Soubemos hoje que Nuno Santos se sente indignado com o que considera serem “os atropelos sistemáticos à deontologia jornalística que Fernanda Câncio tem vindo a fazer”. Poderemos perguntar: quem? Não a respeito de Fernanda Câncio, profissional conceituada e que tem sido alvo dos mais cobardes e violentos ataques da blogosfera e da imprensa, da oposição de direita. Mas a respeito de Nuno Santos.
Eu esclareço. Há uma diferença entre jornalismo e assessoria de comunicação. Nuno Santos,tanto quanto podemos ler do seu perfil, deixou o jornalismo em 1998. Desde então dedicou-se à assessoria de comunicação, tendo, num assomo de consciência pública, sido assessor do Major Valentim Loureiro entre 2005 e 2008. Publicou entretanto um livro sobre os seus anos ao lado do Presidente da Câmara de Gondomar. E tornou-se um conhecido e assíduo frquentador do twitter, desenvolvendo igualmente um blogue. Presumo, que um assessor de comunicação não está obrigado a critérios de deontologia jornalística, e por isso pode ser assessor de quem quiser, e pode até depois de assessorar vir publicar um livro em que se demarque de quem assessorou. Admito que seja possível. Anseio pelo dia em que Nuno Santos admita que se inspirou em Carolina Salgado: primeiro esteve de bem com A, depois escreveu um livro a denunciar A. Disclaimer: sou sócio do SLBenfica.
Mas interessaria acima de tudo saber que crime contra a pátria terá Fernanda Câncio cometido desta feita. E o afoito Nuno Santos vem-nos esclarecer que F. C. manifestou nas páginas do DN a sua intenção de voto nas autárquicas de Lisboa. Convirá verificar na dita crónica, disponível no jugular, que a jornalista apenas diz que António Costa aparenta estar a reger os assuntos da Câmara de Lisboa referentes ao trânsito tendo em mente os lisboetas e não outras ambições políticas, reiterando uma ideia de Miguel Sousa Tavares. Dái ela conclui, que se ele assim continuar terá o seu voto nas próximas autárquicas. Grave? Violação deontológica?
Aparentemente Nuno Santos tem um problema com Fernanda Câncio, quase compulsivo, dado o que escreve aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui: só para dar alguns exemplos! Porque há mais. Mas isto por si só, combinado com os mais de 80 textos dedicados a atacar o PM leva a pensar que NS tem um problema com tudo o que ele pensa que orbita em torno de Sócrates. Liberdade de expressão? Sem dúvida. Mas um pouco de cultura não lhe ficava mal. No post de hoje, em que ataca Fernanda Câncio por revelar o seu apoio a António Costa, Nuno Santos cai no provincianismo nacional de achar que sob a máscara da isenção se pode dizer tudo e alegar, “mas eu nem apoio ninguém”. Falta-lhe aquela pontinha de conhecimento da experiência americana em que, a 20 de Outubro de 2008, 112 jornais já tinham declarado apoiar Barack Obama (incluindo os jornais mais conservadores dos EUA como o Chicago Tribune e o Los Angeles Times), enquanto 39 tinham explicitamente declarado apoiar John McCain. O que Nuno Santos não compreendem, é que é sempre preferível para quem lê, se um jornal ou um jornalista tem uma determinada opção, conhecê-la. E depois, quem lê julga com base nisso e na sua avaliação da capacidade do jornal ou do jornalista se despir do seu apoio partidário no seu trabalho. E se não quiser não lê. Ninguém obriga Nuno Santos a ler o jugular, ou o Diário de Notícias. Ele faz o que quer. E claramente ele quer ler, para depois dizer mal….
sobre o autor
Carlos Santos é doutorado em Economia pela U. Oxford e Professor na UCP. Trabalhou no Banco Central Europeu. Autor do livro "E agora, Obama?", editado em Fevereiro de 2009, é responsável pelo blogue O Valor das Ideias que, depois da cobertura das Eleições Presidenciais nos EUA, é um espaço de debate de Política Internacional e Economia. É coordenador dos agregadores de notícias e blogues PNETpolitica e PNETeconomia . Colabora na imprensa e em diversos fóruns de discussão.
