É sempre bom saber que o povo tem memória. E se lembra do túnel do Marquês, dos terrenos da EPUL, e de outros esforços do Menino Guerreiro. De acordo com a sondagem de aqui se dá conta, se as eleições autárquicas em Lisboa fossem hoje, o PS venceria com 36,1% dos votos, enquanto a amálgama PSD+CDS+MPT+PPM não passaria dos 29,6%. O que significa uma câmara com entendimentos possíveis à esquerda: 7,1% de Helena Roseta, 8,4% de Rúben de Carvalho e Luís Fazenda a ser penalizado pelo relativo menor mediatismo (3,8%).
sobre o autor
Carlos Santos é doutorado em Economia pela U. Oxford e Professor na UCP. Trabalhou no Banco Central Europeu. Autor do livro "E agora, Obama?", editado em Fevereiro de 2009, é responsável pelo blogue O Valor das Ideias que, depois da cobertura das Eleições Presidenciais nos EUA, é um espaço de debate de Política Internacional e Economia. É coordenador dos agregadores de notícias e blogues PNETpolitica e PNETeconomia . Colabora na imprensa e em diversos fóruns de discussão.
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{ 1 comment… leia-o abaixo ou comente também }
Actualmente existe um défice de gestores políticos confiáveis. Só assim se justifica que políticos altamente contestados no passado, voltem à ribalta: ou pensam que o povo não tem memória, ou então têm muita falta de vergonha…
No que diz respeito ao Município lisboeta, nenhum presidente que por lá passou conseguiu proceder ao saneamento das suas contas (muito pelo contrário, a CML funciona praticamente como uma filial do Centro de Emprego, só que para os “boys”) como se impunha, nem debelar as pendências que se arrastam há anos e que remetem muitos construtores civis para o estado de falência.
António Costa parece também não fugir à regra…