
Os familiares não se escolhem. Com o desemprego que para aí grassa, os colegas de trabalho também não. Mas as restrições ficam por aí: num país livre podemos escolher com quem nos damos, com quem trocamos ideias, com quem blogamos.
Nós escolhemos participar neste projecto do Público: convidar um conjunto de bloggers representativo de um espectro político e ideológico alargado a fazer comentário político em torno das três eleições de 2009. Seduziu-nos o pluralismo da ideia, o acesso aos leitores do Público online, e a possibilidade de escrever em parceria com pessoas que conhecíamos e respeitávamos pelas suas colaborações noutros blogues.
Infelizmente, as coisas não correram como desejávamos. Num blogue colectivo, mais a mais quando inclui um espectro ideológico alargado, as regras de boa convivência são um elemento fundamental para o seu bom funcionamento. Mas neste blog, elas foram sendo sucessivamente quebradas sem que o colectivo reagisse à ameaça. Nalguns casos por inocência, noutros por indiferença, noutros ainda quiçá por cumplicidade, o facto é que esta omissão permitiu que a insultivite e a partidarite se tornasse a marca editorial do Eleições 2009.
Chegados a esta conclusão, constatámos que este já não é o projecto a que aderimos. Não vemos por isso razão para ficar por aqui. Sítios para escrever não faltam, leitores também não. Vemo-nos por aí.
Alexandre Homem Cristo
Ana Margarida Craveiro
Diogo Moreira
Maria João Marques
Nuno Gouveia
Rodrigo Neiva de Oliveira
Vasco Campilho
sobre o autor
Vasco Campilho tem 31 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico e no Câmara de Comuns. Actualmente, escreve no vascocampilho.net, no 31 da Armada e no Papa MyZena.






{ 2 trackbacks }
{ 12 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Divergir é sinónimo de agredir! Assim, não.
É pena… teria sido mais interessante o ultrapassar de tudo isto… resta-me desejar-vos bons post’s… Vemo-nos por aí.
Errado, má escolha. É certo que os autores deste comunicado não necessitam da publicidade deste espaço para encher o ego mas a vossa presença prestigia esta casa. Tomara que outros não sigam o vosso exemplo para que este blogue não fique à mercê de Santos e miúdos do secundário.
Un abrazo y hasta pronto.
Lamento a saída do Nuno, que me trouxe para este projecto. Que nasceu do colectivo e foi proposto ao Público, e não o contrário, caro Vasco. Mas não temos todos de saber tudo. Felizmente. Boa sorte para o blog de campanha.
A “barraca” que aqui aconteceu não difere substantivamente da incapacidade de cooperação e de entreajuda que os diferentes partidos do sistema evidenciam. Por isso, novos partido como o MMS que afirmam que as ideologias do passado e o divisionismo ideológico – os velhos “partidos” afinal – são organizações ultrapassadas. O que Portugal precisa é de novas organizações políticas que, no fundo, sejam capazes de angariar da sociedade os mais dotados para pensar e executar políticas que elevem o desenvolvimento do país e garantam geração de riqueza e bem-estar, que se reflicta em qualidade de vida sustentável para todos os cidadãos.
A pluralidade deste blogue também tem caminho para melhorar. Há vários partidos que aqui não têm voz enquanto autores de artigos, acedendo apenas a comentar ideias alheias, sempre e quando o moderador deste espaço entenda que esses comentários são aceitáveis.
Cumps democráticos,
Sérgio Deusdado
Adios!
Que estranho conceito de democracia tem essa rapaziada. Tudo o que lhes fuja ao controlo, tudo o que não se enquadra dentro do conceito de carneirada, tudo o que pense e diga aquilo que pensa, é um perigo para eles, pois podem perder o pequeno poder do seu quintal.
Assim vai o país, assente nestes mitos, que a blogosfera, ainda mais, cria e alimenta.
O Pensamaneto livre é uma coisa que, pelos vistos, incomoda muita gente. Gostam mais do “pensamento único sem qualquer excessão”.
Lamento muito a saída destes colegas. Não tarda sou o único que não sou de esquerda por aqui… Mas cá estarei.
Calma, já mandámos chamar reforços! º_´
Espero e confio que sim, faz falta a representação de todas as partes. Sobretudo a quem vai assistindo às “tricas” à direita e à esquerda a partir do centro…
Acho muito bem, Vasco. Temos de saber quando sair, quando a festa sã se transforma em orgia sadomaso. Convosco sairão alguns leitores que, como eu, vinham aqui degustar. Encontramo-nos noutras paragens.
Até já
Muito sinceramente acho que ninguém fica bem na fotografia do que aqui se passou. A história repete-se vezes sem conta, haja memória! Mas nada se perde, tudo se transforma. Vamo-nos lendo por aí. Felicidades!