«A verdade anda por aí, como tema oportuno da campanha eleitoral que já se desenrola. O Presidente da República entendeu que era importante falar verdade aos portugueses; o PSD adoptou como slogan “política de verdade”; os discursos políticos dos mais variados partidos estão cheios de referências à verdade e, pelo menos em igual medida, à sua companheira do politiquês – a inverdade. (…) Em política tenho, para mim, que falar verdade é:
- considerar que o único voto útil é o que expressa a opinião do eleitor;
- não pedir maiorias absolutas, ou o evitar das mesmas, quando essa questão não é colocada no boletim de voto;
- admitir que um voto, ou uma maioria, não significa a concordância com todos os pontos de um programa eleitoral;
- reconhecer que os votos têm muitas razões;
- apresentar candidatos que vão cumprir os seus mandatos;
- propor metas realistas;
- prometer apenas o que não depende de terceiros;
- admitir a gravidade da situação e a incerteza sobre os efeitos das medidas adoptadas;
- manifestar dúvidas;
- explicar as relações entre objectivos, medidas e meios;
- fomentar o voto em consciência dos deputados, sem uma disciplina de voto que os transforma num mero número;
- adoptar os princípios que se defendem mesmo quando estes não são traduzidos em lei;


- propor uma moção de censura quando se reputa um governo de prejudicial ao país;
- reconhecer as virtudes de medidas propostas pelos adversários;
- propor as alterações eleitorais consequentes com o desejo, ou não, de facilitar a formação de maiorias absolutas.
Mais verdade em política é sem dúvida necessária, nas palavras e nos actos.
Publicado no jornal Público, Cartas ao Director, em 9/5/09»

Por Miguel Conceição (Via Melhor É Possível)

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Rui Cerdeira Branco

sobre o autor

Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.

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{ 4 comments… leia-os abaixo ou comente também }

1 Miguel Conceição 11 de Maio de 2009 , 11:20

Caro Rui,
Não tenho nenhum problema com a divulgação dos meus textos, mas a edição que fez do texto tem um pequeno lapso, que foi omitir o autor. Para que conste não me encontro filiado em nenhum partido, mas desejo contribuir para o debate em curso com as minhas opiniões.

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2 Rui Cerdeira Branco 11 de Maio de 2009 , 11:34

Peço imensa desculpa Miguel. Eu reparei que o Ângelo (Melhor É Possível) tinha ido buscar o texto a um blogue seu, mas não estava para mim evidente que o Miguel era o autor do texto. Vou dar o devido crédito. Belo contributo.

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3 João Silvério 12 de Maio de 2009 , 3:12

Caro RCB, não acha desproporcionada a sua colaboração neste blogue? Olhe bem para a ‘tag cloud’ da esquerda. Não repara que está quase em pé de igualdade com o PS e o PSD?

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4 Rui Cerdeira Branco 12 de Maio de 2009 , 15:18

Caro JS, o tamanho relativo das palavras na tag cloud resulta mais da iliteracia informática dos representantes de outros partidos que pouco usam as tags quando escrevem os seus artigos dificultando assim a própria organização e navegação potenciada por estes instrumentos de síntese. Para constatar a não desproporção basta verificar os artigos por autor que pode consultar na coluna da esquerda junto ao nome de cada um. Estou longe de ser o mais prolixo e há por aqui muitos contributos de um mesmo partido (do MEP sou o único represendante).
Em todo o caso, mais que a avaliações quantitativas interessa-me a avaliação qualitativa do que escrevo e a discussão que consigo ou não promover.
Obrigado pela sua preocupação,
Cumprimentos

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