Na sessão da Assembleia Municipal de Beja do passado dia 29 de Junho, questionei o Presidente da Câmara Municipal de Beja (PCP) sobre o número efectivo de lugares abertos a concurso para desempregados (foi assim que o executivo bejense os anunciou). A resposta não me foi dada pelo Presidente, como tem sido hábito quando as questões são embaraçosas. Remete-se para um vereador para que a resposta seja mais técnica. E a resposta que obtive é que estão abertos 42 lugares. Consultado o mapa de “contratos de trabalho a termo resolutivo certo” da CMB, reparo que estão lá 41 nomes, de pessoas que, seguramente, terão concorrido aos cargos que já ocupam. A transparência destes concursos não está legislada, mesmo que os membros do executivo não possam fazer parte do júri. Serão, pois, os técnicos superiores a ter que satisfazer as cunhas. E quando se pede um licenciado em Sociologia para o Gabinete de Relações Públicas, nem é precisa a cunha! Ele já lá está e tem o lugar garantido. O PCP não é diferente dos outros partidos, mas gosta de transmitir a imagem de virgindade nestas coisas.
É tudo uma questão de tacho!
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sobre o autor
João Espinho Tradutor. Amador na Arte da Fotografia. Editor do blog Praça da República. Estou no Twitter.
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