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{ 20 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Quem é o Nuno Santos?
O senhor Professor continua a brindar-nos com o seu ódio brutal… Eu continuo a achar que isto é uma vergonha para o “Público”! Então agora ataca alguém, pedindo-lhe contenção para que a Câncio possa usar a liberdade de expressão? Mas isto não tem pés nem cabeças!!!! O Nuno Santos tem o mesmo direito de criticar como de ficar calado…
E essa história de lhe pedir q ele faça uma declaração de interesses e declare as suas preferências partidárias, deve ser para rir! Então aqui o senhor Professor anda há meses a desancar no PSD, sob a capa de analista político, geopolítico, geoeconomista, geo-eco-político-economista e sabe Deus mais quantas nomeações a que o próprio se atribui!!! E onde está a declaração de interesses? Afinal quem apoia o senhor Professor? Diga-nos lá, vá, se tem coragem!
O direito de criticar implica o direito de ser criticado. O que o rui está aqui a fazer a Carlos Santos difere especificamente EM QUÊ do que ele fez a Nuno Santos no artigo acima?
Os cidadãos são obrigados a dizer quem apoiam em nome de quê? Eu penso que isso é uma decisão pessoal. Eu escolherei SE, QUANDO e ONDE dizer tal coisa e jamais o faria a pedido de um leitor, fosse quem fosse, anónimo ou amigo do peito.
concordo em absoluto Paulo, em relação aos seu posicionamento político. Mas no meu caso, ainda por cima, é absurdo, porque se há pessoa clarinha quanto a isso, sou eu. Sempre fui e não tenho problemas nem engulhos quanto a isso. Fui militante do PSD há muitos anos e nunca o escondi de ninguém. Deixei de ser militante na parte final do último mandato de Cavaco Silva e nunca mais me filiei. Já votei PSD e uma vez PS. Já votei noutros partidos. Apoiei José Sócrates na reforma que pretendeu fazer no ensino. Ainda o apoio em muitas coisas relacionadas com a educação. Está tudo no meu blog e não o apago nem renego. Nem sequer percebo, por isso, esta questão. Câncio diz o que pensa sobre o que quer e eu digo o que quero sobre o que quero. Não é assim a liberdade? Nunca a insultei e assumo a minha opinião de que comete faltas deontológicas, baseio essa opinião no código deontológico. Já não posso aceitar que o autor do blog minta acerca do meu curriculo e minta acerca do que escrevi no livro. Ou não leu o livro e o meu curriculo ou é falta de honestidade intelectual e fica-lhe mal a ele. Aceito todas as críticas acerca do que fiz ou faço, mas fundamentadas na verdade e não na insídia.
Caro Nuno Santos,
Se reparar desde que leu o meu comentário no meu blogue as suas observações têm sido maciçamente sobre o seu livro. Sobre isso eu apenas digo, e cito: “Publicou entretanto um livro sobre os seus anos ao lado do Presidente da Câmara de Gondomar. (…) Presumo, que um assessor de comunicação não está obrigado a critérios de deontologia jornalística, e por isso pode ser assessor de quem quiser, e pode até depois de assessorar vir publicar um livro em que se demarque de quem assessorou. Admito que seja possível. Anseio pelo dia em que Nuno Santos admita que se inspirou em Carolina Salgado: primeiro esteve de bem com A, depois escreveu um livro a denunciar A.”
