O EU Profiler, de que já aqui demos nota, tem valências que é curioso explorar. Sendo possível, no final do questionário de 30 perguntas, pedir as respostas de um qualquer partido, em comparação com as nossas. Decidi obter as do PSD e de seguida preencher um novo questionário, dando exactamente as suas respostas, para obter o quadro dos partidos europeus que estavam mais próximos, segudo a análise dos investigadores do European University Institute e da Vrije Universiteit Amsterdam, dos sociais democratas portugueses. Este propósito baseou-se na convicção, que já explorei em detalhe neste texto, de que o PSD tem um posicionamento ideológico atípico no espectro político partidário, sendo a sua ideologia difusa, misturando elementos de socialismo democrático, liberalismo e populismo. A tese desse texto passava por advogar que o mix ideológico estava na base das convulsões liderança que têm pautado a história do partido.
Os resultados obtidos pelo EU Profiler para o PSD são reveladores dessa amálgama. Os 10 partidos europeus que nas 7 vertentes em análise (rigor orçamental; liberalismo económico; liberalismo social; alargamento do Estado Providência; política ambiental; retrições à imigração e importância da lei e ordem) surgem na vizinhança do PSD, do mais próximo para o mais afastado são:
1) em primeiro lugar, e surpreendentemente, mas revelador da falta de arrumação do espectro à direita, o CDS PP! Entre 200 e tal partidos na base de dados do EU Profiler, o português CDS PP é o partido cuja matriz programática mais se sobrepõe à do PSD. Isto constitui evidência cabal de dois factos: a desarrumação existente na direita portuguesa, onde há áreas subrepresentadas e áreas disputadas por dois partidos sobrepostos; o porquê de nos períodos aúreos do PSD se dar uma canibalização do PP numa lógica que tem muito de voto útil e de voto de interesse, mas também de ausência de demarcação ideológica clara;
As partidos que surgem nas posições 2-8 evidenciam alguns traços comuns interessantes:
2) JL – Jaunais Laics (Letónia: Partido Nova Era) – caracterizado por fortes inclinações populistas, a sua principal bandeira é a anti-corrupção na política polaca. Assume também uma postura pró-nacionalista. O seu programa económico é totalmente difuso: já foi liberal e defensor do mercado, já foi social democrata, e agora é pouco clara a sua posição.
3) HSP – Hrvatska Stranka Prava (Croácia: Partido Croata dos Direitos) – tido como um partido de direita, a designação “Partido dos Direitos” tem a ver com o seu pendor nacionalista, e com os direitos étnicos do povo croata que o partido jurou defender desde a sua fundção. Assim, hoje em dia apresenta uma plataforma política etnocêntrica. É um partido que se tem identificado com o neoconservadorismo norte-americano, advogando a proibição do aborto e dos casamentos homossexuais. Com o conflito nos balcãs nos anos 90, o partido criou um braço armado, as forças de defesa croatas contra a Jugoslávia. Os uniformes negros que usavam eram inspirados nas posições fascistas assumidas na II Guerra Mundial. Em consequência o HSP atraiu muitos neo-fascistas, e até 2007 algams frases e slogans de conotação fascista eram visíveis no seu discurso. A partir de 2007 tentou assumir posições mais moderadas.
4) TP Tautas Partija – (Letónia: Partido do Povo) – tido como um partido de Direita, descreve-se a si mesmo como Conservador.
5) LTLV Lietuvos valstiečių liaudininkų sąjunga (União Popular dos Camponeses da Lituânia) – e´uma partido de direita, que se define como conservador e agrário. Os partidos agrários são comuns no leste europeu. O agrarianism é uma corrente filósifica e social segundo o qual as sociedades modernas, a tecnologia e as trocas de mercado destroem a nossa dignidade, quando comparadas com os méritos que a vida rural vocacionada para a autosuficiêcia e a comunidade cultiva. Valorizam a tradição religiosa, a família, e a pertença a uma comunidade local. No Parlamento Europeu estão integrados na União para a Europa das Nações que se identifica com o nacionalismo e o euro cepticismo.
