O MMS é um partido diferente. Um partido estranho. Um partido ultra/elitista.

 Diz: Tornar o mérito num valor social. O Mérito como valor social.

 

A educação para o mérito, métodos de avaliação o mais rigorosos possível, promover uma cultura de mérito, disseminar a noção de mérito, o valor da comparação pelo padrão mais alto, em fim uma disseminação social do conceito, iria ser o factor crucial para uma sociedade de valores e de qualidade de vida do século XXI. O princípio é simples, um sistema feito de pessoas e para pessoas, em que umas avaliam outras, apenas com sólidos valores de formação pessoal, transmitidos socialmente, emanantes de uma sociedade nova, moderna, de novo com valores – apesar de dinâmicos – bem marcados, poderá reduzir a nociva intervenção da humana natureza nesta engrenagem social.

Um partido com muito dinheiro. Paga 15 euros por 3 mil panfletos, e são milhares a distribuir. Há qualquer coisa que não bate certo. Ou bate certo demais. Lembra uma “sociedade secreta”. Talvez, não é proibido.

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José Manuel Faria

sobre o autor

José Manuel Faria Professor, dirigente do BE/Vizela, articulista no Notícias de Vizela e RVJornal www.rupturavizela.blogs.sapo.pt

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1 Patrícia Almeida 3 de Junho de 2009 , 23:56

a parte do mérito não me soa mal

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2 Sérgio Deusdado 4 de Junho de 2009 , 1:04

Já no seu post anterior tentou a provocação(zita) ao MMS e a outros partidos mas, ninguém lhe ligou. O que JMF está a fazer agora, com este post, não é sério. Querer desacreditar um novo partido através das suas insuficiências analíticas, deturpações e descontextualização não é aceitável. Usarei o direito ao contraditório, não só para defesa do bom nome do MMS mas, também para que o respeitável público do Público perceba o desespero que alguns sentem pelo facto de, finalmente, um conjunto de cidadãos avançarem para a acção, determinados a fazer a revolução inteligente para transformar Portugal no país desenvolvido que todos sabemos ser possível com melhor governação. Eu percebo a vossa desilusão, decorrente do facto das últimas sondagens mostrarem claramente que as pretensões de grandeza do BE se estão a diluir, e presumo, inferirão pelo crescimento do grupo OBN que “a culpa” radique nos novos partidos.

Em relação ao que escreveu, se tivesse colocado as fontes das “passagens” que utiliza no seu post seria mais transparente para todos contextualizar e avaliar a credibilidade dos dizeres, não seria? Constata-se que sabe inserir hiperligações – pois fê-lo para identificar o partido, logo conclui-se que conscientemente as evitou quando faz sublinhados, deduções e insinuações. No seu post não é distinguível o que é opinião e o que é apresentado como facto. Mesmo sem termos cursado jornalismo percebemos o que é ética jornalística, aqui aplicada a textos publicados num blogue de índole jornalística e portanto, incumbimo-nos tacitamente dessa responsabilidade ao aceitar o convite. Correcto?

A passagem que cita não está contida nem em programas, nem em manifestos, nem em moções aprovadas em congresso, nem em comunicados oficiais do partido. A sua origem é um dos blogues do MMS, onde um distinto militante, que é autor convidado desse blogue, discorre sobre a sua visão do mérito enquanto valor social. Todo o texto, cuja versão completa foi publicada aqui, é uma defesa ao valor do mérito e promove a discussão sobre esse valor primordial para a ideologia do MMS. O dito blogue está aberto a comentários e poderia, justamente, ter feito lá o comentário ou o pedido de esclarecimento. Tal como neste blogue, cada autor é responsável pelas opiniões que emite e mal começaria um partido que cerceasse ou censura-se os autores que convida. Os mecanismos próprios do blogue, permitindo o contraditório (tal com estou agora a fazer), encarregam-se de assentar conceitos e ideias. O blogue é uma plataforma de discussão de ideias com o patrocínio do partido MMS, e é até normal e desejável que essa discussão seja originadora de propostas de acção política ou definições ideológicas que consolidem o projecto político do MMS. Porém, é nos documentos aprovados em plenários ou comissões dos órgãos sociais do partido que se encontram as directrizes do MMS, que legitimamente servirão para que cada eleitor se identifique ou não com o partido.

