Jorge Pulido Valente é o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Beja.

(entrevista igualmente publicada no Praça da República)
1 – Como pensa vir a conseguir “colocar Beja no mapa“, restituindo-lhe a “centralidade perdida”?
Jorge Pulido Valente – Esse objectivo será atingido através da concretização de uma estratégia e de um projecto de desenvolvimento assentes nos 6 pilares para a afirmação de Beja como verdadeira capital do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral. Entre outros instrumentos, há que dispor para esse efeito, de um Plano de Marketing Territorial, um Programa de Eventos de dimensão nacional e internacional, uma “marca turística” a partir de Mariana Alcoforado e, sobretudo, uma dinâmica muito forte de criatividade e inovação que permita colocar Beja na “moda” nas mais diversas áreas.
O PS nunca ganhou a autarquia bejense. Onde pensa ir buscar os votos que lhe faltam para ser presidente?
Jorge Pulido Valente – A nossa candidatura tem uma base eleitoral muito alargada, que vai da esquerda à direita, porque construímos um projecto de desenvolvimento não na lógica partidária mas sim dos interesses das populações e do concelho, conseguindo a participação de muitas centenas de pessoas nas sessões públicas de trabalho que realizámos para elaborar o nosso programa. Como dizemos, o nosso partido é Beja.
Os jovens, que habitualmente não votam, perceberam também que não se podem resignar e que agora é indispensável assumirem as suas responsabilidades na construção de um projecto novo e inovador, que lhes irá permitir um futuro mais promissor. Por estes motivos, as nossas listas têm percentagens muito elevadas de jovens e de independentes.
3. Caso vença as eleições, que projectos tem para o velhinho estádio Flávio dos Santos? E o que vai fazer à Biblioteca Municipal?
Jorge Pulido Valente – O primeiro passo será promover uma discussão pública muito alargada e devidamente preparada sobre estes temas, dado que é preciso que as populações nos digam o que querem e aquilo que consideram prioritário. Como base de partida para a discussão sobre o Flávio dos Santos há que definir se os actuais usos de toda aquela área são para manter ou se vamos vocacioná-la para dar resposta a outras necessidades, como por exemplo, novo parque urbano, unidades de apoio social para crianças e idosos, outras instalações desportivas de que a cidade carece, etc
Quanto à Biblioteca Municipal é óbvio que a primeira intervenção tem de ser de requalificação, reorganização e redinamização do espaço existente. No médio prazo, terá que ser pensado um novo edifício ou a transferência da área infanto-juvenil para um outro local mais aberto e com zonas exteriores (Jardim Público?), libertando área para o crescimento dos restantes sectores.
4. Sentiu-se ofendido quando o trataram por “reles funcionário”?
Jorge Pulido Valente – Mais do que ofendido, porque sei que não o sou, senti-me desiludido e revoltado pela atitude do actual presidente da Câmara, dado que revela grande falta de educação e de carácter. Para quem se diz um comunista culto e humano, esta desconsideração que fez a todos os trabalhadores da Câmara de Beja é reveladora da verdadeira personalidade e forma de estar de Francisco Santos. Na política como em tudo na vida há princípios que não podem ser esquecidos e não pode valer tudo. Para se ser respeitado tem que se respeitar os outros e não tentar humilhá-los.
Se for eleito Presidente da Câmara, qual a primeira medida que tomará?
Jorge Pulido Valente – Iniciar, desde logo, o trabalho de concretização das 12 medidas urgentes que propomos. Em termos muito concretos e imediatos será reunir com todos os trabalhadores da autarquia para lhes apresentar o projecto de desenvolvimento que iremos implementar e pedir-lhes a máxima colaboração nesse sentido.
6. Diga aos bejenses aquilo que ainda não teve oportunidade de dizer (porque ainda não lhe perguntaram nos debates e entrevistas).
Jorge Pulido Valente – Ao votarem em nós não estão a votar num partido mas sim num projecto de desenvolvimento e numa equipa para o concretizar. Confiem em nós e no nosso projecto porque a mudança vai valer a pena para todos!
sobre o autor
João Espinho Tradutor. Amador na Arte da Fotografia. Editor do blog Praça da República. Estou no Twitter.
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