Responda Candidato: Laurinda Alves, MEP, Parlamento Europeu [ V ]

de Luís Novaes Tito 21 de Abril de 2009 | Europeias, Informação

Câmara de votoLNT – O surgimento do MEP como Partido Político é uma inovação no quadro eleitoral português. A sua lista, começando por si, apresenta “sangue novo” num já estafado leque de candidatos apresentados há décadas pelos Partidos Políticos tradicionais. Qual é, do seu ponto de vista, a vantagem que estas novas caras podem trazer para a credibilização da política e dos políticos junto do eleitorado?

Laurinda Alves – A primeira grande vantagem é a aposta na cidadania e na valorização do papel dos cidadãos na política. Há outras vantagens, como a de acrescentar novos protagonistas, novas ideias e uma nova atitude na política. Esta lógica de acrescentar valor e pessoas é uma lógica construtiva que pretende dar um contributo positivo na construção do bem comum e marcar a diferença relativamente a outros partidos ou movimentos.

LNT – Para que exista impacto político no PE os deputados europeus eleitos nos diversos países tentam incluir-se nas grandes famílias políticas europeias. Sendo eleita para o Parlamento Europeu qual será o Grupo Parlamentar Europeu que integrará?

Laurinda Alves – A cada nova eleição a geometria dos Grupos Parlamentares presentes no Parlamento Europeu altera-se, os grupos nascem e desintegram-se com bastante frequência e a natureza dos ideais defendidos sofre consideráveis alterações à medida que entram ou saem novos países ou partidos nacionais das coligações. A decisão será assim tomada depois das eleições, sendo também possível que não venhamos a integrar qualquer grupo parlamentar. Achamos que o nosso programa eleitoral (http://www.mep.pt/europa/aaaa/) é suficientemente claro para que o eleitor perceba porque nos bateremos.

LNT – Como cabeça de lista ao Parlamento Europeu defende que os candidatos da sua lista possam ser igualmente candidatos a outras eleições a realizar em Portugal, neste ano de 2009, podendo com isso renunciar aos lugares para que venham a ser eleitos nas próximas eleições europeias?

Laurinda Alves – Há um código de ética política no MEP (http://www.mep.pt/images/codigo_de_etica_politica.pdf) que estabelece que o cumprimento integral dos mandatos é um valor em si e é um símbolo da forma diferente de fazer política que pretendemos oferecer aos portugueses. Salvo uma situação em que seja evidente uma situação de bem maior para o serviço do país ou manifesta incapacidade pessoal de cumprir com o mandato, os eleitos do MEP cumprirão, por princípio os seus mandatos. É para um candidato do MEP inadmissível candidatar-se simultaneamente a dois actos eleitorais mesmo que indicando previamente qual o mandato que respeitará caso venha a conseguir a eleições nas duas eleições distintas. Se eu e outros membros da lista do MEP viermos a ser eleitos para o Parlamento Europeu não nos verão a concorrer uns meses depois a uma câmara municipal do país por mais relevante que ela seja. É uma questão de respeito básico pelos eleitores, precisamente aquilo que tantas vezes vai faltando na nossa democracia e que justifica em parte o surgimento do MEP.
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Luís Novaes Tito

sobre o autor

Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis

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