Onde se referencia para afirmar: “Um partido com muito dinheiro. Paga 15 euros por 3 mil panfletos, e são milhares a distribuir.”

Referir sociedades secretas e classificar de estranho e ultra elitista o MMS é uma argamassa de delírio imaginativo e confusão mental que, digo-lhe uma coisa, tem queda para argumentista de cinema fantástico…Nas próximas eleições o BE até pode dispensar o realizador galardoado das curtas que passam nos tempos de antena…

O MMS é um partido de portas abertas, visite a sede, na rua Castilho em Lisboa e fale com as pessoas que lá trabalham, não faça filmes…
Amanhã, presidente e cabeça de lista andarão por Guimarães, bem perto de Vizela. Aconselho-o a que se acerque e converse, não faça filmes…
Primeiro estranha-se depois entranha-se, já diz o poeta.
Quanto a classificar o partido de elitista, não concordo. O MMS não é elitista, que sentido faria um partido elitista?
O MMS está apostado em aproveitar o mérito dos Portugueses. Isso sim.

Seguem-se algumas perguntas e respostas que devem clarificar o assunto:

Ao incluir a palavra “mérito” na sua denominação, o partido MMS pretende ser elitista?

Não. O MMS é um partido que nasce da sociedade para a sociedade. Fundadores, dirigentes e colaboradores são cidadãos comuns, sem anteriores responsabilidades políticas ou historial de militância nos partidos tradicionais. O MMS tem como objectivo promover, pela boa governação, a qualidade de vida dos portugueses, o que é um princípio abrangente e sempre em benefício de todos os portugueses. A valorização e adopção do “mérito” está em clara oposição com o conceito de gestão pública baseada em distribuição de cargos dirigentes por correligionários políticos pouco qualificados, nomeados em cascata, pelos diferentes níveis de chefia da administração pública.

O que significa a palavra “mérito” para o MMS?

Mérito significa a qualidade positiva que a sociedade reconhece a pessoas ou organizações que realizaram acções de excelência nas suas áreas de actividade, actuaram valorosamente contra a indignidade, protegeram a vida, desenvolveram conhecimento, melhoraram a tecnologia pró-humana, adicionaram às artes, conseguiram ou consolidaram a paz, se entregaram à causa social e humanitária, ou simplesmente por reconhecerem acções meritórias. O conceito de mérito é vasto, contudo essa ambivalência nunca deverá ser usada para subverter a verdadeira identidade do mérito e, nesse sentido, para o MMS, o mérito nunca poderá ser visto como elemento divisionista entre fracos e fortes, perdedores ou vencedores. O verdadeiro mérito, na concepção do MMS, deve unir-nos na vontade de melhorar todos os dias naquilo que somos e no que fazemos. Valorizar o mérito é fundamental para fomentar o desenvolvimento sustentado da sociedade e combater a corrupção. O reconhecimento do mérito é um conceito tão antigo como a própria vida, na sociedade moderna sobressaem os famosos prémios Nobel como exemplo mundial de reconhecimento do mérito. Defender o mérito significa defender todos os valores que lhe estão subjacentes, nomeadamente, a seriedade, o trabalho, a responsabilidade, a dedicação e a competência. Em termos simples, o que o MMS defende é a promoção do mérito dos portugueses.

O MMS defende a meritocracia como sistema governativo?

Claramente, NÃO. O MMS defende intransigentemente a democracia. O povo, em eleições livres e justas, deverá eleger como e por quem aceita ser governado durante a próxima legislatura. O sistema democrático, na concepção actual, depende do desempenho dos partidos e, reside aí um dos grandes problemas de Portugal. O povo deve exigir aos partidos que apresentem candidatos que representem os melhores e mais qualificados talentos para a governação do país. Nesse sentido, os partidos cumprirão o seu papel se aplicarem critérios meritocráticos para permitir a captação e ascensão dos melhores candidatos. Para diminuir a excessiva exposição de um país aos partidos, o MMS defende que a gestão pública deve ser despartidarizada e desempenhada pelos mais competentes, seleccionados por critérios meritocráticos. Estes quadros garantiriam ao país uma estrutura muito mais competente para a implementação das políticas ditadas pelas diferentes equipas ministeriais, potenciando o papel da governação e do poder político. Esta estrutura não seria julgada por critérios políticos mas sim por critérios técnicos de desempenho, no sentido de garantir, em permanência, altos níveis de eficiência na “máquina estatal”.

