A atitude de Helena Roseta em relação ao acordo que fez com António Costa para integrar a lista concorrente à Câmara Municipal de Lisboa foi um sinal, mais um, de que há na política portuguesa cidadãos muito mais interessados no bem comum do que nas suas estratégias de poder pessoal. Se estivesse em causa o interesse pessoal, Helena Roseta e o Movimento Cidadãos por Lisboa não o teriam feito uma vez que a sua eleição para a vereação da Capital estava garantida de antemão.
Roseta chegou para ensinar todos aqueles que há pouco tempo lhe pretendiam dar lições de ética e de princípios e para demonstrar que em política nem todos são iguais, como é costume ouvir-se dizer.
Ao contrário de outros, penso que Helena Roseta e o Movimento Cidadãos por Lisboa saem mais credibilizados e com uma força superior, tal como já acontecera com Manuel Alegre, que não é alheio a esta negociação (vejam-se as declarações feitas no dia anterior aquando do lançamento do nº 4 da OPS!), por se terem disposto a não entregar de bandeja o poder à direita populista.
Há coisas realmente importantes na nossa vida de cidadãos sendo que uma delas é nunca deixar que as vaidades pessoais se sobreponham à razão.
Se a Câmara Municipal de Lisboa for defendida de ter Santana Lopes como Presidente isso vai ficar a dever-se unicamente aos que se prontificaram a sacrificar algum do seu protagonismo em favor do interesse comum. Os que ficaram de fora desta solução poderão babar-se com o seu umbigo na noite das eleições e tecer loas às vitórias alcançadas, mas os alfacinhas saberão reconhecer quem evitou o pior.
sobre o autor
Luís Novaes Tito - técnico de Sistemas de Informação, Informáticos e de Gestão da Qualidade. Integra o corpo editorial da ops! revista de Opinião Socialista. Autor do blog a Barbearia do senhor Luis






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Evitar o pior… uma vez que convém ao PS!
A velha estória de ser preso por ter cão e por não ter.
Não falta por aí quem pergunte quantos PS terá a lista da Câmara uma vez que vai ter de haver lugares de vereador para os Zés e para as Helenas.
Agora vem o Virgílio, em sentido contrário, dizer que convém ao PS.
Era preferível que se entendessem, principalmente que entendessem que será Presidente da Câmara quem tiver mais um voto do que os outros, mesmo que tenha uma minoria minoritária.
Só não existe um acordo alargado na CML porque o PCP e o BE não o quiseram fazer. Vir agora com estas argumentações não faz qualquer sentido.
Que cada um assuma a responsabilidade dos seus actos.
Uma pessoa ou instituição de bem não deve conversar com quem nos chama parasita, obviamente.
O PCP,e acredito que o BE também,porque no PCP não se vendem lugares,mas sim negoceiam politicas,como tal.não havendo essa abertura de Antonio Costa,não s efaz acordo.
Estranho é o facto de Helena Roseta ter acusa ainda a pouco tempo Antonio Costa de autismo politico e agora é o seu nº2.
“Era preferível que se entendessem, principalmente que entendessem que será Presidente da Câmara quem tiver mais um voto do que os outros, mesmo que tenha uma minoria minoritária.” Qualquer dia nem vai ser preciso AR, porque irá existir um geverno constituido por ministros (do mais allto gabarito) de todos os partidos. Se calhar ainda vemos uma HAD (Hiper Aliança Democrática, CDP, PCP, PS, BE, PSD etc) tudo no mesmo, quem chegar primeiro ao pouso safa-se os outros temos pena, é em nome deste acordo alargadíssimo.
“Só não existe um acordo alargado na CML porque o PCP e o BE não o quiseram fazer.” Pois, e andávamos todos aqui a jogar ao Monopólio. A ver quem fica com o quê…
“Não falta por aí quem pergunte quantos PS terá a lista da Câmara uma vez que vai ter de haver lugares de vereador para os Zés e para as Helenas.” Eu quero lá saber quantos PS’s, Zés ou Helenas serão vereadores. desde que competentes. O que quero saber é concretamente qual a plano que vão seguir para Lisboa. O que atendendo ao Acordo, faço ideia da concenso que se gerará depois. Ou será uma espécia de vassalagem para com o Senhor Costa?
Concluinod, pois é, ainda há partidos que não vão em negociatas, nem em jogatanas do estilo Monopólio (o jogo). Podemos não ganhar, mas não perdemos a coerencia e ponho as minhas mãos no fogo em como esse acordo não funcionará em pleno.
Deve ler-se:
A atitude de Helena Roseta em relação ao acordo que fez com António Costa para integrar a lista concorrente à Câmara Municipal de Lisboa foi um sinal, mais um, de mais um cidadã muito mais interessado em PODER do que no que disse (há bem pouco tempo) e nas pessoas que nelas confiaram e votaram.