Um erro vital

Um erro vital

A escolha de Vital Moreira como cabeça de lista do PS às Europeias visava responder a três desafios que se colocam ao Partido Socialista no actual contexto político:

  • o desafio de manter a unidade interna, não dando pretextos à ala esquerda para se dessolidarizar da linha maioritária;
  • o desafio de reter um eleitorado mais à esquerda, descontente com o Governo e tentado a votar na CDU e no BE;
  • o desafio de centrar o debate em temas inócuos para o Governo, como as questões institucionais da União Europeia.

Do debate de ontem à noite resultou claro que Vital Moreira poderá ter correspondido, no máximo, ao primeiro desses desafios, neutralizando adiando as veleidades de autonomia alegrista. Mas a fraqueza da sua prestação, enrodilhada numa altivez académica que nada diz ao cidadão eleitor, revelou uma total incapacidade tanto de definir os termos do debate eleitoral, como de apelar a qualquer parcela de eleitorado que não os fiéis votantes socialistas.

O que dizer da escolha de um candidato que não consegue alargar o espaço do seu partido, nem sequer proteger o Governo que apoia de um debate incómodo? Apenas isto: que é um erro. Um erro vital.

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Vasco Campilho

sobre o autor

Vasco Campilho tem 31 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico e no Câmara de Comuns. Actualmente, escreve no vascocampilho.net, no 31 da Armada e no Papa MyZena.

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1 Paulo Pinto 21 de Abril de 2009 , 11:11

E não conhece a UE, não conhece os números, tenta escamotear o que lhe interessa (chega a dizer que a resposta da Comissária em relação ao qren é falsa, fala no que foi dado aos agricultores e não menciona o enorme montante desperdiçado), diz que é normal e legítimo que as duas senhoras se candidatem a presidente de câmara e ao PE, usa e abusa de ataques pessoais, dizendo que o PSD não teve unanimidade da escolha mas depois vitimiza-se quando ouve ataques às discrepâncias entre a sua opinião e as do seu partido dizendo que não tem um vínculo ideológico, partilha da opinião do nosso Primeiro dizendo que as obras faraónicas são um bom investimento… Não mostra fibra, não mostra argumentos, não mostra coesão ideológica. Estava nervoso e perdido.
Não foi um erro do PS porque é o espelho do PM.

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2 Paulo Rosário Dias 21 de Abril de 2009 , 12:24

Fraco, fraquíssimo, tinha Vital em melhor conta..

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