Quase terminado este ciclo eleitoral de 2009, resta esperar que Lisboa tenha um resultado que comprove a necessidade de convergir forças, de as unir, para evitar que o poder transite para aqueles que não se quer que o detenham.
Uma vez mais a direita apresenta-se em grupo. Uma vez mais a esquerda não consegue ir a votos com um projecto comum. Nada de grave dizem por aí, porque as sondagens “informam” que as Listas do PS (PS + Cidadãos por Lisboa + Independentes) vão ganhar e a divisão de esquerda serve para a diversificação de projectos próprios.
Se as sondagens fossem votos não seria necessária a democracia e, como diz Santana Lopes, da última vez que ele concorreu a Lisboa as sondagens enganaram-se redondamente e os votos deram-lhe vitória folgada.
Há que ir votar, há que votar sem calculismos para que os cálculos não resultem em erro matemático.
sobre o autor
Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis






{ 6 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Para consultar os resultados eleitorais oficiais de 2005 na CML fica o link:
http://eleicoes.cne.pt/vector/index.cfm?dia=09&mes=10&ano=2005&eleicao=cm
Nota: Apaguei os dois comentários que estavam neste Post porque se tratavam de propaganda eleitoral pura e nada tinham a ver com o texto que publiquei. Para além disso continham erros grosseiros de informação sobre os resultados eleitorais de 2005.
“e, como diz Santana Lopes, da última vez que ele concorreu a Lisboa as sondagens enganaram-se redondamente e os votos deram-lhe vitória folgada”… de 856 votos! Que medo!
Isso não é verdade Luís. Vá ver no link acima e verá que em 2005 a diferença entre Santana Lopes e Carrilho foi superior a toda a votação na CDU na CML.
“em 2005 a diferença entre Santana Lopes e Carrilho foi superior a toda a votação na CDU na CML.” ???? Mas o Santana nem sequer concorreu em 2005…
Tem razão. A diferença foi entre Carmona e Carrilho em 2005. Troquei os concorrentes mas não troquei os valores.
Quanto a 2001 você sabe muito bem que está a jogar com um baralho diferente para atirar números que não podem ser comparáveis. Basta que o PS tenha concorrido em conjunto com o PCP e o PEV e o PSD concorreu sózinho.
Dados os resultados obtidos por Santana Lopes e comparando com estas eleições de 2009 em que o PCP “não trabalhou” uma coligação com o PS, a vitória foi folgada.
http://eleicoes.cne.pt/vector/index.cfm?dia=16&mes=12&ano=2001&eleicao=cm
Tente lá fazer um raciocínio correcto e faça o exercício de tentar separar as % com base em resultados anteriores (e já agora, posteriores) das forças coligadas e verá se foi ou não uma vitória folgada.
Temos de ter um mínimo de honestidade intelectual quando comentamos em público. A sua forma de actuar, Luís, já não engana ninguém.
“o PCP “não trabalhou” uma coligação com o PS”. Tal como o o PS “não trabalhou” qualquer hipótese de coligação em 2005. A maioria absoluta subira-lhe à cabeça e preferiu sacrificar Lisboa. E ambos os partidos decidiram nos respectivos congressos concorrer sozinhos às eleições autárquicas
E de facto tem de ter o mínimo de honestidade intelectual e política para abordar estas questões. Foi o PS que matou a coligação logo depois da derrota em 2001, e começou a acordar com a coligação PSD-CDS, na câmara e na Assembleia Municipal (aqui com o apoio do BE) propostas e projectos prejudiciais (no mínimo) para o património municipal e para a cidade que só com o recurso ao Tribunal a CDU conseguiu travar. E em boa hora o fez porque o património municipal e os interesses da população estão sempre em primeiro lugar para a CDU.
As águas estão separadas desde 2001 e desde essa data que a política autárquica do PS virou para a aplicação de políticas de direita e nunca mais quis acordar com a CDU um projecto e programa ao serviço da cidade única base para a re-edição duma coligação. Mas todos os quatro anos para tirar vantagens interesseiras eleitorais o PS faz a farsa disso invocar, sem contudo sequer para as eleições de 2009 ter dado o passo mínimo que seria fazer a proposta à direcção do PCP.
Obviamente que o PS como qualquer outro partido tem todo o direito de decidir ir sozinho, nunca nos passaria pela cabeça sequer questionar essa decisão, E eu tenho todo o direito de questionar as farsas e as cortinas de fumo que por aqui vai tentando lançar para esconder o facto de o PS ir sozinho às eleições.
Todas as situações – 2001, 2005, 2007, 2009 – se desenvolvem em circunstâncias diferentes e não são comparáveis. Nas de 2009 nem o Costa é o Carrilho nem o Santana é o Carmona Rodrigues. Ao menos faça essa justiça ao seu candidato.