Com tanto político na praça experimentado em vitimizações mais ou menos nauseantes, tem sido com esforçada parcimónia que a malta do MEP tem encarado a quase total obscuridade a que os media nacionais (não confundir com os regionais) têm votado a grande maioria das acções políticas que o MEP vem desenvolvendo com grande intensidae ao longo do último ano (é passar pelo sítio do MEP ou mesmo pelo MEP Europa para comprovarem uma parte desse trabalho). Mas afinal, somos apenas o mais novo partido político português (ligeiramente mais novo que o MMS) e como tal, este desinteresse mediático deve ser da praxe.
A partir de hoje é um descanso de alma não termos de andar em bicos de pés com queixinhas pois podemos remeter sempre para o artigo publicado no Publico por José Miguel Júdice, figura externa mas aparentemente não alheia ao Movimento Esperança Portugal – MEP :
Um excerto que não dispensa a leitura integral no Público):

“(…) Falemos pois um pouco do MEP. Começando por registar que a comunicação social lhe não tem dado atenção rigorosamente nenhuma – o que, registado, me permite abrir a boca com surpresa. Pois então entra no mercado um novo produto para concorrer com os que já por aí andam, velhos e relhos, e nem assim merece a atenção de uma reportagem, a graça de uma entrevista, o favor de uma curta notícia?
Isto é, em minha opinião, um mau sinal e um contributo para a perpetuação do oligopólio em que se transformou o sistema político-partidário português. Na semana passada avancei que os votantes em eleições internas dos partidos correspondem mais ou menos ao número de eleitos para órgãos autárquicos e de assessores. Ajuda amiga permite-me afirmar que acertei. Tomando o PSD como exemplo, tem cerca de 30.000 eleitos e… cerca de 30.000 votantes nas eleições internas. E, a propósito, o nosso pequenino torrão à beira-mar plantado elege 70.000 autarcas de quatro em quatro anos!
Em qualquer mercado minimamente eficiente, a entrada de um novo player é saudada pelos consumidores, pois irão beneficiar de ideias novas, concorrência acrescida, menores custos e melhor serviço. Os media, que para si definiram o estatuto de “provedores da cidadania” e de “látego de infiéis”, deveriam ter pegado neste novo partido e levá-lo ao colo até que pudesse estar em condições de sobreviver. Pelo menos, deveriam fazer-lhe promoção no valor equivalente ao subsídio que os seus concorrentes recebem do Estado e que para ele não existe. (…)”

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Rui Cerdeira Branco

sobre o autor

Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.

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1 Bruno Costa 17 de Abril de 2009 , 13:32

A questão da comunicação social é antiga. Quantos cidadãos nacionais saberão os partidos que se apresentaram às eleições para o PE em 2004?
A leitura do artigo de José Miguel Júdice levanta outras questões: quantos “Mep`s” existem na democracia portuguesa e são apagados do debate político pela imprensa?
Porque motivo se fala no MEP nestas eleições, será por ser um novo partido ou por apresentar como cabeça de lista uma proeminente jornalista?
Em relação à comparação forçada que o autor do texto faz com o BE, importa referir que o BE foi uma união de forças políticas existentes e não uma criação de origem.

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2 Rodrigo Lobo d'Ávila 17 de Abril de 2009 , 17:01

Caro Rui,

Compreendo o seu descontentamento. Contudo é natural que a comunicação social acabe por dar mais atenção aos partidos mais populares/ mediáticos. No entanto se calhar existe outra razão para o MEP, não ter a atenção que merece: não acha que há uma certa indefinição e opacidade por parte do vosso movimento? Afinal não se afirmam nem de esquerda nem de direita. Não se percebe qual é o projecto do MEP, para o país. Não se precebe qual o projecto do MEP, para a justiça, para a saude, para a economia, para o estado, para a politica externa etc. Digo isto com a consideração que tenho pelo vosso movimento (que pelas pessoas que o fundaram, é bastante). A unica coisa que se sabe, é que o MEP “deseja moralizar a vida politica”, algo que é no minimo bastante vago.
Se calhar o MEP ao não se definir, procurou agradar a gregos e a troianos, tentando alargar assim o seu eleitorado alvo. Se calhar esta estratégia está a saír um pouco pela culatra. Esta pelo menos a minha opinião, que comprendo que esteja um pouco influencida pela falta de tempo de antena que o proprio MEP tem. Vale o que vale!!

Boa Sorte para o MEP!!

Cumprimentos

Rodrigo Lobo d’Ávila

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3 Rui Cerdeira Branco 17 de Abril de 2009 , 17:23

Caro Rodrigo,
permita-me perguntar, como formou a sua opinião sobre o MEP?
Tem sido frequente ouvir a sua crítica e também tem sido frequente desmontar o preconceito da indefinição quer através das nossas apresentações públicas, quer através dos documentos (programa político existente no sítio na net – http://mep.pt) quer através dos comunicados de imprensa que também por lá disponibilizamos.
Seria excelente que os jornalistas nos fizessem precisamente essas perguntas que o Rodrigo coloca para podermos chegar às pessoas e desmontar o ideia inicial que muitos formaram no único momento em que tivemos cobertura generalizada: no dia em que anunciamos que iríamos recolher assinaturas para formar um partido!
Nesse dia jornalistas, bloggers e demais conseguiram engavetar-nos na prateleira que melhor lhes convinha e passar o atestado de desinteresse.
Veja o exemplo das Europeias. Onde está o programa leitoral do PS? E do PSD? Por que lutarão no próximo mandato?
O MEP já apresentou o seu programa (ver em http://www.mep.pt/europa/), estás disponível para discutir o seu projecto, trocar argumentos, construir algo com quem esteja disponível para tal.
Nestas eleições, da área política a que concorremos, somos claramente o partido mais esclarecido e mais preparado para começar a discussão.
Compreende a angústia que sentimos quando lemos “O MEP ao não se definir”.
Atrevo-me a dizer que estamos muito melhor definidos que o actual PS ou PSD. Já tomámos posições mais impopulares (e esclarecedoras) do que o PS e o PSD juntos, nos últimos meses.
Se há preocupação que não temos é a de “alargar o público alvo”. Isso seria muito mais fácil fazer-se no seio das massas disformes em que as actuais cúpulas do PS e do PSD transformaram os seus partidos.
O sarilho é que o José Miguel Júdice tem toda a razão no que escreve hoje.
Convido-o vivamente a passar pelo nosso sítio e a propor-nos uma sessão de apresentação se achar interessante ou quem sabe visitar uma das nossas sedes.
Internamente posso-lhe dizer que estamos em campanha e, simultaneamente, a preparar o programa eleitoral para as legislativas e para a câmara de Lisboa. Todos os contributos são úteis.
Uma última nota: não nos achamos moralmente superiores a ninguém, essa “única coisa que se sabe sobre o MEP” é um disparate. Queremos ser melhores, queremos fazer melhor. Não cremos moralizar ninguém a não ser pelo nosso próprio exemplo de serviço público.
Obrigado pelos seus votos.

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