Cumps,

PS.Peço desculpa pela dimensão da resposta mas, teve de ser.

PPS. Como dizem os políticos profissionais: agradeço-lhe a questão. Até porque, me deu oportunidade de “matar dois coelhos de uma cajadada”. (i) clarificar pontos-chave e credibilizar o MMS e; (ii) expor a forma de fazer política de (sem generalizar) certo dirigente do Bloco de Esquerda

Responder

3 Miguel Carvalho 4 de Junho de 2009 , 1:19

“O MMS defende a meritocracia como sistema governativo?

Claramente, NÃO. O MMS defende intransigentemente a democracia.”

É uma pena… Cada vez mais me parece que uma meritocracia funcionaria muito melhor do que este arremedo de sistema governativo em que vivemos! Mas isto deve ser a minha veia de português a falar, com a já muito discorrida tendência para depender do autoritarismo e para o saudosismo do tempo da outra senhora :)

Responder

4 José Manuel Faria 4 de Junho de 2009 , 10:34

“Em termos simples, o que o MMS defende é a promoção do mérito dos portugueses.”

“O sistema democrático, na concepção actual, depende do desempenho dos partidos e, reside aí um dos grandes problemas de Portugal”

“O povo deve exigir aos partidos que apresentem candidatos que representem os melhores e mais qualificados talentos para a governação do país.”

“a gestão pública deve ser despartidarizada e desempenhada pelos mais competentes, seleccionados por critérios meritocráticos”

“Esta estrutura não seria julgada por critérios políticos mas sim por critérios técnicos de desempenho, no sentido de garantir, em permanência, altos níveis de eficiência na “máquina estatal”

Deverão governar os melhores e mais talentosos. Quem define os mais qualificados, os mais talentosos? Uma equipa dos melhores!

Na área dos têxteis também há bons operários.Um deles poderá ser Ministro da Economia?

Esta ideologia lembra o ditado do “cada macaco no seu galho”.

O mais eficiente, e melhor médico de qualquer especializada poderá ser o pior Ministro da Saúde de sempre.

A relatividade existe e existirá sempre.

Os melhores cumprimentos,
Sérgio Deusdado

Responder

5 Sérgio Deusdado 4 de Junho de 2009 , 10:58

Quem decide quem deve governar é o povo, através de eleições livres e democráticas. O compromisso do MMS, como partido responsável, é apresentar candidatos de mérito reconhecido, como o fez para as suas primeiras eleições Europeias. O cabeça de lista apresentando pelo MMS foi Carlos Gomes, um gestor internacional, que é Director-Geral da FIAT para os mercados de França, Espanha e Portugal, sendo que foi um dos que contribui decisivamente para que a sua empresa vencesse a crise recente. Fala cinco línguas, já viveu em vários países europeus, tem carreira de trabalho e mérito e representa Portugal na Europa tão bem ou melhor que qualquer dos deputados que temos em Estrasburgo. E ainda lhe digo mais, se for eleito cumprirá o mandato até ao fim, e mesmo com os salários actualizados dos eurodeputados será dos poucos (no total dos 700 e tal) que provavelmente perderá rendimentos com a mudança de vida. Quem apresenta candidatos assim não apela aos eleitores que façam a cruzinha como sinal de protesto, votar no MMS significa eleger gente com muito mais capacidade para alem de protestar.

Melhores cumprimentos,
Sérgio Deusdado

Responder

6 José Manuel Faria 4 de Junho de 2009 , 11:51

Caro Sérgio,
Este parágrafo é elucidativo. Obrigado.

Responder

7 Tiago Dias 4 de Junho de 2009 , 13:06

totalmente…

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