Extrema-direita catapultada para o segundo lugar na Holanda
Afinal, a extrema-direita recebeu mais votos que os trabalhistas e ficaram perto dos democratas-cristãos, os mais votados na eleição europeia holandesa.
Para já, uma surpresa, pelo segundo lugar, mas esperada, pela indicação das sondagens que davam mais de 10% ao partido de Geert Wilders, que realizou uma campanha baseada no anti-islamismo.
Não podia haver data mais coincidente e, concomitantemente, paradoxa. No dia em que Obama faz uma intervenção extraordinária no Cairo, apelando ao entendimento entre o Ocidente e o Islão, para combater o fanatismo, um partido com um discurso xenófobo, e em tudo contrário às esclarecidas e sensatas palavras de Obama de hoje, obtém um resultado expressivo na próspera e esclarecida Holanda.
Este é mais um momento a ter em conta e que infelizmente prova que a ascenção da extrema-direita na Europa – ao Governo austríaco em 2000, a passagem de Le Pen à segunda volta das presidenciais francesas em 2002 – não é fruto do acaso.
sobre o autor
Carlos Manuel Castro Autor do blogue Palavra Aberta, "membro" do Câmara de Comuns e presente no http://twitter.com/carlos_mcastro.
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Não estamos muitas vezes de acordo, mas aqui concordo com o Carlos. Nas horas de maior debilidade (não falo só da crise socio-economico-financeira mas também da “crise” da construção europeia – TLisboa, imigração, adesão turca, estratégia internacional a várias vozes), os povos europeus tendem a voltar-se para o autoritarismo de direita, pouco esclarecida, com ideias que minam o futuro de sucesso que outros vão tentando construir. Lembrem-se dos anos 30. A Europa que se cuide…