Outras conclusões:

1) Os votos em branco, mais de 4,6%, valem quase tanto como todos os pequenos partidos juntos.

2) Se calhar a aposta em partidos novos não se justifica.

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Tiago Azevedo Fernandes cv, contactos: taf.net - taf.net/opiniao - twitter.com/taf - A Baixa do Porto: porto.taf.net

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{ 17 comments… leia-os abaixo ou comente também }

1 M Costa 7 de Junho de 2009 , 22:53

O voto em branco reflecte o povo que temos, que prefere o protesto sem efeitos práticos.
Ajudar a construir alternativas não é com esta gente…

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2 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:00

Pelo contrário, mostra aos partidos que se mudarem têm muita gente que está disposta a votar neles. Não é gente desleixada, é gente empenhada politicamente que se deu ao trabalho de ir votar só para deixar claro que quer outras políticas.

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3 Jorge Assunção 7 de Junho de 2009 , 22:53

Os brancos e nulos valem mais que todos os partidos pequenos.

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4 Luís Cerqueira 7 de Junho de 2009 , 23:02

É verdade que os votos brancos não têm um efeito prático, mas isso acontece porque não há interesse em dizer que se os votos brancos fossem um partido estavam em Bruxelas… E que se os votos da abstenção que resultam de pessoas insatisfeitas com a classe política fossem nulos/brancos esse “partido” seria provavelmente a 3ª força política do país!

Isso é grave…

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5 Wessel 7 de Junho de 2009 , 23:03

Caro M costa
As pessoas têm o direito a mostrar o seu descontentamento com este sistema …
é um efeito prático votar em branco já que se participa …
é um efeito dos tempos a abstenção já que os políticos não cativam as pessoas que cansadas já perderam completamente a esperança.
Em relação às alternativas há muito pouco espaço para construir alternativas com o povo tirando os programazinhos da tarde de opinião pública que quase ninguém vê.
A alternativa são sempre ou PS ou PSD … isto não será uma forma de ditadura?
as pessoas estão cansadas com estas pessoas …
e se calhar a única forma de mostrar isto é votar em branco ou abster-se já que de outra forma ninguém ouve as pessoas tratando-as como animais de produção cuja função é trabalhar.
Claro que isto tudo cessa nas campanhas eleitorais somente para a caça ao voto e para se manter este estado de apatia …
Porém até isso já está a mudar porque as pessoas não são estúpidas.
Saudações e espero que o protesto continue a existir porque por vezes é preciso algum caos para então criar-se uma verdadeira alternativa para todos.

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6 Júlio Reis 7 de Junho de 2009 , 23:06

… Se calhar a aposta em partidos grandes não se justifica.

A talhe de foice acrescento: a sua análise das razões da abstenção / branco / nulo feita aqui http://www.porto.taf.net/dp/node/5364 é extremamente parcial, tendenciosa para a atribuição de “voto útil”.

Abstenção? Se nenhum dos partidos me representa, votar é positivamente inútil. É manter a mentira que alguém se interessa, que alguém nos representa. O Sr. diz, “De qualquer modo não votar sem um impedimento de força maior significa que se desdenha a Democracia.” É o mesmo que, se o Sr. não gostar de bacalhau, e eu lhe colocar à frente um prato de bacalhau com batatas, e outro de batatas com bacalhau, e o Sr. não quiser comer, eu concluir que o Sr. não tem fome ou que desdenha a comida. O Português tem alguma fome de democracia — mas não de partidos políticos.

Branco: o Sr. diz, “Desloquei-me com a intenção de votar mas não o atribuí”. Eu contraponho que quem vota em branco se deu ao trabalho de se deslocar às urnas com o expresso propósito de atribuir um voto em branco. Não tome as coisas de ânimo tão leve, querendo interpretar todo o voto em branco como uma indecisão. Eu diria que o indeciso, ou se abstém, ou “vota útil” (PS+PSD)

Nulo: o Sr. diz, “Levanto-me a um Domingo de manhã para inutilizar um papel de voto e troçar de um direito fundamental.” Eu contraponho: vota-se nulo, mais do que para troçar seja do que for, porque se quer votar em branco mas não se confia que a fiscalização na contagem de votos seja suficiente para impedir que alguém transforme um voto em branco num voto “útil” para o seu partido de eleição.

