Como candidato à Assembleia Municipal de Lisboa lamento que o Presidente da República, entidade a quem compete zelar pela unidade do Estado, tenha dois pesos e duas medidas em relação à instituição legislativa e à instituição autárquica.
Com a declaração que extraio da comunicação ao País produzida a noite passada, o PR afirma que a disputa eleitoral terminou, ignorando que ontem foi o primeiro dia da campanha eleitoral para as Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia.
Trata-se de uma grosseira desvalorização do Poder Autárquico, inaceitável a quem tem o dever de zelar pelo regular funcionamento das instituições democráticas.
O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.
Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.
Nota: Também publicado no Votem em mim
sobre o autor
Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis






{ 8 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Se a questão dizia respeito às relações com o governo, o que estava em causa eram as eleições para a Assembleia da República, cujos resultados condicionam o governo.
Respondo-lhe da mesma forma como Cavaco respondeu à jornalista:
Você não é ingénuo, pois não Carlos Albuquerque?
Luís
E toma os seus leitores por ingénuos?
Se assim fosse não lhe tinha colocado a questão.
Penso estar-se a dar muito valor a coisas sem valor. Não estou a dizer que o que o Presidente da República disse, ontem, era enigmático. Nada disso. Pois o que ele disse contém muito ódio e sede de vingança. Mas não devemos dar-lhe tanta importância. As manobras dele são por demais conhecidas, desde da prisão dos “seus” banqueiros, Dias Loureiro e outros… que o (stress-pós-traumático-de-guerra) lhe anda a trazer ideias muito antigas. Mas isto acontece com todos os ex-combatentes. Só que alguns têm sorte, como é o caso do Presidente. Mas outros “mirram” à fome e são abandonados, não só pelo presidente da república, que os devia representar com dignidade, como até pelos próprios familiares.
Deixem-no a falar sozinho. Vamos tratar de resolver os problemas do País. É que para isto, ninguém pense haver consciência ou preocupação por parte de pessoas com certas doenças.
Já disse e repito: o que o presidente da república disse, não é enigmático ou inconsciente. É uma manobra bem pensada. Como já disse aqui a semana passada, ele ainda vai “pintar” mais manobras. Contudo, temos que o deixar a falar sozinho, lá com a sua seita de malfeitores, o PSD, ou não mais resolvemos os problemas do desemprego e da nossa economia. Eu não sou “lacaio” de nenhum partido político, mas o que se está a passar, ainda que haja alguém que pense que não, nota-se ao longe e de muito longe.
Que manobradores, meu Deus, que manobradores!!!
“Como candidato à Assembleia Municipal de Lisboa lamento que o Presidente da República, entidade a quem compete zelar pela unidade do Estado, tenha dois pesos e duas medidas em relação à instituição legislativa e à instituição autárquica.” ????
Eu limito-me a lamentar com veemência que todos – a começar pelos media – se entretenham com fait divers que mais não servem do que relegar para segundo plano os protagonistas destas duas campanhas eleitorais. E que são as diversas candidaturas e respectivos programas eleitorais. No final da pré-campanha e princípio da campanha eleitoral das Legislativas foi Louçã quem deu o pontapé de partida para esta tele-novela, prontamente aproveitada por quem preferiu distrair as atenções da real situação do país e respectivos programas eleitorais. Além do próprio (embaraçado com a sua proposta de eliminação das deduções fiscais da educação e saúde), o PS (que assim conseguiu esconder que propunha mais do mesmo) e o PSD (que também assim ocultou que o seu programa não era diferente do do PS).
O cenário repetiu-se exactamente no início da campanha eleitoral para as Autárquicas. E parece-me que quem cavalgou a diversão anterior não tem agora grande autoridade para falar.
Nós falamos em alhos e o Luís vem sempre com os bugalhos.
A matéria aqui prende-se com a importância do Poder local que o PR desvalorizou. Foi pena o Luís ter, uma vez mais, tentado desviar o assunto (sobre o qual há muito a dizer).
É por o fazer sistematicamente que sistematicamente não lhe respondo aos comentários, mas como estamos na recta final deste Blog deixo-lhe ficar esta explicação.
“A matéria aqui prende-se com a importância do Poder local que o PR desvalorizou.” Exactamente como antes PS, PSD e BE desvalorizaram as Legislativas, certo? Então não lhe ouvi queixas. Onde está a sua autoridade?