6) IRL Isamaa Ja Res Publica Liit (Estónia: União para a Pátria e a República) – Apesar de filiado no PPE, nasceu da fusão de dois partidos conservadores, e a sua ideologia assenta no nacionalismo e no conservadorismo. Já integrou, em coligação, governos na Estónia.
7) PDL Partidul Democrat Liberal (Roménia: Partido Democrata Liberal) – partido de centro direita com ideologia radicada no populismo e liberalismo. É um dos dois maiores partidos da Roménia, par com os sociais-democratas.
8) HDZ Hrvatska demokratska zajednica (Croácia: União Democrata Croata) – partido de matriz claramente democrata cristã, centro direita, que se filia no Partido Popular Europeu. Tem uma génese histórica nacionalista, por necessidade de oposição ao nacionalismo sérvio. Evolui contudo para um partido democrata cristão, com alguns elementos populistas. Tem experiência governativa opondo-se ao segundo maior partido, os sociais democratas, oriundos dos antigos comunistas.
Finalmente em 9º lugar surgeria outro partido português, o novo MMS. Dos principais partidos que são associados ao PPE, o primeiro a surgir é o Partido Popular espanhol, na 41ª posição. O UMP francês, que apoia Nicholas Sarkozy, surge em 52º lugar, enquanto a CDU germânica surge em 86º. Os conservadores ingleses surgem apenas em 117º lugar no ranking de proximidade ideológica ao PSD, estando assim atrás dos Nacionalistas Bascos, que surgem em 108º lugar.
A nível de partidos portugueses, tanto o PS como o MEP surgem mais próximos do PSD que o PP Espanhol. O PPM surge mais próximo que a CDU alemã e MPT surge antes dos conservadores ingleses.
Em síntese, a mescla ideológica em que, por força das circunstâncias que já analizei noutro texto, o PSD se tornou, afirmando-se exclusivamente como partido de poder (por isso não largando elementos de social democracia, apesar de ser o PS o partido filiado na Internacional Socialista, que compreede a social democracia, o trabalhismo e o socialismo democrático), e misturando elementos sociais democratas, com liberais e populistas, torna-o num allien no PPE, e mesmo no conjunto dos partidos europeus.
É por demais significativo que todos os partidos mais próximos do PSD (com excepção do CDS) sejam partidos oriundos de democracias jovens e imaturas, de leste europeu, com no máximo 15 anos de plena vivência pacífica e democrática. De acordo com a sua cartilha ideológica o PSD, que se diz reformista e humanista, e que Sá Carneiro queria que fosse social democrata, republicano e laico, surge colado a forças conservadoras, ou de pendor democrata cristão (como é comum no PPE) ou de pendor nacionalista! Entre os camponeses da lituânia e os nacionalistas croatas com slogans fascistas, a companhia em que o partido anda diz muito do seu estado corrente.
Para concluir, importa dizer que este problema não se verifica no Partido Socialista. Repetindo o mesmo exercício, os partidos mais próximos são os socialistas gregos do PASOK, os sociais democratas polacos, Partido Socialista e Trabalhista do Luxemburgo, o Partido Socialista Suiço, e o Partido Socialista Operátio Espanhol (PSOE). Apenas dois partidos das novas “democracias de leste integram a lista. O Sakanas Centrs,´ou Centro Harmónico da Letónia é uma coligação de centro que visava exactamente o contrário do nacionalismo: a harmonia entre letãos e russos. Não fica mal na fotografia. O único objecto estrnho é o HNS, o partido liberal democrata da croácia, que se senta no grupo dos liberais do Parlamento Europeu.
