Na entrevista que acabou de dar à SIC Notícias, quando questionada sobre as fraudes no BPN e no BPP a líder do PSD só teve reparos para o Banco de Portugal. Que a regulação não fez isto, que a regulação não fez aquilo, que lhe tinha ficado bem ter reconhecido que tinha falhado, que não era por isso que o Dr. Vítor Constâncio teria de se demitir, que os filhos como o dinheiro só se deviam entregar a alguém de confiança, enfim, um rosário de bolas para canto. Mas nem uma palavra para os verdadeiros responsáveis, os conselhos de administração dos ditos, e entre eles para os seus PDG. Porque quando questionada sobre a responsabilidade do Dr. Dias Loureiro no imbróglio, “quem sou eu para fazer juízos de valor” , respondeu candidamente a líder do PSD. E mais não disse. Para quem quer mostrar um elevado sentido ético da política e do que deve ser a governação, omitir os primeiros e principais responsáveis das vigarices é particularmente preocupante para quem aspira a ser primeira-ministro. Hélas!
sobre o autor
Cipriano Justo Especialista de Saúde Pública Professor universitário Dirigente da Renovação Comunista






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È giro hoje ñ ver criticas ao tom da jornalista..
Confesso que não percebo porque deveria Manuela Ferreira Leite criticar a administração do BPN.
Ela pretende candidatar-se a um cargo público, e não a administradora do BPN, e como tal não tem nada que fazer reparos a Dias Loureiro. Tem sim que fazer reparos ao que está ao alcance da sua influência: o Banco de Portugal e a legislação.
Isto faz parte da responsabilidade de um político que não queira ser populista: criticar aquilo que efectivamente pode mudar.
Imaginemos que para todo e qualquer crime, os políticos se preocupassem mais em lançar campanhas contra os criminosos (no fundo são os principais responsáveis…), do que a criticar o que esteve mal do lado da polícia, justiça, etc. Pois, faz-me lembrar aquele partido racista…
Recordar que a líder do PSD afirmou textualmente que filhos e dinheiro só os entregaria a quem lhe desse completa e total confiança. Pelos vistos ficavamos só nos filhos se a líder do PSD ganhasse as eleições legislativas. E quanto aos crimes, convém não confundir o roubo de um pacto de batatas fritas num supermercado e o assalto aos bens dos depositários de um banco.
O que interessa numa entrevista são as respostas dos entrevistados. Sobretudo se o entrevistado é alguém que aspira a liderar o governo do país. E nem por regra nem por excepção tenho por hábito analisar o estilo do entrevistador.
Eu estava a ser irónico….
Achei muito mal as criticas várias que surgiram na entrevista com Sócrates… Esta senhora é uma Entrevistadora (reparem no E grande…)
Nem sempre estou sintonisado no canal da ironia. Às vezes estou noutras estações.