Ora é factual que assessorou o Major Valentim Loureiro. É factual que depois dessa assessoria escreveu um livro sobre esses tempos. O blog do livro começa com a seguinte declaração:
“Méritos, Truques e Habilidades Populistas
Os três anos mais conturbados da vida do autarca de Gondomar, contados em 200 páginas pelo seu ex-assessor de imprensa. Uma reflexão sobre o populismo e sobre o estado da política portuguesa… um verdadeiro manual sobre como ganhar eleições em Portugal”
que não me parece de todo abonatória para o major. Nesse sentido, o Nuno Santos demarca terreno face a esses 3 anos. Tudo o que resulta da minha frase acima é que há uma paralelismo claro entre uma pessoa que durante algum tempo viveu com Pinto da Costa e depois escreveu um livro em que se demarcava disso.
Em que outro aspecto é que eu refiro o seu livro? Eu percebo a tentativa de conseguir publicidade grátis, mas tenha calma com o que diz que eu disse.
Carlos Santos
O que mais gostei nesta discussão foi a sua queixinha a Fernanda Câncio no Jugular:
“Cara f.,
Penso que saberá que a maioria das pessoas pensa assim, mas o que fez foi um bom exemplo da tradição norte-americana de expressar publicamente um apoio num jornal. Não ligue por isso aos disparates do costume do Nuno Santos. Dele já dei conta no meu blogue, notando uma perigosa semelhança entre a postura dele face a Valentim Loureiro e a de Carolina Salgado face a Pinto da Costa.
Melhores cumprimentos,
Carlos Santos”
Insiste, por isso, mesmo depois de ter dito que leu o livro – não pode ter lido, se diz o que diz -, em acusar-me de algo que não fiz: “tentar demarcar-me” do que quer que seja e de faltas ética por tê-lo feito. Vejo também que na sua pequena mente não distingue “trabalhar” de “viver maritalmente” (!!) e vejo que não consegue argumentar onde está a falha ética de alguém escrever um livro sobre alguém que não se importa que o escreva e isso é explicitamente escrito no livro, lembrando, na capa e contra-capa que é um livro do “ex-assessor”. Na sua enorme sapiência geo-política vederia saber que o ex-assessor de Jorge Sampaio também o fez e que o ex-assessor de Tony Blair acaba de o fazer. Olhe, está editado em português, mas também está em inglês, se assim melhor entender.
Caro Rui,
Em primeiro lugar, entre as muitas designações que refere, não encontrará nenhuma que me classifique como jornalista ou assessor de imprensa de quem quer que seja. Portanto, do ponto de vista de deontologia, as obrigações não são as mesmas. Em todo o caso, se pesquisar bem, e já que isso lhe interessa, encontrará, assinada por mim, ou aqui ou no Valor das Ideias, o meu blogue pessoal, a afirmação de que sou independente de Esquerda. Isso penso que será suficiente para o esclarecer.
No que à substância da minha crítica diz respeito, eu encontrei hoje uma referência perjorativa do Nuno Santos à Fernanda Câncio no blogue dele. Pesquisando pelas tagas tropecei em mais meia dúzia. Estão referenciadas no meu texto. Isso pareceu-me inserir-se na linha de coisas que têm surgido em múltiplos blogues, sobretudo afectos a partidos ditos de direita em que a capacidade de expressão da jornalista parece ficar diminuída pela suposta relação que ela mantém com o PM. Se pesquisar, este é o terceiro texto em que me bato contra isso. Porque acho que os jornalistas têm direito a vida pessoal, e acho que têm direito a opções políticas. Prefiro conhecê-las, mas parto de boa fé com relação a quem não as revelar. Desde que depois não tropece em opiniões sistematicamente no mesmo sentido.
