O “Eixo do Mal” é um programa satírico, sério quando os protagonistas debitam seriamente as suas análises e opiniões sobre assuntos sócio políticos e de entretenimento. A propósito da valia, capacidade e arcaboiço político do primeiro candidato do PSD, Paulo Rangel, às eleições Europeias ouvi uma frase extraordinária de Pedro Marques Lopes, “o representante” da direita liberal e normalmente defensor/apoiante do PSD; disse: “ Paulo Rangel é um bom candidato se vencer as eleições e mau se as perder”, os sorrisos dos colegas diziam tudo. Como, PML?
- O PSD tem de vencer as eleições;
- O resultado depende da performance de Rangel;
- Os outros candidatos servem para encher chouriços, digo, a lista;
- O programa eleitoral não conta;
- A máquina de propaganda não necessita de ser eficaz;
- O apoio directo e indirecto dos notáveis/senadores não contam;
- A boa ou má realização dos tempos de antena valem zero.
Em jeito de conclusão/dedução o político é bom ou mau consoante o resultado eleitoral. Depois demagógicos e populistas são os outros, sempre os outros.
Se Vital Moreira perder as eleições, é mau!
Se Ilda Figueiredo não levar mais dois deputados consigo, não serve!
Se Miguel Portas não “agarrar” Marisa de certeza e deixar fugir Rui Tavares, é fraquito!
Se Nuno Melo não vencer a liga dos “pequenos” não é tão bom com dizem.
E assim sucessivamente…, Laurinda Alves e o MEP “morrem” caso o objectivo dos 4,2% não seja alcançado.
Os resultados não devem nem podem ser tudo em Democracia, mesmo na Democracia Política
sobre o autor
José Manuel Faria Professor, dirigente do BE/Vizela, articulista no Notícias de Vizela e RVJornal www.rupturavizela.blogs.sapo.pt





