
Acresce ao que diz o Nuno Gouveia sobre as candidatas fantasma que na lista europeia do PS, também a paridade (no sentido caridoso de 33% de mulheres, e não no sentido real de uma representação paritária de ambos os sexos) é fantasmagórica. Porque se Elisa Ferreira e Ana Gomes forem fossem eleitas Presidentes de Câmara, seriam substituídas por dois homens (se o PS eleger 7 deputados) ou por um homem e uma mulher (se o PS eleger mais). O que resultaria sempre numa quota bem inferior a um terço de mulheres eleitas.
Donde se conclui que ou o PS não acredita que as suas candidatas vençam nas autárquicas, ou que não está assim tão convencido de que as mulheres fazem a democracia melhor. Bem vistas as coisas, uma conclusão não invalida a outra.
sobre o autor
Vasco Campilho tem 31 anos e vive em Lisboa. É militante do PSD e membro da Plataforma Construir Ideias. Participou nos blogs O futuro é agora, Atlântico e no Câmara de Comuns. Actualmente, escreve no vascocampilho.net, no 31 da Armada e no Papa MyZena.
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Tenho por mim que a paridade diminui a dignidade da espécie humana.
A mulher tem todo o direito de conquistar o seu lugar.