Não servindo de argumento para nada, muito aprecio artisticamente o portuense José Mário Branco, um dos mais originais e completos músicos do país.
Mas o 25A também se fez para que se possa exprimir em público gostos musicais diferentes. Ou mesmo para quem já não suporte a apropriação política de tais autores e a simbologia e tralha ideológica que lhe é, quiçá involuntariamente, associada. Também comungo da falta de pachorra para a cada 25A se ter de suportar constantes doses de canções com mais de 40 anos.  Julgaria bem  mais apropriado aos dias de hoje viver e escutar o espírito do recente hit «Sem eira nem beira». Mas, enfim, são coisas lá com o gosto de cada um.
No que diz respeito a realizar graçolas com o nome de alguém (nome que, recorde-se, é  por regra,  involuntário…), tal poderá eventualmente desculpar-se por não se estar nos nossos melhores Dias….., acontece a todos.
Já a tentativa de apropriação ou de fixação de um sentido unívoco a quaisquer palavras, logo quando o 25A acabou com as verdades oficiais e reconheceu o direito a se usar as expressões que bem se entenda, é que me parece totalmente contrária ao espírito do dia, tal como o  manifesto desprezo por um qualquer  «calibre» de alguém, apenas pela sua qualidade de assessor, militância ou preferência musical.

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Gabriel Silva

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1 burns 27 de Abril de 2009 , 14:23

penso que esse tal de Dias ja foi suficientemente sovado e humilhado
para quem acha que tem o monopolio da liberdade so porque viveu em ditadura , não esta mal.
para estes democratas quem tiver menos de 40 anos não devia opinar

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