O que Fernanda Câncio fez hoje no blogue dela e no DN foi simplesmente terminar uma crónica terminar uma crónica sobre o trânsito em Lisboa com um observação: se António Costa continuar assim votará nele. Isto não é um apelo ao voto. Mas é um convite a que toda a gente que elegeu como desporto massacrá-la pudesse com mais ou menos escrúpulos fazê-lo. O Nuno Santos fez. Eu não limitei a liberdade de expressão dele: critiquei o que ele fez. Porque, se entre nós é incomum, não é de todo invulgar em muitos países um jornal em peso manifestar o seu apoio a um candidato. Nos EUA, exemplo que dei, é pão nosso de cada eleição. Não me consta que só os democratas comprem o New York Times e os republicanos o Wall Street Journal. Porque é possível declarar intenções e deixar aos leitores a liberdade de depois avaliar se o jornal produz bom ou mau jornalismo. Sabendo a priori quais as inclinações. Com certeza que o rui sabe ao ler uma crónica do Paul Krugman no NYT que ele é um liberal. Isso não impede que já tenha sido considerado dos críticos mais ferozes de Obama. E Krugman nem sequer é um jornalista.
Um nota final, porque apela ao meu CV: ele está disponível no fim dos meus textos, no meu blogue e na página da FEG da Universidade Católica Portuguesa. Portanto não duvidará das componentes de doutorado em Economia por Oxford, ter trabalhado no BCE, ou ser docente da UCP. Se ler o blogue ou o meu livro recente, não duvidará também da análise de geopolítica (leia-se:política internacional) e geoeconomia. Foi aliás um grande amigo e brilhante jornalista do Expresso, o Jorge Nascimento Rodrigues que mais enfatizou essas características em comentários que produzi antes da reunião do G20: chamou-me especialista em Geopolítica e Geoconomia. No meu blogue apenas diz que discuto os temas. Se o Jorge que é um notório especialista nos temas me considerou enquanto tal, só me honra.
Quanto ao analista político, é uma classificação sua, que eu nunca usei mas que já me foi atribuída algumas vezes por gente que respeito bastante (ex. por filósofos constitucionais da Faculdade de Filosofia em Lisboa). Mas agradeço-lhe a distinção.
Disponha.
Melhores cumprimentos,
Carlos Santos
Nesse aspecto prefiro o sistema americano. O mal deste país é que vivemos de aparências. Aparentamos, todos, ser independentes, e como tal não dizemos nunca quem apoiamos, e quando nos perguntam, responde-se com um ar de independência, NINGUÉM.
Qual o mal em a Fernanda Câncio dizer o que disse. Está no seu pleno direito. Que se saiba não perdeu os direitos de cidadania, nem o direito de votar.
Deixemo-nos de falsos independentes, que é o que mais há neste país, e que são a causa de muita coisa estranha, cá no burgo.
http://oblase.blogs.sapo.pt/
António Rodrigues
Quem escreveu este artigo tem, de facto, um défice democrático considerável. Ao que me parece, Câncio tem toda a liberdade de escrever sobre tudo, mas ninguém tem a mesma para liberdade para escrever sobre ela. Além do mais, neste post, este senhor que não conheço lança-me acusações graves que repudio e são, essas sim difamatórias e que deveriam levá-lo a pedir-me desculpas, pelo menos. Primeiro porque me acusa de ter sido jornalista e assessor simultaneamente. Não apenas é falso e me ofende como resulta de uma dificuldade preocupante do senhor em ler curriculos. Segundo porque me acusa de falta deontológica por ter escrito um livro. Bastaria ler as primeiras páginas do livro para perceber o disparate e falsidade do que escreve. O livro foi escrito com autorização do visado e cumpriu todas as normas deontológicas da actividade de consultadoria em comunicação (o senhor confunde-a com deontologia jornalística… a que não estou obrigado, obviamente – como diz, não sou jornalista de 2008). Resta-me lembrar que a minha obcessão por Fernanda Câncio é tão grande como a sua, sempre pronto na sua defesa, qual polícia do Twitter. Emitir opinião e classificando a minha dignidade profissional que não lhe admito que questione porque não é questionável com base num livro que não leu (ou se leu, mente, e é pior) denota uma preocupante falta de elevação que não se compadece (na minha visão estreita das coisas) com a docência universitária que apregoa.
onde se lê “2008″ deverá ler-se “desde 1998″
Caro Nuno Santos,
Desculpe a pergunta, mas presumo que saiba ler? Eu escrevi:
“Nuno Santos,tanto quanto podemos ler do seu perfil, deixou o jornalismo em 1998. Desde então dedicou-se à assessoria de comunicação, tendo, num assomo de consciência pública, sido assessor do Major Valentim Loureiro entre 2005 e 2008.”
