
Da mais recente sondagem da CESOP/Católica, cujos resultados podem ser encontrados aqui, este quadro é interessante. A maioria das pessoas não fazia a mínima ideia, à data da sondagem, quem eram os candidatos dos principais partidos ao PE. Não há melhor quadro para demonstrar o interesse (ou falta dele) dos portugueses pelas eleições em causa.
sobre o autor
Jorge Assunção Autor do blogue Despertar da Mente e co-autor do blogue Delito de Opinião.







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Meu caro,
Eu concordo que um quadro desses é preocupante. Mas não tem apenas a ver com as Europeias. Numa freguesia do Porto, numas presidenciais, aqui há uns anos houve uma senhora que olhando para os boletins afixados disse: “Eu não vejo aqui a carinha do Sá Carneiro”!
E estou convicto que a opinião publicada (incluindo a nossa) pode muitas vezes estar desfasada da opinião pública. Estamos num país, convém lembrar, onde entre as 18/19h e as 24h a maioria da população (e logo dos eleitores) só vê telenovelas da TVI (porque o telejornal da TVI é também uma telenovela). Era interessante fazer um estudo fora de época eleitoral sobre o reconhecimeto público dos principais nomes dos partidos. Eu até acredito que as pessoas saibam quem é o Paulo Portas, mas daí….
E penso que a tua tabela evidencia outra realidade, que é de alguma forma comum a outros países: o clubismo partidário. Eu quando digo que o PSD tem uma votação mínima de 25% é porque há sempre quem vote no partido e não nas pessoas. Se quiseres, dessa gente inquirida e que for votar, no dia do voto eu não acho que tenham feito um esforço para saber quem é o cabeça-de-lista. É o problema do empolamentos dos debates presidenciais na américa. Como sabes, eu advogo que o Obama ganhou os três embora no último McCain tenha vendido cara a derrota. Mas na essência: aquelas sondagens instantâneas pós debate valem muito mais. Porque pelos menos metade dos eleitores não viram os debates mas seguramente a maioria se cruzará com os números.
Aí eu acho que o bloco tira claros dividendos da campanha web. Só que a web só chega onde chega….
Abraço,
Carlos