, por exemplo, não diria que é um político profissional. Já o nosso actual primeiro-ministro me parece claramente um profissional, descontando uns quantos projectos de arquitectura sempre julgo ter-se dedicado à política. Só para clarificar.
Hoje marchou foi uma francesinha, no Cais de Gaia.
E agora de novo rumo ao desafiante concelho de Matosinhos.
É engraçado como os senhores do MEP ficam todos aflitos cada vez que alguém não concorda com eles.