(fonte: OCDE)
No eixo vertical encontram-se representados os valores da taxa de crescimento real do PIB. Nos últimos sete anos crescemos sempre abaixo da média dos países das três zonas em análise. Foram anos de empobrecimento relativo, típicos de uma economia submergente. Os próximos anos não deverão ser muito melhores, embora constantemente nos estejam a vender um futuro mais risonho. A verdade é que a geração actual no poder está a preparar-se para legar uma sociedade mais pobre às gerações vindouras. A geração de 50 (Guterres [falha por meses], Barroso, Santana e Sócrates) soube trazer o espectáculo à política, mas com isso veio a falta de seriedade. Do Guterres do pântano, passando pelo Barroso do choque fiscal e o Santana da deslocalização de ministérios, até ao Sócrates dos 150 mil empregos, este país só andou para trás. Mas a culpa não se restringe aos partidos, a culpa é daqueles que os elegem na esperança que chegando lá nada mudem. Aquilo que até agora temos assistido é que qualquer dos governos da década, sempre que tentou fazer alguma reforma significativa, encontrou forte oposição no povo que sai para a rua em protesto. Em Portugal não importa ser reformista, importa parecer. É, afinal, o país do faz de conta.
sobre o autor
Jorge Assunção Autor do blogue Despertar da Mente e co-autor do blogue Delito de Opinião.







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Jorge Assunção
De à 30 anos para cá Portugal tem sido governado pelo PS, PSD e esporadicamente com a ajuda do CDS, o mapa que nos apresenta diz respeito aos últimos 8 anos de governos PS / Guterres, PSD/CDS / Barroso PSD/CDS / Santana e PS / Sócrates, segundo a leitura que se pode fazer do referido mapa as politicas neoliberais dos referidos governos levaram-nos a este estado por isso nas próximas eleições vamos dar a oportunidade de apresentar um governo com politicas de esquerda de forma a que possamos inverter a situação.
“vamos dar a oportunidade de apresentar um governo com politicas de esquerda de forma a que possamos inverter a situação.”
Temo que só acentuaria o problema.
Excelente posta
Obrigado, Gabriel.
A crise começou mesmo quando?
Há muito, muito tempo…
Jorge, se te recorderes de quais foram os anos de António Guterres darás bem conta de que o teu gráfico não suporta a tese de que ele se inclua na divergência.
Carlos
Carlos,
“quais foram os anos de António Guterres”
É, muito provavelmente, dos quatro nomes citados o maior responsável por todo o nosso descalabro esta década.
O gráfico é claro como água!
Mas pior que tudo isto é assistir-se ao espectáculo triste e degradante, de tomadas de posição por oportunismo, protagonismo e visibilidade a todo o custo, mesmo vendendo-se a alma e a tecnocracia ao poder e ao materialismo cash-nexus!