Em todo o caso o PS está claramente mais alinhado com partidos da tradição europeia ocidental da sua família política. O que é em si mesmo pode ser lido como um sinal de modernidade e coerência ideológica, o que não sucede de todo com o que as companhias do PSD revelam.
sobre o autor
Carlos Santos é doutorado em Economia pela U. Oxford e Professor na UCP. Trabalhou no Banco Central Europeu. Autor do livro "E agora, Obama?", editado em Fevereiro de 2009, é responsável pelo blogue O Valor das Ideias que, depois da cobertura das Eleições Presidenciais nos EUA, é um espaço de debate de Política Internacional e Economia. É coordenador dos agregadores de notícias e blogues PNETpolitica e PNETeconomia . Colabora na imprensa e em diversos fóruns de discussão.
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{ 16 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Interessante…
Não percebi, honestamente: se estava a falar a sério ou a brincar. É que há outras conclusões mas isso era um post quilométrico. E ajudavam a esclarecer as tais famílias do PSD.
Só agora vi o seu comentário.
Não, acho interessante porque realmente deve ser difícil classificar o actual PSD do ponto de vista ideológico. Acho que “partido do poder” está bem e é quanto basta.
Se era para ser um estudo de ciência política, deveria ser mais isento e não conter comentários preconceituosos.
Se é apenas um elogio à família europeia de um determinado partido, não eram preciso tantas linhas.
Não creio que este tipo de apreciação enriqueça ou estimule o debate político-europeu. Qual a conclusão, afinal? Que o PSD não faz falta no Parlamento Europeu? Que Portugal não deveria ter um partido como o PSD? Que só a ideologia do PS é sufragável?
E que tal apenas que o PSD é uma mistura incrivel de ideologias diferentes (muitas não compativeis, e isso notasse na diferença entre os vários lideres que tiveram desde as ultimas eleições) e que não é possivel continuar a dizer que o PP não é apenas uma espécie de JSD…
Precisamente: a ideia não é dispensar o PSD. De todo. A ideia confirma apenas um cenário de base que explorei há largas semanas:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/04/sociais-democratas-liberais-o-psd.html
Não é culpa do PSD. Sá Carneiro cria fundar um partido social democrata inspirado no SPD alemão. E sabia que a social democracia em qualquer país da Europa é uma ideologia de esquerda, na media em que pugna pela livre iniciativa e propriedade privada, MAS com justiça social e correcção de desigualdades. O problema de Sá Carneiro é que o PS foi fundado antes e na Alemanha: tendo conseguido a entrada na Internacional Socialista que Sá Carneiro tentou várias vezes. Só que no caos pós revolucionário Freitas do Amaral teve uma obra de mérito: tentar trazer a direita do antigo regime para a democracia. E fundou um partido de matriz democrata cristã. Sucede que há em todos os quadrantes quem se mova mais por interesses do que por ideologias. E ao afirmar o PSD como segundo grande partido em 1976, parte da direita colou-se ao PSD que teve que se deslocar dado o espaço do PS ser o que Sá Carneiro queria tomar. O resultado disto são n convulsões internas que perduram até hoje: em 1978 o próprio Sá Carneiro chegou a saír do PSD porque já na altura era difícil o convívio de forças antagónicas: sociais democratas genuinos como ele, e liberais. O socialismo democrático e o liberalismo não coexistem no mesmo chapéu. Quando Sá Carneiro voltou saíram os membros da ASDI. Só com Cavaco é que o partido esteve calado, porque tinha um líder muito forte, maiorias enormes e sobretudo era um homem pouco dado ao debate ideológico. E o PSD foi atraindo ainda mais gente, pela eficácia do cavaquismo em produzir obra. Mas ele tanto foi um liberal (removeu o socialismo da Constituição, por exemplo) como um keynesiano ou um social democrata se quiser: ao promover o investimento e as obras públicas.
Sem Cavaco, de 94 até hoje vivem 3 famílias no PSD: sociais democratas; populistas, uma corrente de direita que não é perjorativa: o maior partido de direita espanhol é o Partido Popular; e neoliberais (uma burguesia de interesses a quem a eficácia do cavaquismo chamou). As últimas directas do PSD tinham lá tudo: Pedro Passos Coelho era o menino querido dos liberais; Pedro Santana Lopes será sempre um populista; não sei como mas a Manuela Ferreira Leite associaram a social democracia. Estas facções existem e degladiam-se. Repare: o que pode haver de comum entre Pacheco Pereira, Pedro Santana Lopes, Zita Seabra, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes e Leonor Beleza? A ideologia não é a mesma.
