O PSD começa amanhã a colar os cartazes de Paulo Rangel. Não pude deixar de me surpreender com o slogan do cartaz. Desde pequenino que me têm dito que os fundos europeus serviam para, finalmente, resolver a nossa crise. Agora a proposta é resolver a crise com os fundos europeus. Somos sem dúvida, um país de progresso… Combater a crise, caro Paulo Rangel, tem de começar em nós próprios, no aumento da produtividade das empresas, da qualidade do ensino, do rigor nas contas públicas, na diminuição da despesa do Estado e do desperdício público de dinheiro. Esta coisa de estarmos sempre à espera que os outros façam por nós o que a nossa indigência não nos deixa fazer por nós próprios, acabou com a perda de África! Esperava mais e melhor do primeiro cartaz.

(publicado no Tomar Partido)

  Twitter          
Jorge Ferreira

sobre o autor

Jorge Ferreira Advogado. Docente do ensino politécnico. Militante do Partido da Nova Democracia.

Últimos 3 artigos
Obrigado - 22-10-2009
Notas de regime - 2-10-2009
Um desaltinanço - 2-10-2009
Todos os artigos de Jorge Ferreira

{ 1 trackback }

Publicidade Eleitoral: Paulo Rangel e os cartazes-camaleão « O Peso e a Leveza
31 de Maio de 2009 ás 18:25

{ 7 comments… leia-os abaixo ou comente também }

1 Tiago Azevedo Fernandes 17 de Maio de 2009 , 16:52

A princípio pensei que era fotomontagem! Sendo mesmo assim, só posso dizer que este primeiro cartaz é pouco menos que catastrófico e que não me parece corresponder sequer ao pensamento do candidato e do partido (muito menos ao meu, que também milito no PSD). Terão sido ainda fumos da marcha da marijuana que chegaram tardiamente à sede do PSD? ;-)

Responder

2 Fernanda Valente 17 de Maio de 2009 , 20:47

Bem observado. Mas este tipo de terminologia tem os seus destinatários ou seja, vende!

Responder

3 Helena Araújo 18 de Maio de 2009 , 7:47

Parece-me que a questão central é: que crise?

Segundo me consta, quando o Jorge Ferreira era pequenino, os fundos europeus não se destinavam a resolver uma crise, mas a catapultar o país para um nível estrutural superior. Se bem me lembro: criar uma rede de transportes moderna e eficaz, apostar numa sólida formação profissional, reduzir as assimetrias regionais, etc.
Por outro lado, “aumento da produtividade das empresas, qualidade do ensino, rigor nas contas públicas, diminuição da despesa do Estado e do desperdício público de dinheiro” não são instrumentos de combate à crise mas de gestão normal e responsável de um país. E, em caso de crise, até se pode equacionar um aumento da despesa do Estado.

Parece-me que este cartaz refere uma outra crise – esta que atinge todos os países e se pode transformar na edição ampliada e globalizada da Grande Depressão.
Sendo assim, a questão que coloca é um bom ponto de partida para um debate muito importante: esta crise global deve ser tratada de forma “global”, com recurso aos fundos europeus, ou deve ser cada país por si?
Não é só Portugal. A leste da Alemanha, há um conjunto de países membros interessadíssimos no resultado deste debate.

Se o cartaz de Paulo Rangel se refere realmente a esta crise global e ao modo como a UE a deve combater, confesso que este é o melhor cartaz das Europeias que vi até agora.

Responder

4 Tiago Azevedo Fernandes 18 de Maio de 2009 , 9:24

Cara Helena, se há dúvidas sobre aquilo a que o cartaz se refere, é porque o cartaz é mau.

Responder

5 Helena Araújo 18 de Maio de 2009 , 12:23

Tiago,
E não é que vou ter de dar razão aos dois?… ;-)
Andei a dar uma volta pela documentação existente, e as dúvidas só aumentaram:

- Os fundos europeus de que o cartaz fala são os do QREN?
Recapitulando: os fundos europeus destinados a apoiar o esforço nacional de desenvolvimento, com vista à realização plena da coesão.
Estamos a falar de fundos para o desenvolvimento estrutural ou fundos para o combate à crise?

- Que crise? a portuguesa, anterior à crise financeira global? ou a portuguesa agravada pela crise financeira global? ou a crise global, que começou por ser financeira e se está a tornar económica e social?

- Entre as funções dos deputados do Parlamento Europeu também se encontra a de inspeccionar a aplicação dos fundos (quais fundos?) feita pelos governos nacionais?
No Contrato Europeu com os Portugueses (www.politicadeverdade.com) parece que sim: “Acompanharemos de perto toda a política de combate à actual crise e à forma como o governo português aplica a estratégia europeia, designadamente no que diz respeito à utilização dos fundos comunitários” e, mais à frente, “Combatemos a incompetência e o desperdício, quer se traduzam na não aplicação ou mesmo devolução de recursos financeiros a Bruxelas, quer no atraso inaceitável no seu aproveitamento (como está a ser o caso do QREN) ou no financiamento de obras vistosas mas ruinosas para as próximas gerações.”

Não sei se o cartaz é bom ou mau, mas que oferece pano para mangas de debate, lá isso…

Responder

6 José Mexia 18 de Maio de 2009 , 13:09

Caro Jorge Ferreira,
Absolutamente de acordo. Pior só mesmo o do CDS.

Abraços

Responder

7 JOAO SILVA 20 de Maio de 2009 , 12:54

Vim parar a um blog de socialistas camuflados!

Responder

Comente

Pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>