As coisas não são tão simples, sr. comentador. Há mais pontos de vista. Quer votar útil? Vote útil. Mas não troce o Sr. de um direito fundamental dos portugueses, que é de dizerem em dia de eleições que a escolha que temos não lhes serve, e que se sentem alheados do sistema político-partidário.

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7 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:07

Essa análise não é minha…

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8 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:09

Aliás está lá assinada de forma bem clara em dois locais diferentes: é de Nuno Oliveira.

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9 Júlio Reis 7 de Junho de 2009 , 23:26

Permita-me que corrija: a análise de Nuno Oliveira que o senhor “assina por baixo” — pois se não fosse assim, não a colocava num seu espaço de escrita na Internet.

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10 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:31

Não me estou a pronunciar sobre o comentário em si (isso é outra questão). Estou apenas a recomendar-lhe que tente perceber o que é “A Baixa do Porto”: um blog público fundado e moderado por mim sobre o Porto e todos os assuntos que têm impacto directo na região. Publico lá todas as opiniões que estejam expressas em linguagem civilizada e digam respeito ao tema do blog, concorde ou não com elas.

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11 Pedro Morgado 7 de Junho de 2009 , 23:13

Dado o investimento feito pelo MEP e o apoio dos aparelhos de alguns grupos já existente na sociedade, parece-me altamente desprestigiantes que não tenham conseguido mais do que um quarto dos Brancos e Nulos.

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12 Carlos Albuquerque 7 de Junho de 2009 , 23:41

Dado o investimento feito pelo MEP os resultados são notáveis. No distrito de Lisboa, onde havia apenas meia dúzia de outdoors, o MEP atingiu 2,32%. E muitas pessoas nem sequer chegaram a saber que o MEP existia antes de verem o boletim de voto.

No resto do país não houve dinheiro para quase nada. Mesmo assim o MEP surge quase sempre como 6.º ou 7.º partido.

Alguém se lembra dos resultados do Bloco de Esquerda em 1999? Tratava-se de um partido que agrupava vários partidos históricos, com experiência de campanha e implantação no eleitorado. Teve 62 022 votos, correspondentes a 1,79%.

Estou convencido que, se o MEP tivesse tido os meios que outros pequenos partidos tiveram nestas eleições, teria um resultdo muito mais expressivo.

Mas foi vencida uma primeira barreira que era enfrentar as eleições quse sem ser conhecido. E o MEP ficou à frente de todos os “pequenos”.

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13 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:56

Concordo que o resultado do MEP é positivo. Contudo, acredito que o mesmo grau de empenhamento destas pessoas no interior de outro partido “tradicional” era mais eficaz para os seus objectivos.

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14 Carlos Albuquerque 8 de Junho de 2009 , 0:24

Tiago

Não me parece que neste momento fosse possível trabalhar para os mesmos objectivos em qualquer outro partido português.

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15 EP 7 de Junho de 2009 , 23:38

O voto em branco actualmente é a demonstração da confiança que o povo português tem nos seus politicos(nenhuma). O voto foi um direito que adquirimos, portanto temos que o exercer. Exercer em branco é dizer ao senhores politicos que actualmente não há ninguem na politica aquem podemos confiar. Eles (politicos) que tirem as conclusões que quiserem.

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16 Carlos Albuquerque 7 de Junho de 2009 , 23:55

Tiago

Um novo partido é um projecto a longo ou muito longo prazo.

E globalmente os resultados do MEP até foram bons, tendo em conta as circunstâncias bastante adversas para um pequeno partido com pouco dinheiro.

Mas os votos brancos e a abstenção mostram que há em Portugal necessidade de novas ideias e de uma nova forma de fazer política.

O MEP vale a pena, por Portugal.

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17 Tiago Azevedo Fernandes 7 de Junho de 2009 , 23:57

Tinha acabado de responder no comentário acima. :-)

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