“(…) Conselho Regulador prevê fazer várias recomendações à RTP, designadamente a correcção dos pontos negativos apurados no Relatório de Pluralismo. Assim, recomenda um tratamento mais equitativo do PSD na informação diária da RTP1, RTP2 e RTPN, uma vez que este “fica manifestamente aquém dos valores-referência estabelecidos no Plano de Avaliação do Pluralismo Político-Partidário”. (…)
Fonte aqui.
Isto com base em dados de 2008. Entretanto, durante esse ano surgiram novos partidos e há outros sem representação que permanecem activos. O MEP, por exemplo, nasceu e fixou-se como 6ª força política nas Europeias. A RTP essa prepara-se para fazer o que aqui anunciaram em Telejornal (vídeo). Nem uma única referência a outros partidos ou modelos alternativos mais dignificantes do pluralismo.
Provavelmente, para disfarçar, lá organizarão um ajuntamento de pequenos para os calar, devidamente isolados numa RTP N às tantas da noite, sem vestígios dos que têm assento parlamentar para que não haja confusões. Debates alargados como acabaram por fazer um (1) nas europeias? Talvez seja um compromisso a aceitar mas apenas depois de submetidos a forte pressão . Com tanto espaço de debate, micro entrevista, espaço de opinião, multiplos canais, a RTP não arranja um espaço regular onde convide representantes das forças políticas legalmente reconhecidas? O máximo que vi além dos 5 com assento, foi Garcia Pereira há dias num frente a frente depois do telejornal. Tanto quanto sei ainda está para surgir o primeiro convite de participação a alguém do MEP, entre outros.
O problema da ERC é que para o ano talvez conclua que este ano a RTP se terá portado mal em matéria de pluralismo com consequências para os vários processos eleitorais. Quem foi penalizado suspirará e o mal estará feito. Nada me move contra a RTP, exerço apenas o direito a indignação. A RTP deveria enquanto responsável por assegurar o serviço público e enquanto empresa detida pelo Estado, demonstras as melhores práticas de pluralismo que se exigem. Corremos o ridículo de vir a ter mais e melhor cobertura nos canais privados, unicamente condicionados pela sua deotologia e interesse comercial, do que na RTP que tem essa responsabilidade adicional, tantas vezes e tão longamente desprezada, como o atesta historicamente a ERC e o próprio provedor do espectador.
sobre o autor
Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.
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O que me preocupou foi que a própria recomendação da ERC parece ficar aquém dos aspectos negativos identificados ao não recomendar a presença dos partidos não parlamentares nos canais nacionais.
Curiosamente em relação à Madeira faz essa recomendação específica.