A última crónica de Laurinda Alves no Público

de Rui Cerdeira Branco 24 de Abril de 2009 | Autárquicas, Europeias, Informação, Legislativas

Há semanas no Governo Sombra (programa de humor, escárnio e mal dizer que ainda tem o recorde de maior número de referências feitas na TSF ao MEP), o Pedro Mexia brincava com a proliferação de colunistas do Público que eram convidados para concorrerem às eleições Europeias: Laurinda Alves, Vital Moreira, Rui Tavares. Hoje, a anedota perdeu um argumento. Por razões orçamentais Laurinda Alves que assinava uma página semanal à sexta-feira foi dispensada do Público. Imagino que tenha sido uma decisão extremamente complicada para José Manuel Fernandes pelas suspeições naturais que uma decisão destas a escasso dias de uma campanha eleitoral coloca. A Laurinda escreve há quase uma década no Público; ser a única dispensada a escasso dias do início da única campanha eleitoral em que se assume como candidata num jornal que conta com colunistas de partidos concorrentes é inovador e seguramente terá pouco a ver com critérios jornalísticos.

Espero que o Público arribe e que não tenha de voltar a tomar decisões tão complicadas. Espero que possa continuar a contar com os escrito de Vital Moreira e de Rui Tavares, entre muitos outros.
Recordo que não há muito tempo Rui Marques, que escrevia também regularmente no Correio da Manhã teve igual destino. Quem é Rui Marques? O presidente do MEP. É a economia, estúpido! Calha a todos não é? Felizmente não acredito em bruxas pero…

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Rui Cerdeira Branco

sobre o autor

Rui Cerdeira Branco É economista, tem 34 anos, edita o Adufe e o Economia & Finanças. É militante do MEP - Movimento Esperança Portugal . Colabora ainda no blogue de MEP Melhor É Possível. Pode segui-lo no twitter em http://twitter.com/RuiMCB.

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1 Miguel Martins dos Santos 24 de Abril de 2009 , 14:39

Temos ouvido várias vozes de ilustres e influentes individualidades a referir que os portugueses devem ser mais exigentes com os seus governates. Mais participativos. Mais empenhados na causa pública. Que são necessárias caras novas e novas maneiras de pensar e agir na política nacional.
Meus caros ilustres e influentes, por favor tratem de agir em conformidade. Se falar não é mau, é até muito positivo, mais importante ainda será garantir que aqueles que actualmente beneficiam do estado das coisas não tenham a capacidade de impedir essa mudança, tão necessária.

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2 Daniel Rebelo 24 de Abril de 2009 , 18:27

Caro Rui,

Eu tento manter as minhas opiniões o mais “sãs” possível mas para mim as teorias da conspiração não são apenas fantasias. Não me admiro que se tente “cortar as pernas” a pequenos movimentos e partidos como o MEP actualmente é. Mas tenta ver pelo lado positivo (que obviamente como militante que és, ser-te-à extremamente difícil), isto penso eu, é uma prova da honestidade da Laurinda Alves e do Rui Marques.

Honestidade essa que não interessa a grandes círculos de poder e que os vêem como uma afronta. Com isto não quero dizer que vou já a correr filiar-me ao MEP ou mesmo que vou votar neste partido. Simplesmente acho que tu me tens dado provas de que ingressaste num partido que contem pessoas honestas e com as quais eu teria todo o gosto em conversar e escutar as suas ideias para o país.

Cumprimentos.

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3 Rui Cerdeira Branco 24 de Abril de 2009 , 22:29

Valem muito estas palavras, acreditem.
Obrigado.

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4 Marta Martins 25 de Abril de 2009 , 22:51

Transcrevo aqui a carta envidada ao Jornal Público. Não quero e não posso acreditar em teorias da conspiração…Seria triste demias para o meu país e para a Imprensa. O Jornal Público é para muitos a última referência de jornalismo sério.
Mantenham-no a salvo, por favor!
Carta:
Exmo. Sr. José Manuel Fernandes:
No meio de tantas notícias desanimadoras e de tantos exemplos que nos diminuem como povo e como cidadãos, a crónica Semanal de Laurinda Alves era um oásis a que nós, leitores e compradores do Público desde a primeira edição, nos habituámos.
O seu registo optimista, a sua visão impressionista, positiva e lúcida, marcava a edição de sexta-feira (ainda que fosse fraco consolo para o inexplicável fim da XIS…) e dava visibilidade aos anónimos ou a projectos empreendedores, em suma ao que de melhor temos e fazemos neste país.
O fim abrupto e a razão invocada não convencem e tornam a sua aceitação mais difícil numa publicação que tanto respeito e que sei orientar-se por valores e princípios.
Não estamos em época de prescindir de olhares positivos e transformadores, que têm o poder de nos inspirar.
Agradeço pensem seriamente nisso.
Marta Martins

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