Se acreditar em mim, eu não tenho filiação partidária. Por isso interesso-me pelos partidos como grupos de pessoas que partilham ideais e projectos. A questão é que ideias unem aquela gente? Nenhuns. E por isso o verniz estala quase sempre.
A solução não era o PSD desaparecer. A solução era a direita se arrumar, como a esquerda se arrumou: bem ou mal o Bloco organizou alguns pequenos partidos de extrema esquerda que o PCP chamava de “idiotas úteis”. O PCP tem o seu espaço. Que não se mistura com o do PS: desde logo porque o PCP vê a democracia como um mal necessário para chegar ao poder. Durante anos advogou a via revolucionária. Admitirá que o PS não tem esse ponto de vista. O que eu achava útil era o PSD largar a conotação social democrata. Porque um partido pode viver bem com populistas e liberais. Sociais democratas e liberais é que não dá. O problema da direita portuguesa é que não tem um espaço próprio para os liberais: como tem a França, a Alemanha, a Holanda, etc. E o CDS ficava com a democracia cristã. Eu tenho a esperança que o PSD um dia faça isto. Quando o Santana Lopes fala em PPD, porque acha que ele insiste nisso? Porque o partido dele não é a social democracia. Os sociais democratas que se juntem ao PS ou façam outra coisa.
Enfim, desculpe o testamento. Eu pedia-lhe que lesse o texto no link acima. E se discordar faça um post e diga-me. Porque isto fica um comentário enorme.
CS
O que eu gostava agora de ver era a cara do Sá Carneiro ao ver um português do PS numa campanha do seu amado SPD (http://is.gd/yakw)
Essa proposta de separar o “PPD” do “PSD” penso que seria o mais normal!
Ficariamos com Bloquistas, Comunistas, Socialistas, Liberais e Populistas.
O próprio PSD ganhava com isso, porque as constantes divisões internas em nada melhoram o PPD-PSD…
Totalmente de acordo. Mas eu só não sei se os últimos prefeririam populistas ou democratas cristãos. Mas acho que era uma divisão mais clara do mundo partidário!
CS
“O socialismo democrático e o liberalismo não coexistem”?
Bem, segundo as suas próprias palavras, coexistiram com Cavaco Silva e, agora segundo as minhas, coexistiram com Pina Moura (Guterres) e, actualmente, com José Sócrates. Só para citar dois.
“Se acreditar em mim, eu não tenho filiação partidária.”
Acredito sempre nas pessoas, sou um homem de boa-fé. Até que elas me decepcionem.
Pode ter filiação partidária. Afinal, a democracia faz-se disso e, se calhar, faz falta a Portugal mais militância genuína e transparente, menos “falsos” independentes que estão sempre bem “com Deus e com o Diabo”.
Não me repugna que seja militante ou simpatizante do PS (ou de outro qualquer partido). Apenas me incomodam os pretensos artigos científicos ou os comentários “isentos” sem declaração de interesses ou sempre com o mesmo final.
E, afinal, qual a moral da história? Que o PSD deve cindir-se? E isso compete ser dito por nós, que não somos seus militantes ou dirigentes? Por outro lado, não vê “o que pode haver de comum entre Pacheco Pereira, Pedro Santana Lopes, Zita Seabra, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes e Leonor Beleza”, mas vê o que há de comum entre Augusto Santos Silva, Manuel Alegre, Rosário Carneiro, Edmundo Pedro, Ana Gomes e Matilde Sousa Franco? Ex-PCP, ex-MRPP, ex-CDS, católicos, ateus, maçons, Opus Dei?