OU SEJA, eu demarquei o fim da sua actividade jornalística e o início da sua actividade de assessor de comunicação. Se leu isto você está de facto a MENTIR ao dizer que o acusei de ser jornalista e assessor simultaneamente! Tenha cuidado, porque isto está escrito. Respire fundo e não se precipite.
Em segundo lugar, eu nunca disse que o você alguma norma legal ao escrever o livro. Suponho que a Carolina Salgado também não. Agora, sei a diferença entre legalismo e ética. E no seu desenfreado discurso, você agarra-se à autorização, como se isso valesse eticamente alguma coisa. Está no seu direito legal de escrever o livro. E eu estou no meu direito legal de criticar alguém por fazer isso.
Eu vou ignorar a parte final do seu comentário senão poderia haver consequências mais sérias disto tudo para si:porque me está a questionar sobre o que eu não disse e a pôr em causa com base na sua imaginação a minha habilitação a exercer as minhas actividades. Tenha calma. Já publicitou o livro. Eu aconselho-o a travar.
Carlos Santos, não lhe vou alimentar mais os problemas de consciência. O que escreveu está escrito e contrasta brutalmente com tudo o que tem sido a minha vida de respeito pela ética e deontologia profissional, seja ela qual for. Só gostava que me explicasse porque razão eu não posso ter a opinião que uma jornalista não deveria afirmar a sua intenção de voto no próprio jornal e o senhor pode colocar em causa a minha dignidade profissional e pessoal, fazendo comparações abusivas e ofensivas sem a menor sustentabilidade na realidade. E, pior do que isso, alertado para o erro de vício em que estava a cair, ainda repetiu o que escreveu em vários blogs, chegando ao caricato de ir ao Jugular avisar a “chefe” de que a tinha defendido contra o “maldoso” do Nuno Santos. Penso que estamos ambos definidos quanto a dignidade e postura ética.
“Já publicitou o seu livro.” Essa é boa, vindo de alguém que se passeia por meia blogosfera interrompendo discussoes com os comentários mais exóticos que se possam imaginar apenas com o propósito de chamar a atenção por todos os meios para que lhe leiam o respectivo blogue é de,enfim… como disse alguém,é preciso topete…
Evidente Carlos Penalva. Evidente! Deixei essa para si!
A sua estratégia de vitimização pelo que não foi dito, metendo ao barulho o marketing promocional do livro está desmontada em http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/05/mentiras-e-alucinacoes-de-nuno-santos.html
Neste espaço não leva nem mais uma resposta minha.
Carlos Penalva, admitindo que saiba contar, leia o número de espaços onde estou a colaborar e diga-me se precido de mais publicidade.
De resto, apareça sempre com observações pertinentes.
Ler sobre o assunto: deontologia profissional e os controleiros do sistema http://bit.ly/hls3
Ora de facto vocÊ já é o emplastro da blogosfera …não tenha dúvida, agora vá mendigar mais atenção á câncio vá lá…
Conceituada?
Por quem?
Ainda bem que a vida dá muitas voltas e que um dia as pessoas nos vêm parar de novo às mãos. Hoje, passado menos de um ano sobre o que atrás se escreveu, dou com isto, por acaso, aqui na web. Hoje, Carlos Santos denunciar o PS, Sócrates e os seus assessores de o terem usado quando insultava pessoas como eu… Hoje, Carlos Santos é um muito feroz inimigo de Sócrates. Eu, que nunca fui inimigo de ninguém continuo, com coluna vertebral, tranquila e livremente, a não abdicar da minha opinião que, por acaso, continua a ser consistente com as ideias que sempre defendi.