O nosso companheiro de blogue, meu estimado amigo, e refência incontornável em Portugal enquanto politótlogo, na sua intervenção cívica e académica, André Freire, brinda-nos hoje com uma excelente peça de reflexão no Público, na sua coluna quinzenal, sobre o tema da escolha do Presidente da Comissão Europeia, que muito tem dado que falar. Outras pessoas existem neste blogue, como o Manuel Meirinho, o Vasco Campilho, o Diogo Moreira ou o Cipriano Justo, melhor habilitadas do que eu para tecer elogios ao papel do André Freire neste domínio das ciências sociais e humanas. Em todo o caso, não poderia deixar de recomendar a leitura deste artigo, a todos os títulos esclarecedor.
Aproveito para me permitir recomendar também o texto do também nosso colega, e por mim muito estimado amigo, Rui Tavares ,na última página do Público, para os pseudo-analistas que teimam em denegrir o muito que em meros oito dias Barack Obama fez pela reconstrução de um diálogo da América com o mundo. Há sectores dos media e da blogosfera em Portugal que parecem apostados num campanha (não compreendo com que motivação) de promover ideia de que a cosmovisão de Obama estaria a ser a capitulação da política externa americana. Mas gente que tenta ridicularizar Obama por ele não saber que na Áustria se falava alemão, comparando-o a partir daí a Adolf Hitler, como bem denunciou o José Gomes André, ou que conclui que ele é muçulmano por ter feito uma vénia cordial ao Rei da Arábia Saudita (bem caricaturada pela crítica mordaz do Luís Cardoso) está ao nível de textos do Partido Republicano que surgiram na má imprensa norte-americana com títulos sugestivos como “The U.S. should bow to noone, not even a king“. A visão do mundo do Rui Tavares está nos antípodas desta tese radical, e que o ele hoje escreve bem o demonstra. Parece que há correntes de opinião em Portugal que engolem mal o resgaste do capitão americano prisioneiro de piratas ao largo da Somália com desgosto por não se ter seguido uma estratégia Bush-McCain do tipo: “Bomb, Bomb, Bomb the pirates“. Como dizia Mário Soares, e a muito justamente referenciada pelo Luís Novaes, Ana Gomes, afinal ainda há uma diferença entre Direita e Esquerda em Portugal.
sobre o autor
Carlos Santos é doutorado em Economia pela U. Oxford e Professor na UCP. Trabalhou no Banco Central Europeu. Autor do livro "E agora, Obama?", editado em Fevereiro de 2009, é responsável pelo blogue O Valor das Ideias que, depois da cobertura das Eleições Presidenciais nos EUA, é um espaço de debate de Política Internacional e Economia. É coordenador dos agregadores de notícias e blogues PNETpolitica e PNETeconomia . Colabora na imprensa e em diversos fóruns de discussão.
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{ 2 comments… leia-os abaixo ou comente também }
Tanto elogio em tão pouco tempo! Não há imaginação para mais? Pelo menos, manteiga não falta!
Caro Luís,
É livre de me entender como quiser. Aliás não exerci qualquer tipo de “eliminação” sobre o seu comentário, que teve a gentileza de me deixar em duplicado: aqui e no meu blog pessoal. Para o caso de me escapar. E reparará o publiquei. Não espere é que me dê ao trabalho de duplicar a resposta.
O tom deste comentário é simplesmente directamente proporcional ao disparate que diz. Chamei amigos ao Rui Tavares e ao André Freire porque interagimo há mais de meio ano e ambos se mostraram expcionais comigo em diversos momentos. Tenho este hábito de ficar grato a quem me trata bem. São feitios, olhe. De resto, a Ana Paula Fitas foi por mim elogiada porque fez um post de que gostei bastante bem como dos comentários da Fernanda Valente. Embora ela discordasse de mim em alguns pontos.
De resto, não estou a ver a não ser referências bons blogues e textos. Ah! a listagem conjunta do Manuel Meirinho, Diogo Moreira e Vasco Campilho deveu-se ao facto, de tanto quanto sei, serem pessoas com experiência na Ciência Política. Sendo o André Freire a referência nacional na áreas, para mim, pelo menos, foi pura humildade dizer que os especialistas o poderiam louvar melhor.
Vê como as coisas se esclarecem?
Um abraço,
Carlos