O carlos,concordo em tudo menos nesta parte que podia fazer o favor de me explicar melhor:”desde logo porque o PCP vê a democracia como um mal necessário para chegar ao poder”
cumprimentos
Caro Tiago,
Se viu ontem o programa de que falei no post anterior, notou que o “representante” socialista o Alfredo Barroso admitia de caras coligações com o BE. Mas disse claramente “com o PCP não”. Eu não sei se aquilo era o PS a falar ou o soarismo. Mas como sabe, a luta de Mário Soares teve 4 inimigos principais: Salazer, Cunhal, Eanes e Cavaco. Qual o problema dele com Cunhal? Em 74-75, durante o PREC o Partido Comunista tinha uma visão da democracia como uma construção burguesa, e uma forma de as classes médias e altas manterem o poder em quem lhes interessava. O caminho para o comunismo podia ser, segundo Cunhal dizia na altura, revolucionário. Evidentemente, que ninguém de bom senso vê hoje em dia uma ameaça revolucionária em nenhum partido em Portugal. Mas esse fantasma da luta no PREC de Soares contra Cunhal continua vivo na cabeça de muita gente. Tudo o que eu quis dizer foi que o PS tende a ver o PCP como via há 35 anos: um partido da luta de classes revolucionária. Isso é injusto? Com certeza. Mas viu o debate que se gerou aqui por cause da condecoração de Otelo Saraiva de Carvalho? Os fantasmas que estão vivos em gente que nem viveu aquele período? Imagine nos que viveram.
Honestamente eu acho que era preciso passar mais tempo até que a maioria da sociedade portuguesa se dispusesse a aceitar uma coligação com o PCP. Dir-me-á e o Bloco? Mas onde eu acho que o PCP falhou, e infelizmente isso conta, foi no marketing político. O bloco está em todas: o Arrastão é o blogue mais popular, o meu amigo Rui Tavares tem um blog e escreve no Público, o Franscisco Louçã e o Miguel Portas conversam no facebook. O Bloco vendeu uma imagem moderna.
O PCP tem capacidades para governar? Meu caro. O Sr. Luís Inácio Lula da Silva foi capaz de tornar o Brasil um dos países que empresta dinheiro ao FMI. Em Itália, o maior partido da oposição era uma aliança entre católicos moderados e comunistas. Na maior parte da Europa, o PCP podia ser governo. Mas isto é Portugal. O que lhe posso fazer….? Não pretendia ofender o PCP e peço desculpa se pareci que o queria fazer.
Um abraço,
Carlos
Depois da intervanção de Fernado Henrique Cardoso, nas conferências do Estoril, decidi escrever um post.
http://oblase.blogs.sapo.pt/32039.html
Carlos,
Não queria umas desculpas,porque cada um tem direito a su opinião :)
Com este PS não é possivel qualquer colgação como durante anos na Camara de Lisboa,mas mesmo assim considero o PCP com quailidades para governar,agora para tal como é obvio teria que ser pelo menos em 2009 em coligação com José Socrates,que para além de todas as grandes divergencias politicas,tem feito tudo para culpar o PCP por tudo.Seja manifestação de professores,sindicatos,ou outro qualquer tipo de pessoa,durante a sua legislatura o 1ºministro tem acusado o PC e os seus militantes de tudo(aqui muito ajudado pelo seu agora grande amigo Santos Silva).
Em relação ao Bloco é obvio,não tem a máquina que o PC tem,mas por seu lado tem a modernidade em seu favor,e não tem o preconceito contra si,porque como afirmou muita gente ainda olha para o PC como querendo um golpe de estado,tendo o PS insistido nesta tecla durante todos estes anos…
cumprimentos
Não sei se existe na Europa algum partido comunista que disponha de uma central sindical como o faz o PC em Portugal.
Fernanda, nesse ponto vai-me desculpar mas eu acho que “ainda que menos pronunciadamente” a UGT também “tem dono”. O que sempre é melhor que a unidade sindical. E chegamos a outro paradoxo do PSD: como em teoria um partido social democrata seria socialista e não há uma terceira central ficam com os TSD:)
No meio do actual status quo partidário, onde então se poderiam encaixar os liberais socias (diferentes dos clássicos em diversos pontos)? No PSD, no PS?