Nos concelhos de Odivelas e Faro, os partidos de direita formam uma coligação para as autárquicas. À falta de qualquer projecto ou proposta para cada uma destas localidades, PPD/CDS/MPT/PPM, de duas uma, preferiram fulanizar o projecto político ou quis o candidato desprezar os partidos que o apoiam (como no caso de Odivelas), tendo o nome de cada candidato servido de base à coligação que se constituiu. Em Odivelas a coligação denominou-se “Mais Odivelas com Hernâni Carvalho” e na capital algarvia “Faro com Macário”.

Ora, face aos nomes apresentados, o Tribunal Constitucional rejeitou a denominação destas coligações.

Quando se fulaniza a política, e os próprios intervenientes são os primeiros a querer esse objectivo, tudo tende a surgir torto e a desconsiderar as próprias equipas, com quem trabalham, mas também as populações a quem se submetem a sufrágio, pois o ego de cada candidato sobrepõe-se a qualquer caso.

No caso de Odivelas chega a ser peculiar a forma como se constituiu a coligação. Primeiro surgiu a apresentação de Hernâni Carvalho pelo PPD, com este a desconsiderar constantemente o partido que o apoia; depois arregimentou-se uma coligação com o PPM e o MPT, com o representante do PPM a criticar o CDS por não fazer parte da coligação, e tendo o partido do Largo do Caldas quase apresentado uma candidatura própria, à última hora, decide-se juntar à coligação de um candidato à Câmara que sem uma palavra, proposta ou ideia, limita-se a uma postura de condenação de tudo e todos sem noção da realidade do concelho ou de quais as competências e responsabilidades do Poder Local.

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Carlos Manuel Castro Autor do blogue Palavra Aberta, "membro" do Câmara de Comuns e presente no http://twitter.com/carlos_mcastro.

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1 Luis 14 de Agosto de 2009 , 12:32

“Quando se fulaniza a política, e os próprios intervenientes são os primeiros a querer esse objectivo, tudo tende a surgir torto e a desconsiderar as próprias equipas, com quem trabalham, mas também as populações a quem se submetem a sufrágio, pois o ego de cada candidato sobrepõe-se a qualquer caso.” Tem toda a razão.

E permita-me que cite o meu camarada Vítor Dias num post aí em baixo:

“o grande objectivo democrático e a mais premente necessidade nacional não são tanto obter uma mudança das caras que protagonizam ou representam o PS e o PSD mas sim uma profunda mudança na política que ambos têm imposto ao país, no âmbito de décadas de rotativismo PS-PSD e de alternância sem alternativa, para o que é comprovadamente essencial um poderoso reforço da CDU.” (http://blogs.publico.pt/eleicoes2009/)

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2 Joao Negro 14 de Agosto de 2009 , 15:10

é engraçado este artigo.
O autor participou em Odivelas numa tentativa de candidatura do CDS conjuntamente com o seu “boss” PC.
Ou seja, ao mesmo partido foram prometidas “rosas”, desde que se candidata-se e tira-se votos ao PSD.
Agora escreve estas linhas.
Dia 10 de Outubro acabam os recibos verdes deste senhor.

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