Não sendo Vítor Dias visita de casa, mas nunca se sabe, não deixou contudo de acertar em metade da explicação para o tom elíptico do meu artigo. Um siamês e um bosques da Noruega têm por hábito, e como eles são de hábitos, rondar o processo de produção do que vou escrevendo com alguma regularidade, aqui e algures. E haverá criatura mais elíptica do que um felino? O outro ramo da elipse deve-se a um princípio elementar em política, o princípio da precaução. Se outro exemplo não houvesse para o ilustrar, o recente episódio que envolveu Joana Amaral Dias, Paulo Campos, o líder do PS e o líder do BE, ilustram exemplarmente os limite que se devem respeitar no combate político. Isto vem a propósito do reparo que Vítor Dias fez por eu não ter enfeitado a referência ao voto útil com umas floreadas aspas. Nem era necessário. Quando o BE declara publicamente que jamais fará coligações, entendimentos e outras coisas parecidas com o PS, quando o PCP não lhe quer ficar atrás, quando para ambos a disputa do terceiro lugar do ranking eleitoral lhes esgota a imaginação política, quando este nevoeiro cai sobre o eleitorado de esquerda, do que estão à espera? Ter presente que em economia eleitoral os eleitores também têm aversão ao risco, e o risco em 27 de Setembro é uma vitória da direita. E o inquilino de Belém chamar-se Aníbal Cavaco Silva.
sobre o autor
Cipriano Justo Especialista de Saúde Pública Professor universitário Dirigente da Renovação Comunista






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Não sou responsável pela repetição deste post. Apesar de se manter actual, quiçá ainda mais actual.
Gatos siameses e bosques Noruegueses, então e as Chichilas e galinhas poedeiras, hum? Ninguém fala né?
As chinchilas são como os pobres e os trabalhadores, não têm acesso aos blogues portugueses nem aos bosques Noruegueses.
Já se imaginou um título como “Aqui há chinchilas” ou “Aqui há galinhas poedeiras”? Ainda se fosse “Aqui há galinhas de bateria”….